Agricultura familiar no Brasil: os desafios do pequeno agricultor

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A Agricultura familiar no Brasil enfrenta novas perspectivas e desafios para o pequeno agricultor durante e pós pandemia.

 

A agricultura

O homem usa agricultura desde os primórdios de sua existência, através de processos tecnológicos simples e de curto prazo de validade, destinado somente ao consumo familiar e de grupos dependentes.

Com o desenvolvimento da história, alguns momentos foram importantes para a evolução dos processos de produção de alimentos, tanto na produção artesanal.


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Dentro dos pequenos modos de produção, quando o início das escalas mais largas de produção industrial.

 

A sociedade e o modelo econômico

A organização social dos indivíduos começa a tomar forma da sociedade contemporânea, quando os modelos empresariais se organização dentro do sistema capitalista.

E iniciam a utilização de mão de obra humana, onde o individuo troca seu tempo e sua força de trabalho por moedas com poder de compra.



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As estruturas

Nesse momento observamos uma inter-relação do homem globalizado com o homem primitivo, os bens são objetos de troca para conseguir novos bens (troca de alimentos por outras especiarias).

A moeda é um símbolo universal de poder, através dela é possível comprar alimentos assim como outras variedades de produtos.

 

A evolução da produção

Todo esse processo de evolução, começam a formar os polos industriais chamados por Marx & Angels de “Macro estrutura”.

Porém composta por cidadãos que não usufruem do lucro produzido por sua força de trabalho, havendo tão somente uma negociação e compra do seu tempo de produção.

Essa evolução e mudança no modelo de vivência, ocasiona a migração do homem do campo para os centros industriais, levando ao processo de desvalorização dos produtos do campo, das pessoas destes locais e de seus modos de vida.

 


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E a agricultura familiar no Brasil?

Esse pequeno comentário tem a intensão de levar o leitor a pensar e repensar a condição do homem do campo enquanto ser político e histórico, é necessário entender o contexto em que se está inserido para falar sobre agricultura familiar.

A família na agricultura

Hoje relacionamos o homem do campo aos produtos rurais de origem familiar, que rapidamente nos vem a mente produtos de fácil acesso devido ao baixo custo de compra.

Porém observamos que as tecnologias utilizadas são simples e com poucos métodos de conservação.

Nesse momento, refletimos sobre essa separação do campo da cidade e o olhar do poder público perante as questões de políticas educacionais dos municípios e estados.

 

Os meios de produção e a educação

A educação do homem do campo está intrinsecamente ligada aos seus métodos de produção, reflexo da segregação histórica sofrida no processo de globalização.

Nesse contexto, começamos a pensar em formas contemporâneas de suprir as necessidades deixadas durante este processo, levando-nos a pensar nos métodos adotados pelos governos, em relação ao atendimento ao produtor familiar.

 

A agricultura familiar no Brasil

Dentro dos programas de incentivo ao pequeno produtor, temos o PRONAF (Programa Nacional de Apoio Familiar), que destina incentivo na forma de verbalização dos agricultores familiares.

Acompanhando a administração dos recursos cedidos pelo governo no período de dois anos, com retorno de 75% da verba investida ao governo.

O cenário no estado do Pará

Porém, dentro do cenário regional paraense, o nível educacional da população do campo, deixa algumas dificuldades para conseguir cumprir com os planos do governo.

Dentro de diversas cobranças obrigatórias do programa, para quem produz alimentos e pretende atingir um público através da industrialização dos seus produtos, aumenta prozo de validade e tempo de venda do produto embalado.

É necessário cumprir com uma série de legislações específicas para cada produto, levando o produtor a não conseguir manter-se de acordo com as regras de mantimento do programa, mesmo podendo contar com o apoio das VISAS e AMATER’s.

 

A dificuldade do agricultor na agricultura familiar no Brasil

Levando o pequeno agricultor a vender seus produtos em feiras livres dos municípios, chegando a este ponto, enfrentaremos a questão das dificuldades trazidas pela crise do COVID-19, durante e pós pandemia em 2020.

A partir deste ponto, iremos discutir sobre essas dificuldades do agricultor familiar, levando em consideração as questões históricas aqui expostas.

 

Agricultura familiar no Brasil: o estado do Pará em foco

Trazendo a discussão para um contexto regional, especificamente para a região do salgado do estado do Pará, no município de Vigia, localizada a 100 km da capital Belém.

Os pequenos produtores dessa região, concentram-se na produção de farinha de mandioca, frutas regionais e produtos processados de forma artesanal, comercializados na feira municipal de Vigia de Nazaré.

Ou na feira do agricultor familiar aos sábados promovido pela secretaria de desenvolvimento rural da cidade.

A crise econômica no Brasil

Após a determinação do governos do estado do Pará para isolamento social e calamidade pública, o governo federal liberou o auxílio emergencial para manter os cidadãos com rende inferior a $ 3.019 mensal.

Incluindo essa categoria, mesmo recebendo a apoio governamental, muitos produtores insistem em continuar a comercialização exposta em feiras, comprometendo a própria saúde.

 

O problema educacional no Brasil

A não obediência das regras de recolhimento e permanência em isolamento social remete a falha educacional construída historicamente pelo desenvolvimento discutida anteriormente.

Os métodos adotados para conter as pessoas do campo não estão sendo suficiente para suprir com a necessidades da zona rural, os produtos com pouca tecnologia aplicada têm prazos de validades super limitados e levam a perda exagerada dos bens.

 

A produção de alimentos no Brasil

O cenário de alimentos para estes protagonistas está se tornando restritivo, sem aplicação tecnológica confiável e com segurança alimentar correta, os consumidores irão se distanciar e migrar novamente para o modo de consumo em grandes redes de supermercados.

Com o baixo índice educacional e estrutural dos interiores vigienses, não é possível levar conhecimento e estratégias para vendas e subsistência da agricultura durante este período.

Levando profissionais da área de alimentos a repensar esse contexto e elaborar novas metodologias de abordagem pós pandemia.

 

O cenário no Brasil da educação na agricultura familiar

Inserir em suas visitas técnicas da educacional básica, se atrelar a projetos de agricultura familiar com propostas interdisciplinares com perspectivas de desenvolvimento educacional aplicado a agricultura.

Dessa forma, levando melhorias no desenvolvimento educacional, teremos pessoas mais conscientes e preparadas para enfrentar futuras dificuldades no setor alimentício.

Assim como uma independência financeira e autônoma, mais inseridos nos contextos tecnológicos e com perspectivas de crescimento no setor de alimentos.

 

A agricultura familiar no Brasil carece de atenção

Os profissionais e poderes públicos podem desenvolver projetos através das secretarias de agricultura e desenvolvimento rural.

Assim como secretarias de educação para diminuir as dificuldades do campo de forma mais efetiva.

Os cursos do SENAI poderiam envolver esse público.

Tal como programas de governos anteriores poderiam ser estendidos aos interiores, como o NAVAPARÁ, que garante o acesso à internet de forma gratuita, possibilitando a capacitação profissional de forma gratuita, este último, poderia ser uma medida durante e pós pandemia.

 

 

Esse texto sobre Agricultura familiar no Brasil foi criado por Werleson Brito.


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