Você X Stress: Quem está no controle?

“O stress é como uma especiaria – na proporção certa, potencializa o sabor de um prato. Se for pouco, o resultado é uma refeição desenxabida; em demasia, pode sufocá-lo. ” – Donald Tubesing (empresário e escritor norte-americano).

Você está disposto a fazer um teste rápido e eficaz, para medir o seu nível de estresse?

Vamos começar, então!

Com base nos últimos 3 meses, responda com NUNCA ou QUASE NUNCA ou COM FREQUÊNCIA. Você:



Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

  1. Tem notado que está ficando mais difícil controlar a irritação ou impaciência?
  2. Tem estado mais sujeito a explosões de raiva ou nervosismo?
  3. Tem tido mais conflitos ou dificuldades em seus relacionamentos?
  4. Tem apresentado dores musculares, de cabeça ou de estômago, infecções, insônia ou mal-estar?
  5. Tem se sentido pressionado e sem alternativas?

Se você respondeu COM FREQUENCIA, para duas ou três questões, você já está apresentando sinais de estresse. Se esta resposta for a mesma para quatro ou cinco destas perguntas, você está estressado, mas não deve se preocupar, pois há muitas soluções para isto e todas dependem, exclusivamente, de você.

Independentemente de quais foram as suas respostas, te interessaria reduzir os sinais de estresse e sentir-se mais feliz?

Segundo Franci, o estresse pode ser definido como “ um esforço de adaptação do organismo para enfrentar situações ameaçadoras a sua vida e ao seu equilíbrio interno. ”

Apesar de alguns autores conceberem o estresse como algo nocivo, desencadeado por estados emocionais negativos, essa resposta do organismo pode também ser precipitada por emoções positivas, percebidas como excessivas (McEwen, 2000). O que desencadeia ou não a resposta é a avaliação que o organismo faz da situação (Lipp, 2003; McEwen, 2000). Ou seja, ou você muda o que não gosta na sua vida e lhe causa estresse ou muda a forma como vê esta determinada coisa.

Quer saber mais? Você conhece os sintomas do estresse?

Se ainda não, farei as honras. O estresse pode se manifestar de três formas diferentes, a sabermos:

  1. Musculares: Você pode sentir cansaço maior do que o normal, além de dores no pescoço, ombro, costas e pernas. Os sintomas mais fortes são a tensão nos ombros e maxilares e tremor nas pálpebras.
  2. Vegetativos: São controlados pelo sistema nervoso autônomo e ocorrem independente de nossa vontade. São comuns as palpitações no coração, dificuldades respiratórias e digestivas e transpiração excessiva.
  3. Mentais: Referem-se ao cérebro em geral e ao comportamento, em particular. O estressado sente impaciência, mau humor, irritação, descontrole emocional e distúrbios do sono.

Aqui, vale reforçar que, para ter a certeza de que estes sintomas se referem ao estresse e não a outros problemas de saúde, é imprescindível consultar o médico.

Agora que você entendeu as formas como o estresse se manifesta, vale refletir sobre os estressores. Você já ouviu falar neste termo?

Os estressores são estímulos externos ou internos que causam o estresse, podendo ser:



FORMAÇÃO COMPLETA EM PSICANÁLISE
Seja Psicanalista. Curso 100% Online. Habilita a Atuar. Teoria, Supervisão e Análise. SAIBA MAIS



  1. Biológicos: Referem-se as reações do organismo com o meio-ambiente, tais como desiquilíbrios hormonais, mudanças nas funções corporais por gravidez ou puberdade, dieta inadequada, sedentarismo e esforço físico além da capacidade.
  1. Psicológicos: Relacionados aos processos que formam a personalidade de cada pessoa e seu modo de perceber, interpretar e posicionar-se diante dos acontecimentos. Incluem os conflitos internos não resolvidos, mecanismos de defesa mal ajustados, baixa autoestima e frustrações.
  1. Socioculturais: Ocorrem quando as exigências externas entram em conflito com suas crenças e valores.
  1. Ambientais: Estão relacionadas com as características do meio-ambiente, percebidas como desagradáveis ou nocivas, tais como a poluição, o ruído, o transito, a superlotação ou as más condições de trabalho.
  1. Eventuais: Quando acionado por um evento traumático, como uma demissão ou uma separação, por exemplo. Também pode ser relacionado a eventos positivos, como casamento ou o nascimento de um filho.

Conforme os estudos do médico Hans Selye, o estresse pode ser dividido em três fases, que posteriormente tornaram-se quatro:

  1. Fase de alerta: Ocorre quando os estímulos estressores iniciam e há resposta rápida do organismo como preparo para luta ou fuga. Esta fase termina com a restauração da homeostase, porém este estado de alerta não pode ser mantido por muito tempo. É dividida em duas fases: choque (momento da surpresa ou susto) e contrachoque (reação).
  1. Fase de resistência: Onde aparecem as primeiras consequências mentais, físicas e emocionais, pois o organismo tenta restabelecer o equilíbrio interno para resistir ao estressor. Nesta fase, o organismo pode ficar mais desgastado e mais suscetível a doenças, tendo um desgaste generalizado e dificuldades de memória. O indivíduo precisa utilizar mecanismos para controle do estresse a fim de conseguir sair desta fase, caso isso não ocorra, o estresse pode chegar a sua fase crítica.
  1. Fase da quase-exaustão: Nesta fase, o organismo para de produzir adrenalina e passa a liberar o cortisol, enfraquecendo o sistema imunológico e permitindo uma maior vulnerabilidade a doenças. Aqui, o indivíduo ainda consegue trabalhar, mas apresenta queda na produtividade e na criatividade.
  1. Fase de exaustão: Quando começam os sintomas de irritabilidade, dificuldades para relaxar, isolamento social, alterações do sono, dificuldades sexuais, queda de cabelo, baixa autoestima, aumento da glicose circulante e colesterol. Com a permanência dessa fase, podem aparecer patologias mais graves como úlceras gástricas, doenças cardiovasculares, depressão, entre outras.

Administrar o estresse é manejar, com eficiência, a fase de alerta – o que significa entrar e sair dela quando necessário, intercalando momentos de desaceleração, para que o organismo recupere o equilíbrio.

É isso que evitará que o estresse progrida e avance para as fases seguintes, o que colocaria a sua saúde, seu bem-estar e produtividade em risco.

E se eu te disser que há uma forma estruturada de gerenciar o estresse, através de estratégias de recomposição? Agora, espero ter chamado a sua atenção!

Essas estratégias de recomposição englobam quatro aspectos, conforme segue:

  1. Cognitivos crenças e pensamentos.

Desafie o pessimismo, perguntando-se:

De que forma o pessimismo contribui para solucionar o meu problema?

  1. Físicas –exercícios e dieta saudável

Exercite-se regularmente e mantenha uma dieta saudável, evitando o excesso de sal, açúcar, cafeína e álcool.

  1. Emocionais –conhecer suas emoções e seu comportamento.

Conhecer as suas emoções é o primeiro passo para controla-las. Como você reage, frente as adversidades?

  1. Consciência –exercitar e relaxar sua mente.

Buscar um estado de relaxamento é fundamental e não há uma regra, quanto ao que funcionará para você. Encontre a sua, por meio de meditação, ioga e qualquer atividade que proporcione o seu relaxamento.

E agora, sente-se pronto para enfrentar os seus estressores, de frente, e garantir uma vida mais plena e feliz?

Se ainda te falta algo, tenho certeza de que resolveremos este problema, agora.

Não é que pareça simples…o fato é que é simples! Vou compartilhar com você um plano anti-estresse em 4 fases e, depois disto, te desafio a encarar este problema e torná-lo parte da solução.

  • Passo 1: Avalie o seu nível de estresse e conscientize-se que o estresse pode ser administrado e que você será o mais prejudicado, caso alimente essa resposta do seu organismo.

Questione-se quanto ao que você ganha e o que você perde, ao administrar o estresse ou deixar de fazê-lo.

  • Passo 2: Identifique quais são os principais motivos e causas do seu estresse, contemplando os fatores biológicos, psicológicos, socioculturais, ambientais e eventuais.
  • Passo 3: Após ter identificado as causas do estresse no passo anterior, trabalhe para que esses fatores sejam minimizados, de modo que o estresse não afete você negativamente. Para isso, utilize os 4 tipos de recomposições (cognitivos, físicos, emocionais e de consciência).
  • Passo 4: Analise cada uma das técnicas de recomposição e encontre aquela com a qual mais se identifica. Pratique!

A administração ou o gerenciamento do estresse sempre começam com estes 2 passos:

1 – Identificar os sintomas e reconhecer que você está estressado.

2 – Identificar e agir sobre as causas do stress – isto é, sobre os estressores.

Cuidado! Aqui, muita gente acaba misturando os dois passos iniciais e, em vez de agir sobre os estressores, acabam agindo sobre os sintomas.

Se, por exemplo, você está com dor de cabeça, por causa do excesso de trabalho e toma uma aspirina. Ou, ainda pior, se excede no álcool para “relaxar”, sem levar em conta que o álcool contribui para aumentar o estresse.

Para encontrar os estressores, faça sucessivamente as seguintes perguntas:

  • O que realmente está causando isso?
  • De que modo eu estou contribuindo para agravar essa situação?
  • O que eu, e somente eu, posso fazer para mudar isso?

 

Quer um exemplo bastante prático? Vamos lá!

  • O que está causando o seu stress?

As constantes discussões com meu chefe.

  • O que está causando isso?

Temos opiniões diferentes sobre vários assuntos.

  • O que está causando isso?

Pensamos de modo diferente e meu chefe não me entende.

  • De que modo você está contribuindo para agravar essa situação?
  • O que você, e somente você, pode fazer para mudar isso?

 

Espero que tenha ficado claro que, assim como todas as outras coisas que acontecem na sua vida, sofrer por estresse é, também, uma opção sua!

E você decide assumir esta responsabilidade ou se manter refém dos acontecimentos?

“Se não gosta de alguma coisa, mude-a; se não consegue mudá-la, mude a forma como pensa sobre ela. ” – Mary Engelbreit (empresária e escritora americana).


Curso de Psicanálise

Deixe seu Comentário Abaixo :)

Nathali Teixeira Lopes Kafski

- Positive, Pessoal and Professional Coach, na empresa Up2you Coaching e Desenvolvimento Humano. - Membro da Sociedade Brasileira de Coaching. - Quinze anos de sólida experiência em gestão e desenvolvimento de equipes de alta performance, em empresas multinacionais de grande porte. - Alto potencial de trabalho em coordenação e execução de projetos. - Hábil em contratar, desenvolver e motivar equipes vencedoras. - Êxito em criação, implementação e acompanhamento de planejamento estratégico. - Facilidade de adaptação aos diferentes cenários, perfis de equipes e ramos de atuação. - Espírito de equipe, dinamismo e excelente relacionamento interpessoal complementam o perfil. Certificações: - Wellness and Positive Coaching® (SBC) - 2015 - Personal and Professional Coaching® (SBC) - 2015 - Leader as a Coach (Association For Coaching) - 2015