A técnica de construção de cenários e a logística no Brasil

A técnica de construção de cenários tem relação com a necessidade das organizações pensarem no longo-prazo para que possam competir sustentavelmente. Se nos anos 80, no Brasil, sua infraestrutura já não acompanhava o crescimento nacional daquela época e, ainda, podemos verificar que não acompanha o atual crescimento, é porque os gestores daquela época não executaram suas estratégias alinhadas ao longo-prazo. O país esteve por muito tempo fechado à economia externa. Sua abertura, a partir do início da década de 90, revelou as fragilidades de nossa infraestrutura em relação ao mercado exterior onde a globalização e a inserção de novas tecnologias aceleraram, ainda mais, o processo de mudança do ambiente competitivo.

Nesse sentido, economias mais bem preparadas obtiveram vantagens e condicionaram o restante do mercado a se adequar a certos padrões de competitividade, como qualidade e preço, por exemplo. Ainda, foi a partir dos anos 80 que o estudo de cenários se tornou mais disseminado entre as organizações, sendo um processo alinhado ao planejamento estratégico. Um ambiente global de mercados sugeriu maiores riscos e incertezas ambientais que causaram impactos significativos para os competidores. A inserção de novas tecnologias e a criação de redes corporativas acelerou tangencialmente o fluxo de informações diversas (políticas, econômicas, sociais, financeiras, etc) sobre o mercado, de onde emergiu-se um ambiente instável.

No Brasil, a partir de sua abertura para o mercado externo, as questões de infraestrutura deficitárias ficaram evidentes. Um país que possui tantos rios e uma orla marítima tão extensa poderia usufruir de melhores condições modais, sem contar ferrovias e rodovias que estão tão sucateadas e são insuficientes. Assim como uma empresa precisa pensar em como atenderá certa parcela do mercado, como, onde, quando e quanto produzirá de bens, como irá escoar sua produção, sua estrutura de custos, etc, o governo também precisa planejar e executar projetos que beneficiem a maior fluidez da economia. O governo precisa fornecer uma infraestrutura modal adequada para um desempenho organizacional pleno.

Assim, a construção de cenários pode e deve fornecer informações adequadas que sirvam de base para a criação de novos “caminhos” para aperfeiçoar a economia, principalmente, cenários logísticos que antecipem vantagens competitivas para as organizações. Não se pode prever o futuro, longe disso. A construção de cenários é algo probabilístico, mas calcada em evidências. Para onde a organização (ou país) que ir? Como chegar? O que fazer? São questões que devem orientar a construção de cenários. Ao se planejar e analisar adequadamente um sistema logístico, podemos obter o máximo possível de seus benefícios, entre eles redução de custos, melhoria de serviços (entrega, acondicionamento, pós-venda, etc), maiores margens de lucro, redução de gargalos diversos (plena capacidade, diversificação de modais para escoamento produtivo, etc).



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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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