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O que é Jornalismo no novo fluxo de informações?

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O conceito de fluxo de informações é importante para o jornalismo.

Está relacionado com comunicação, com a maneira que informações são difundidas e captadas.

Manuel Castells, em seu livro O Espaço de Fluxos, define fluxos como “as sequências intencionais, repetitivas e programáveis de intercâmbio e interação entre posições fisicamente desarticuladas, mantidas por atores sociais nas estruturas econômica, política e simbólica da sociedade”.

Ou seja, para existir um fluxo, existe uma troca intencional entre indivíduos ou agentes sociais que estão geograficamente desconectados.


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No caso do fluxo de informações, uma troca de dados.

 

O papel do jornalismo

O jornalismo surge justamente da necessidade de transmissão de conteúdos atuais.

As notícias – informações novas, verdadeiras, que possuem valor e interesse – passam a ser consideradas uma das grandes responsabilidades dessa área.



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A ética no processo de apuração e a credibilidade consignadas aos jornalistas criam a ideia de “espelho da realidade”.

Uma das primeiras teorias desse campo de pesquisa, a “teoria do espelho” fala da neutralidade do jornalismo e o coloca como capaz de representar fielmente a realidade, apresentar a sociedade a si mesma.

 

A dificuldade do jornalismo

No entanto, o jornal apenas é capaz de apresentar um recorte do real.

Possui verdadeiramente um papel de mediador entre a sociedade e os acontecimentos.

Mas é impossível representar todos os ângulos, sensações, desfechos, causas e possibilidades captados por quem presenciou o fato.

 


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O jornalista e o jornalismo hoje

O jornalista busca ser um comunicador “desinteressado”, porém é um contador de histórias, um ser humano.

Segundo o manual de redação do jornal Folha de São Paulo, “Não existe objetividade em jornalismo.

Ao redigir um texto e editá-lo, o jornalista toma uma série de decisões que são em larga medida subjetivas, influenciadas por suas posições pessoais, hábitos e emoções”.

 

Teorias no jornalismo

Nos anos 1950, surge então a “teoria do gatekeeper“, termo utilizado pela primeira vez por David Manning White.

Segundo essa proposta, a notícia passa por vários “portões” antes de chegar realmente ao povo, ao consumidor do jornal, e o jornalista seria o responsável por guardar esses portões.

O fator decisivo sobre a publicação ou não de uma notícia, sobre a apuração de um fato em detrimento de outro ou sobre a colocação de destaque daquela matéria dentro do jornal depende de uma seleção subjetiva e arbitrária.

O conhecimento transmitido passa por critérios de avaliação individual, mesmo que de forma inconsciente.

 

Os modelos tradicionais

Essa teoria é muito aplicável aos modelos tradicionais de jornalismo, porém, com o advento da internet, o acesso à informação foi ampliado de maneira indescritível.

O fluxo de informações toma proporções nunca vistas antes.

Um usuário da internet pode pesquisar sobre o assunto que quiser e encontrar milhares de resultados – o jornalista deixa de ser um agente decisivo na definição do que o povo ficará sabendo ou não.

 

O novo fluxo de informações

Alex Primo e Marcelo Ruschel Trasel apontam essa mudança no papel do profissional de jornalismo:

o “gatekeeping” se desloca para o “gatewatching”. “Caíram os portões

O novo fluxo de informações passa da ideia de selecionar o que será para publicado para uma proposta de seleção partir daquilo que já foi publicado.

O jornalista não perde importância, porém muda sua função.

 

A internet

Em meio a um acesso constante e ininterrupto de informações, onde nem tudo é verdadeiro ou preciso, o usuário de internet recorre ao jornalista como uma fonte confiável.

Há uma procura por um organizador, direcionador e observador qualificado que possa analisar as informações.

Essa figura é procurada nos jornais e agora o público tem função ativa na escolha do que gostaria de consumir.

 

A jornalismo digital

Assim, o jornalismo entra de fato em sua quarta fase, ou era digital.

Acontece uma forte ressignificação do jornalismo, que não possui mais o monopólio da informação.

O fluxo, a troca entre atores sociais separados geograficamente, é extremamente intenso na internet.

A humanidade adentra a era da informação, onde se é bombardeado a todo instante com conteúdos (relevantes ou não, verdadeiros ou não).

O avanço da civilização traz diversas possibilidades de uso para o veículo internet e o jornalismo se vê obrigado a acompanhar esse desenvolvimento.

 

O processo da globalização

A Globalização firmou o progresso e crescimento dos meios de transporte e comunicação.

Foi um fator importante no processo de impulsionar os fluxos (de pessoas, cargas ou informações).

Através do aperfeiçoamento de ferramentas existentes e da inclusão de muitas novas, o mundo está metaforicamente menor – como se as distâncias, os espaços, tivessem encolhido.

A humanidade se encontra mais próxima e conectada.

 

O desenvolvimento tecnológico

É nesse contexto que David Harvey cria o conceito de “compressão espaço-temporal”.

O mundo seria encolhido através de ligações e mapas, de acordo com o desenvolvimento tecnológico, em especial dos meios de transporte.

Entretanto, o novo mecanismo internet, também possui papel fundamental nessa forte aproximação.

É uma ferramenta de mídia capaz de transmitir diversos fluxos informativos num espaço ilimitado e nos mais variados tempos.

A esse universo, Harvey chama de “sem fronteiras”, com ênfase para o fato da globalização das notícias.

 

O novo jornalismo e a velocidade da informação

Dessa forma, o mundo fica cada vez mais “acelerado”.

Um espaço maior pode ser percorrido num tempo menor (seja em relação ao percurso das informações ou de cargas e pessoas).

No caso da internet, a velocidade que reduz a relação espaço-tempo é a de processamento de bits.

O desenvolvimento tecnológico cresce exponencialmente e, com ele, a rapidez do fluxo de informações.

 

O jornalismo e o jornal impresso

O jornalismo, que antes se encontrava restrito a veículos físicos, ganha novas formas de se apresentar. Não há apenas o jornal impresso.

Atualmente, o rádio, a TV e a internet trazem um mercado enorme para os jornais e suas notícias.

E cada meio possui suas particularidades no fazer jornalístico: o processo de seleção de notícias, de produção e edição é baseado nas características do veículo em questão.

 

As diferentes mídias e os desafios do jornalismo hoje

Cada mídia possui características específicas quanto ao alcance, espaço destinado às matérias e tempo até a próxima veiculação.

O jornal impresso possui limite de caracteres por página e a periodicidade da impressão é longa (um jornal diário, por exemplo, leva um dia até a circulação da sua próxima edição).

Por outro lado, o site de um jornal na internet possui espaço ilimitado para o tamanho de uma notícia e é atualizado constantemente 24 horas por dia.

Assim, a velocidade de acesso à informação aumenta conforme o desenvolvimento das novas tecnologias.

O jornalismo se torna cada vez mais veloz.

O fluxo de informações está intimamente ligado com as evoluções tecnológicas e, apesar de não ser mais determinado exclusivamente pelos jornais, influencia e é influenciado pelo fazer jornalístico.

Esse texto sobre Jornalismo e o fluxo de informações foi criado por Marina Dalton.


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