Novas tecnologias, novos dilemas

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Com a eclosão da atual revolução tecnológica, novas tecnologias estão sendo criadas e estão mudando vida do ser humano para sempre.

A forma como nos comunicamos, como consumimos e produzimos dados, como estudamos, como trabalhamos estão evoluindo.

O  dilema do fim do trabalho manual com as novas tecnologias

A exemplo do trabalho manual, que está sendo, gradualmente, substituído pelas máquinas e tecnologias de automação e assim, cada vez menos, estão necessitando da força bruta e cada vez mais da força intelectual e inovadora.

Com este fato, a sociedade está enfrentado grandes mudanças e está ficando cada vez mais digitalizada e virtual.


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Avanços das novas tecnologias

Devido ao avanço da Inteligência Artificial (IA) novos dilemas estão surgindo e instigando a sociedade atual, e como resposta, um time de pesquisadores da IBM (International Business Machines Corporation) e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) está trabalhando em uma ferramenta de recomendações de normas de uso da IA.

Com o objetivo de apresentar conteúdos que não só foquem no interesse do público, mas leve em consideração os diretos fundamentais dos seres e diretrizes éticas e comportamentais da sociedade atual.

Investimento pesado em novas tecnologias

Seguindo esta mesma filosofia, alguns países também, como os Estados Unidos, estão investindo pesado em pesquisa de inteligência artificial.

Visando aplicar no pensamento coletivo e na área de ciências sociais e humanas, com o intuito de avaliar o impacto social desta ferramenta.



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O potencial que as máquinas tem em infringir normas e padrões éticos e morais, traz consigo grandes inquietações em todo o mundo.

Pelo fato de que o uso de inteligência artificial age em detrimento do seu programador, quer dizer que ela pode não possuir discernimento sobre o que pode ser nocivo ao ser humano e o que pode ser benéfico.

A inteligência artificial: mais um dilema tecnológico

Na sequência, o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) teve uma iniciativa global de considerações éticas no ramo de inteligência artificial.

A associação alinhou alguns princípios básicos para considerar a questão da ética na inteligência artificial:

  • assegurar seu uso com o objetivo final sendo o benefício humano; e assegurar a responsabilidade dos produtores do mecanismo inteligente, segundo o qual, cabe aos três poderes nacionais criarem normas claras do uso e finalidade, de modo a minimizar os riscos de mau uso desta ferramenta tão poderosa.

 

Novas tecnologias, novos dilemas: o robô cidadão

Em outubro de 2017, a Arábia Saudita se tornou o primeiro país do mundo a reconhecer um robô artificialmente inteligente como cidadão, no caso cidadã.

David Hanson, “pai” do robô intitulado Sophia, formou-se em cinema e trabalhou durante anos na Disney como escultor e pesquisador de materiais para os parques da companhia, mas sempre foi obcecado pela robótica e IA.


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Sophia foi agraciada com o título durante um evento de inovação na capital saudita, Riad.

Ao receber este mérito, afirmou estar muito honrada e orgulhosa pela distinção única.

 

O robô Sophia

A Arábia Saudita, que é conhecida por restritas normas de conduta quanto a direitos de mulheres, obrou mais uma afronta à sociedade internacional.

Sophia, como infelizmente já se esperava, ao receber tal título, adquiriu mais direitos que as cidadãs sauditas.

Virando motivo de debate na Internet, e profundas reflexões sobre direitos da IA e também deveres dos órgãos de regulamentação internacional.

Inclusive, foram escritas propostas no Parlamento Europeu para reconhecê-los como “seres eletrônicos”, que devem clarificar as questões relativas as suas responsabilidades civis, além de criar um estatuto exclusivo para estes seres mecânicos.

 

Novas tecnologias e o novo risco

Além disso, a Inteligência artificial põe em risco as atuais profissões.

Por isso é muito importante pensar no futuro do mercado de trabalho como conhecemos hoje, e dos profissionais menos escolarizados, trabalho o qual é, geralmente, mais fácil de ser substituído por um robô de IA.

Como exemplo, o Watson, supercomputador da IBM, já é capaz de interpretar laudos médicos, elaborar processos jurídicos e realizar atendimento em call-centers, uma vez que ele é capaz de interpretar dados, localizar evidências e gerar hipóteses.

Podendo vir a ocupar o lugar de muitos funcionários desse ramo e deixar um enorme rastro de desemprego e caos econômico, no qual pessoas necessitariam de basicamente um auxilio governamental para sobreviver e escapar da fome.

Se não puder vencê-los, junte-se a eles

Mas, em contrapartida, existem aqueles que acreditam que a inteligência artificial irá, sim, extinguir muitos empregos, mas que o mercado naturalmente irá criar centenas de outras ocupações com maiores graus de complexidade e responsabilidade.

Fique atento às novas tecnologias

Há ainda mais um ponto a ser observado, na ótica da privacidade de dados. A Inteligência Artificial mapeia e analisa, diariamente, dados a partir de interações com pessoas.

Conhecendo cada vez mais nosso comportamento, tais sistemas aprendem e oferecem melhores soluções e assim passam a sondar dados muitas vezes sigiloso e de cunho pessoal.

Porém, ignoramos a amplitude das informações coletadas e como elas podem ser exploradas de forma maliciosa.

Novas tecnologias exigem nova legislação

Mas em contrapartida a esse assunto, o parlamento do Brasil criou e aprovou, inspirado na GDPR (General Data Protection Regulation) criada na Europa em maio de 2018, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Esta, entra em vigor em agosto de 2020, com o intuito de estabelecer normas e diretrizes sobre os dados de terceiros que empresas possuem em seu banco de dados.

Momento de revolução: como adaptar-se aos novos dilemas

Além de nos conduzir à Revolução Tecnológica 4.0, mais importante, a inteligência artificial está provocando uma intensa revolução cultural, transformando nossas vidas presentes.

E ainda muito transformará a futura, ainda que, de certa forma, desconhecemos exatamente de qual maneira.

Ao tempo em que o desenvolvimento tecnológico se torna complexo, mais complexas ainda são os dilemas e questionamentos dentre este assunto.

A nova ética e moral

Atualmente, não há um acordo sobre como a ética e a moralidade da sociedade podem ser lecionadas, até mesmo para os seres humanos com base apenas em pensamentos racionais, quanto mais com relação à inteligência artificial.

E mesmo com a programação ética da Inteligência Artificial, qual ética usaríamos? Seria essa ética a mesma da indústria desenvolvedora da tecnologia?

 

Um dilema complexo por conta das novas tecnologias

Se sim, temos que considerar que as éticas das indústrias e de alguns Estados são gritantemente opostas.

Precisamos ter certeza de que a estrutura ética usada para desenvolver a inteligência artificial deve contemplar o maior número de culturas, órgãos governamentais e privados que forem possíveis.

Desta maneira, podemos concluir que é inegável o fato de que existem muito mais perguntas do que respostas, já que o tema às vezes é ambíguo e não discutido o suficiente entre a sociedade.

Ou seja, há diversas interpretações possíveis a respeito do que seja um parâmetro mínimo e fundamental de ética e moral, logo, não será agora que as respostas dos questionamentos que perduraram surgirão.

 

 

Esse texto sobre Novas tecnologias, novos dilemas foi criado por Italo Lucena.


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