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Crise no Brasil: o cenário de crise na economia e agricultura

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Vamos abordar a crise no Brasil e no mundo, gerada por contextos de questões econômicas, climáticas ou sanitárias. Inicialmente é preciso realizar uma análise de cenário voltando-se as crises que a humanidade já atravessou. Um exemplo foi a crise de 2010, que trouxe a crise da zona do Euro e a guerra cambial.

 

O cenário de crise

A crise da zona do euro prolongamento da grande crise que se iniciou em agosto de 2007, a crise da zona do Euro, desatada pelos acontecimentos na Grécia, recolocou na agenda mundial o embate sobre a regulação versus livre mercado.

O choque de fundo que se manifesta na zona do Euro é essencialmente sobre a forma de organizar a economia e a sociedade.


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Modelos econômicos e o cenário de crise

Um embate entre os fundamentos do neoliberalismo e o Estado de Bem-Estar Social – o “modelo social europeu”.

A receita foi dura: cortes salariais, prolongamento do tempo de trabalho e adiamento das aposentadorias, aumento de tarifas e impostos.

A “guerra cambial” foi outro desdobramento da crise econômica mundial de 2008 que estourou em 2010.



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Com suas consequências se fariam sentir por muito tempo e seus reflexos foram diretos na conjuntura econômica brasileira, particularmente no que concerne aos riscos de aceleração da desindustrialização no país.

 

Uma solução para o cenário de crise: Start ups

A partir dessas crises houve uma explosão de startups motivadas pelo avanço na área de tecnologia.

O Brasil teve um boom de formação de Startups entre 2010 e 2011.

Com o surgimento de empresas de diversos segmentos como por exemplo de comércio eletrônico, aplicativos e serviços ligados à internet e tecnologia.

 

Qual o conhecimento sobre cenário de crise?

A maioria dos autores ressalta que tudo aconteceu graças ao bom momento da economia brasileira.


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E a crise nos Estados Unidos que levou os fundos de investimentos internacionais buscarem novas oportunidades em países como o Brasil onde havia crédito farto, emprego em alta e consumo em expansão.

Neste momento verificar-se a descentralização dos meios de produção.

A crise no Brasil não é de hoje

Mas em 2013 há um claro desceleramento da economia brasileira, fazendo que os empresários buscassem outras alternativas.

No entanto no campo da agricultura nota-se claramente que a produção tem sérios problemas que trazem problemas a economia e a toda a população.

 

A agricultura na crise no Brasil

Pode-se citar como exemplo a agricultura familiar que está sucateada, com poucos investimentos, carente de trabalho e inovação.

A agricultura familiar é um importante pilar para a economia brasileira.

No novo relatório da Organização das Nações Unidas, denominado “Estado da Alimentação e da Agricultura”, o segmento tem capacidade para colaborar na erradicação da fome mundial e alcançar a segurança alimentar sustentável.

Quais são os dados sobre o momento

Os números são impressionantes.

Prova disso é que o setor produz cerca de 80% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira, como o leite (58%), a mandioca (83%) e o feijão (70%), representa 84% de todas as propriedades rurais e emprega, pelo menos, cinco milhões de famílias.

Em compensação praticamente toda a produção é carente de tecnologia, no Maranhão o que vemos são pequenos agricultores com enxada e facão como instrumento de trabalho, terras improdutivas, falta de água e condições de trabalho escravo.

A crise humanitária no Brasil em tempos de crise

Como avançar neste setor sem o respeito as condições humanas, a tecnologias apropriadas e sustentáveis, a incentivos governamentais, assistência técnica.

Outro problema, é que 30% do que é produzido de alimentos é perdido durante a distribuição.

As perdas e os desperdícios de alimentos ocorrem ao longo de toda a cadeia de valor agrícola e em todas as fases da produção até chegar à mesa.

Os dados revelam que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos e desperdiçados por ano no mundo, o equivalente a 24% de todos os alimentos produzidos para o consumo humano.

Essas estimativas englobam toda a cadeia de valor.

O desperdício na produção de alimentos

As perdas na produção, no armazenamento e na manipulação somam mais de 520 milhões de toneladas, o equivalente a quase 8% dos alimentos produzidos.

As perdas na agricultura e durante o armazenamento são especialmente mais elevadas nos países mais pobres, superior a um bilhão de toneladas, ou quase 12% de tudo que é produzido na África.

Mas tudo isso é passível de mudança, não precisa continuar assim para que ocorra desenvolvimento.

 

Alternativas para essa crise no Brasil

Temos que sair do sistema de desperdício, de uma produção que traz desigualdade a pequena produção, fazer uma competitividade baseada em uma economia mais justa, em que a produção local possa competir.

Isso exige uma mudança de paradigmas, a busca de uma economia circular, o uso de tecnologias, da inovação em prol de melhorias.

Temos assim a agricultura 4.0, com suas tecnologias, uso de drones, internet das coisas, impressoras 3D. Tudo isso melhora a eficiência do sistema.

 

A tecnologia na agricultura para superar a crise no Brasil

A Agricultura 4.0 refere-se a um conjunto de tecnologias digitais de ponta integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola, em todas as suas etapas.

A gama de tecnologias que compreendem a Agricultura 4.0 se torna um divisor de águas no setor.

O benefício mais básico dessas novas ferramentas é o aumento da produtividade, monitoramento das áreas, redução de desperdícios, redução de custos dentre outros.

Também deve-se atentar que não existe agricultura dissociada de economia, politica, historia, tudo está interligado.

Fatores associados na crise

Temos que quebrar este modelo econômico problemático que visa apenas o lucro, diminuição de mão de obra.

Temos que buscar tecnologias para melhora a produção, gerar emprego próximo, incentivar agricultura local.

Neste momento de pandemia, tudo isso que estamos passando seria melhor resolvido se tivéssemos, por exemplo produtores locais capazes de abastecer suas cidades, o que não é realidade do Brasil.

 

A crise pode ter solução na Ciência no Brasil

Outro fato, seria que o incentivo da ciência fosse concreto, porque as respostas a tudo está na ciência, não existe inovação sem Ciência.

Para encerrar, é válido destacar sobre uma produção orgânica em pequenos espaços de cogumelos. Tudo prezando a eficiência de produção, que gera lucro e qualidade de vida.

 

A agricultura e os desdobramentos frente a crise no Brasil

Atualmente temos um crescente mercado para a produção orgânica, de acordo com dados o mercado brasileiro de orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017 de acordo com o Ministério da Agricultura.

Dados do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável aponta que o Brasil é o líder desse mercado da América Latina, mas em relação a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo.

Diante de tudo, temos reflexos sobre o autofinanciamento, diminuição de áreas de produção, reaproveitamento dos espaços urbanos para a produção de alimentos, descentralização da agricultura, melhoria na eficiência de distribuição, economia circular, aplicação de praticas sustentáveis.

 

Esse texto sobre O cenário de crise no Brasil: um olhar para a agricultura foi criado por Georgiana Marques


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