Modernidade: a inovação disruptiva

Um olhar sobre a modernidade e a inovação.

 

Marshall Berman

“Tudo que é sólido desmancha no ar”.

Esta pode ser considerada a magnum opus do pensador estadunidense Marshall Berman.


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Que explanou a teoria da modernidade com excepcional análise crítica, muito à frente do seu tempo e absolutamente disruptiva no contexto histórico e social da época de sua concepção.

 

A metáfora

A própria metáfora que intitula a obra apregoa a volatilidade do ciclo de existência das mais diversas entidades possíveis, ora concretas, ora abstratas.

Por exemplo, padrões de locomoção, regimes políticos, técnicas de negociação, formas de governo, ideologias, modos de produção, avanços tecnológicos, dentre outras expressões da humanidade,

Tudo isto é suscetível de construção, desconstrução e reconstrução.

 

O filósofo norte americano: estudando a modernidade

Em 1982, o autor e filósofo forneceu um quadro epistemológico e teórico assaz disruptivo acerca das consequências do projeto da modernidade.

E o correspondente processo de racionalização da realidade, como também da subjetivação do indivíduo.

 



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A sociedade e a modernidade

Neste diapasão, fundamental fora ter a consciência de que o ser humano é, a priori, um objeto do seu meio.

Uma vez que a consciência individual não existe sem uma sociedade onde o homem esteja integrado e interagindo a consciência individual.

Portanto, isto nada mais é do que um fato social e ideológico, pelo que a única definição possível da consciência é de ordem sociológica.

 

A inovação na modernidade

O conceito de inovação como o aprimorar e o aperfeiçoar da consciência humana vem sendo recorrente na definição das competências, habilidades e atitudes em prol da inovação.

Cujas primícias epistemológicas ocorreram desde o notório digladiar da escola empirista com a racionalista, dando origem a uma das mais conhecidas dicotomias em ciência.


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O Manifesto Comunista

A alusão ao Manifesto Comunista quanto ao ciclo da vida, isto é, nascimento, desenvolvimento e perecimento, problematiza a oposição entre modernidade versus pós-modernidade no decorrer do livro.

 

As ideologias

Berman vivenciou a reação coletiva às normas sociais conservadoras dos anos 1950, época do apogeu da ideologia de manutenção das instituições sociais tradicionais no contexto da cultura e da civilização.

Na visão de Berman, o moderno opõe-se ao tradicional e “é visto com entusiasmo cego e acrítico, ou é condenado segundo uma atitude de distanciamento e indiferença neo-olímpica”.

 

A modernidade

A modernidade apresenta-se de forma inacabada, como uma penetração da ideia de desintegração do pensamento através da marcha de absoluta racionalização.

Cujos reflexos em todos os campos da atividade humana tomam rumos regidos por características próprias.

Ora, a inovação prescinde da ideia de futuro não realizável, de um caminhar que significa estar a cada passo consciente de tomadas de decisões.

 

As tecnologias ao nosso alcance

Na realidade, transformar as tecnologias à disposição em ações adequadas e sentir com clareza o impacto medido pelo aprimoramento tecnológico no bem-estar social é a maior missão, grosso modo, da inovação disruptiva.

 

O saber de Aristóteles

Aristóteles já enunciava que tudo carrega dentro de si o princípio da própria contradição.

Tudo que existe não existe além de sua própria representação.

Nenhuma realidade, portanto, existe, que esteja isenta de dialética, o que viabiliza o construir, o desconstruir e o reconstruir aduzido inicialmente.

 

O papel da cultura

Deve-se presumir, pois, que todas as múltiplas dimensões da cultura.

Tais como o estilo das vestimentas, o planejamento urbano, a arquitetura, o mobiliário, a religião, as obras de arte, os padrões de consumo, a comida e o seu preparo, a música, a linguagem, os gestos físicos, a organização política e social, etc.

São organizados em conjuntos padronizados de modo a incorporar informação codificada, de maneira análoga aos sons, palavras e sentenças de uma língua natural, estando em constante evolução, consoante leciona Edmund Ronald Leach.

 

A revolução a partir da inovação na modernidade

Entretanto, nem todas as inovações são disruptivas, ainda que sejam revestidas de certo cunho revolucionário.

Este conceito amplamente difundido no mundo globalizado implica originalidade e singularidade.

A lógica da modernidade, nesta senda, é ousar saber, sair da zona de conforto, reclassificar aquilo concebido outrora como inclassificável ou cristalizadamente classificado já, sem prejuízo de se desbravar os paradigmas existentes.

 

A inovação disruptiva

Pode-se comparar a inovação disruptiva a uma mudança de paradigma em determinado campo do conhecimento.

Em virtude disto, apenas romper com as prerrogativas modernas e aperfeiçoar as tecnologias existentes não basta.

Deve-se alcançar o dantes inalcançável, o que implica ineditismo e criatividade .

Nunca se confundindo tais expressões com modismo articulado disfarçado de liderança inovadora e gerenciamento transformacional.

 

Os elementos fundamentais

Assim, resta evidente que entusiasmo, conhecimento e proatividade são três dos elementos fundamentais para a fertilização da cultura da inovação em benefício de resultados planejados.

 

A consciência inovadora

A adoção de uma consciência de inovadora definitivamente contribui para a propositura de soluções que o mercado reclama e impõe, qualquer que seja a questão em pauta.

Trata-se de uma conduta de modernidade a qual, emblematicamente, denota que os olhos e, máxime, a mente das pessoas devem ficar voltados para o mundo, acompanhando-se as vicissitudes da vida moderna.

 

Kwame Anthony Appiah

Consoante explanação do filósofo Kwame Anthony Appiah, todo mundo quer tomar um passo rumo à meta de crescer a cada descoberta.

Assim, destaca-se o conceito de cosmopolitanismo, que significa “cidadão do cosmos”, “do mundo”.

E nós precisamos de uma noção de cidadania global.

 

A responsabilidade cidadã

O cosmopolita diz que temos que começar reconhecendo que somos responsáveis uns pelos outros, como cidadãos são.

E em segundo, os adeptos desta teoria acham normal que as pessoas serem diferentes.

Eles se importam com todos, mas não significa que queiram que todos sejam iguais ou como eles, ao passo que existe uma espécie de universalismo filosófico.

 

A cidadania

Neste contexto, a concepção de cidadania global encontra-se diretamente inveterada à interdependência humana no campo das relações internacionais. Porquanto propõe:

  • aprimorar os diálogos diplomáticos;
  • transcender as fronteiras geopolíticas para fins de interação colaborativa;
  •  instaurar a tolerância frente à pluralidade cultural;
  • reconhecer a multiplicidade étnica e cultural como fator de coesão da humanidade;
  •  e promover o intercâmbio de experiências culturais a fim de compreendê-las verdadeiramente.

Jamais de modo unilateral e preconceituoso, dentro da própria caverna, em patente alusão a Platão, porém integrada e multilateralmente.

 

Compreendendo a modernidade e aplicando a inovação

Uma postura de ser humano dotado de inovação, pois, reconhece a diversidade cultural, almeja estabelecer um diálogo de compreensão multifacetado.

E expande as próprias convicções por meio da troca de experiências com o “outro”.

Ou melhor, todas as pessoas com as quais um indivíduo mantém relações de maneira direta e indireta, o que engloba, afinal, a própria percepção de humanidade.

 

Esse texto sobre Modernidade: a inovação disruptiva  foi criado por Delano da Silva.


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