Frases como “seja você mesmo” ou “você é único” são clichês que fazem muita gente torcer o nariz. Veja, porém, que não há nada de errado com essas expressões. O problema é que elas foram se esvaziando de sentido. Você já parou pra pensar no que realmente significa ser você mesmo e na importância dessa atitude em sua vida? Essa reflexão tem tudo a ver com o que é o branding pessoal. Vamos te explicar o porquê.

O que é branding pessoal?

Antes de explicarmos o que é esse conceito e como criar branding pessoal, precisamos fazer algumas perguntas:

  • você tem uma ideia clara da forma como você fica marcado na mente das pessoas?
  • Ou então sabe se você marca as pessoas de alguma forma (afinal, há quem passe por nossa vida de um modo tão irrelevante que sequer chega a deixar lembranças).

Fizemos essas perguntas porque sabemos que há pessoas que não se importam com elas. No entanto, essa não é a escolha mais acertada. Se você não quer supervalorizar a opinião alheia sobre a sua vida, tudo bem! Você está com toda a razão! Porém, é importante estar ciente da forma como você marca as pessoas. Afinal a gestão de sua marca pessoal pode ser aquilo de que você precisa para ter sucesso na vida.

Isso que é o Personal Branding (ou branding pessoal): a gestão da sua marca no mundo. Se você não administra bem a forma como você é visto, certamente você lidará com as consequências dessa escolha. Principalmente se você tem um negócio ou está construindo uma carreira. Pense em uma empresa que fica marcada como racista… você acha que as vendas delas correm tão bem como deveriam?


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O outro lado também é verdadeiro. Se você sabe gerir bem a forma como você é visto no mundo, as oportunidades também aparecem. Pense em um empreendedor que é conhecido pela sua garra e sagacidade. Ele certamente tem um destaque no mercado e, por essa razão, acaba tendo mais oportunidades de ganhar dinheiro.

3 pessoas que fizeram uma boa gestão do seu Branding pessoal

Maísa

Quem não se lembra da menininha temperamental que se destacava fácil no programa do Sílvio Santos? Não há como se esquecer da Maísa, que por muito tempo fez parte do SBT.

Hoje ela já é uma jovem adulta e continua presente na mente das pessoas como alguém que é a favor de causas importantes como o feminismo e que se posiciona facilmente sobre aquilo em que acredita.

Pode-se ver que há uma coerência no gerenciamento da marca pessoal dela. Não por acaso ela teve a oportunidade de ser embaixadora de marcas como a Sempre Livre, que abraçam as mesmas causas que a famosa.



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Anitta

Sim, é importantíssimo falar de Anitta quando pensamos na importância do Branding pessoal. Simplesmente porque ela é um fenômeno. Devemos mencionar o fato de que ela se destaca pela sua sensualidade e irreverência? Sim! Essas são características da famosa que fazem parte da sua marca.

Porém, não é só isso. Vale a pena destacar que Anitta também já foi entrevistada em Harvard e há pouquíssimo tempo entrou para a equipe do Nubank. Por essa razão, não há como negar que a famosa também se associou a outros valores que a fizeram ter oportunidades de aumentar sua área de atuação para além dos palcos.

Dentre eles, podemos mencionar o seu dinamismo para trabalhar com diversos públicos, o famoso “trabalho duro” e a sua habilidade para usar a música como instrumento de transformação.

Gil do Vigor

Vamos falar agora de mais um nome que faz bastante sucesso pela gestão de sua marca. Mesmo não tendo vencido o BBB21, Gilberto Nogueira, mais conhecido como Gil do Vigor, ganhou o Brasil no reality da Globo.

Você deve saber que há duas características que estão muito vinculadas à imagem dele: a dedicação aos estudos e a sua animação. Por ter essa marca bem definida, ele conseguiu atingir nichos bastante diferenciados depois que saiu do confinamento. Não é novidade nenhuma que Gil conseguiu uma parceria com a Santander (por ser economista) ao mesmo tempo que também se tornou garoto-propaganda da Vigor (graças à sua animação que virou sua marca registrada).

Relação do Personal Branding com autenticidade

Como você pôde ver, cada pessoa que citamos acima tem uma marca sua que é bem definida. Dificilmente as características mencionadas não passam pela sua mente quando você pensa nesses famosos. Isso se deve à autenticidade dessas pessoas.

Digamos que Gil do Vigor ficou marcado pela sua alegria, intensidade e ousadia exatamente porque ele tinha essas características, que apareciam de forma natural, não forçada.


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Se qualquer uma dessas pessoas assumissem ser aquilo que não são, em algum momento haveria um ruído de comunicação entre elas e seu público.

Podemos pensar no caso de Roberto Carlos, que anos atrás resolveu fazer uma parceria com a Friboi. O problema é que o cantor era assumidamente vegetariano. Claro que o público percebeu esse conflito de ideologias, o que acabou rendendo muitas críticas ao famoso e resultando no rompimento do contrato que ele tinha com a empresa.

As 3 razões que te impedem de fazer uma boa gestão de marca pessoal

Tendo em vista o que já dissemos aqui, é natural que você já tenha percebido o poder de um bom branding pessoal. De fato, a gestão de marca pessoal é muito importante para consolidar uma imagem positiva do seu negócio ou da sua carreira na mente das pessoas.

No entanto, você vai perceber que nem sempre é fácil fazer isso. Há algumas razões para que muitas pessoas acabem falhando feio no seu personal branding.

Em vista disso, para que você não passe por esse problema ou então solucione o que já não está bom, nós iremos te apresentar três motivos para você fracassar na sua gestão de marca pessoal.

Falta de autoconhecimento

Não adianta: se você não conhece a si mesmo, será impossível ser autêntico. Como consequência, também será muito complicado criar uma marca positiva na mente das pessoas.

É necessário que você se conecte verdadeiramente com seu público de alguma forma. Isso terá mais chances de acontecer quando você deixar transparecer quem você realmente é.

Caso contrário, ou as pessoas perderão interesse em você em pouco tempo ou em algum momento você vai apresentar um comportamento confuso e acabará lidando com reações nada amigáveis de seu público.

Assim sendo, vale a pena investir tempo e energia se conhecendo. Busque entender em que você é bom, quais são  seus pontos fortes e fracos, o que você admira e o que te causa raiva… todas essas informações irão te ajudar a criar marca pessoal e a geri-la adequadamente.

Falta de coerência

A melhor forma de consolidar a sua marca pessoal é sendo coerente. É importante ser aquilo que você diz ser 24 horas por dia. Pode parecer que estamos falando a mesma coisa que o item anterior, mas há uma diferença.

Digamos que você já tenha uma marca definida, mas acabe mudando de comportamento e discurso quando lhe convém. Essa não é uma boa forma de gerir sua marca. Lembremos do caso já mencionado de Roberto Carlos. O público não comprou a ideia do cantor de mudar de discurso de uma hora para a outra.

Assim, tenha em mente que, mais que definir uma marca, você precisará bancar aquilo que você está dizendo ser. Afinal seus potenciais clientes se conectarão com você exatamente pelos valores que você defende. Uma quebra desse “contrato” poderá te trazer grandes dores de cabeça.

Falta de tempo

Não basta só se autoconhecer ou ser coerente para conseguir desenvolver o seu branding pessoal. Também é necessário fazer com que sua marca permaneça com o tempo. Não é a toa que negócios que resistem ao tempo acabam sendo mais valorizados pelas pessoas. Isso porque geralmente a passagem dele prova o que realmente é bom e que não é.

Quando ouvimos “Porque se sujar faz bem” ou “Pergunta lá no posto…”, você já lembra imediatamente das marcas Omo e Ipiranga respectivamente. Vale se perguntar a razão disso. Será que começamos a associar essas marcas a esses bordões no mesmo mês que elas começaram a utilizá-los?

Com certeza, não. Afinal de contas, foram necessários muitos anos reforçando as imagens que essas empresas queriam associadas a elas. O mesmo deve ser feito por você.

As 7 atitudes eficazes para criar sua marca pessoal

1. Seja claro com seu público

Tenha em mente que quanto mais claro ficar para o seu público aquilo que você quer passar, mais fácil será para ele lembrar de você. Não adianta ter uma ideia na sua cabeça, mas não conseguir transmiti-la, afinal ninguém lê mentes. Você precisa trabalhar para facilitar a vida de quem você quer alcançar.

Nesse sentido, vale a pena pensar em muitas coisas, dentre elas as seguintes:

  • “a forma que eu me visto reflete a minha marca pessoal?”;
  • “as minhas redes sociais estão de acordo com a minha marca?”;
  • “o meu vocabulário e a minha forma de me comunicar estão afinados com os valores da minha marca?”;
  • “o meu comportamento online e offline são coerentes com a minha marca?”.

Todas essas perguntas devem ser pensadas por você com certa constância. Sempre busque trazer a mesma mensagem sobre você em tudo aquilo que você faz. Afinal esse esforço só irá ajudar a consolidar uma imagem sólida sobre você na cabeça do seu público.

2. Lute por feedbacks positivos

Uma coisa é você falar bem de si mesmo para as outras pessoas. Outra coisa bem diferente é você ter quem fale bem de você e do seu serviço.

Você pode perceber isso de forma muito clara quando você vai conhecer um novo negócio. Você compraria dele se o encontrasse no Reclame aqui? Provavelmente não. Por outro lado, se o seu amigo falasse muito bem dele, as chances de você se tornar um cliente seriam muito grandes. Isso porque tendemos a considerar a opinião de terceiros confiáveis.

Assim sendo, busque sempre causar as melhores impressões nas pessoas ao seu redor para que naturalmente os feedbacks positivos apareçam. Lembre-se que não adianta nada ter o melhor marketing possível se seus clientes costumam ficar insatisfeitos com os seus serviços. Voltemos a lembrar que coerência é muito importante quando falamos de Personal branding.

3. Cuide das suas redes sociais

Querendo ou não, já é quase impossível manter-se na mente das pessoas sem estar presente nas redes sociais. Isso porque elas já se tornaram cartões de visitas nas mãos de potenciais clientes. Assim sendo, você precisa não apenas se fazer notado na internet, como também cuidar da forma como você aparece por lá.

Nesse sentido, vale a pena prestar atenção na qualidade das imagens que você compartilha, no tom do seu discurso, nas cores que você escolhe, na forma como você aparece, etc. Tudo isso contribui para que uma imagem de você se consolide na cabeça de quem te observa. Cada elemento passa uma mensagem que precisa ornar com o todo que você está apresentando.

4. Seja presente

Você jamais irá ter uma marca pessoal forte se você não estiver presente na mente das pessoas. Nesse sentido, é importante considerar que dificilmente você será a única opção disponível no seu nicho. Portanto, se você deseja ser a primeira pessoa lembrada por alguém, você precisa construir o seu espaço na mente dessa pessoa.

Para isso, será necessário aparecer! Faça o esforço de estar presente nas redes sociais mais frequentadas no momento, mas isso não é o bastante. O mundo offline também importa. Busque aproveitar as oportunidades para estar em posições de destaque onde você poderá ser visto e lembrado. Considere os espaços que fazem sentido na área em que você trabalha e esteja presente! Se torne uma referência!

5. Entenda o seu público

Para se conectar com o seu público, será necessário entendê-lo. Muitas pessoas falham com seu personal branding porque elas criam uma imagem do seu cliente que não corresponde exatamente à real. Agindo dessa forma, dificilmente você conseguirá deixar nele a marca que você deseja.

Você já parou para pensar se está de fato atendendo às necessidades do seu público? Será que você conhece as suas dores e desejos? Se você não dialogar com eles, dificilmente você conseguirá ter alguma relevância para essas pessoas.

Assim sendo, invista tempo para estudar o perfil do seu potencial cliente e compreender como você pode contribuir para a sua satisfação. Você pode fazer pesquisas com seus seguidores das redes, enquetes, perguntas para pessoas mais próximas. Tudo é válido. Afinal, dessa forma, as chances de você conseguir corresponder às suas expectativas serão grandes.

6. Aposte em relacionamentos

Lembra que Personal branding tem tudo a ver com conexão? Pois bem, não perca oportunidades de se conectar com seu cliente. Ouça feedbacks, responda perguntas, seja em alguma medida acessível. Não é por acaso que as redes sociais são tão usadas para vendas atualmente. As pessoas querem receber indicação de pessoas, comprar de pessoas, conversar com pessoas.

Nada é melhor para a imagem de um empreendedor ou de uma empresa que a acessibilidade, o acolhimento, o interesse. Se você conseguir incluir esses valores na sua marca, sem sombra de dúvidas, seu espaço começará a se consolidar na cabeça de quem se interessa por seu nicho. Afinal, você construibrandinrá um relacionamento de confiança com essas pessoas.

7. Seja específico

Infelizmente não dá para abraçar tudo. O mundo já deixou de ser um lugar em que uma pessoa é incentivada a ser referência em inúmeras áreas diferentes. Agora menos é mais. Você precisa encontrar um espaço em que você ganhe destaque e se consolidar nele. Dessa forma, as pessoas vão começar a te ver como referência nessa área e você vai ganhar espaço na mente delas.

Estude esse assunto, fale sobre esse assunto, repita o mesmo assunto. Como diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O mesmo funciona no mundo dos negócios. Quando você aborda um assunto de forma recorrente, você cria na cabeça do seu público a ideia de que você é referência nele. Assim, ele tende a pensar em você quando precisar de algo nesse nicho.

Considerações finais

Com todas essas dicas, você já sabe o que precisa fazer para desenvolver um bom Branding pessoal. É necessário estar refletindo sobre essas questões com certa frequência porque para fazer uma boa gestão de marca é preciso ser constante e coerente. No entanto, ainda que dê trabalho colocar nossos conselhos em prática, você verá como sua carreira e/ou negócio irão se beneficiar muito com seus esforços. Assim, não deixe de dar o primeiro passo!


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