Relacionamentos Interpessoais: uma questão de respeito

Ser feliz nos relacionamentos é, de fato, um dos maiores desafios de cada um de nós.

Amar e ser amado é o grande cerne da alma humana.

Mas, por que parece tão simples  – e ao mesmo tempo tão inatingível?

Durante as seções de coaching, treinamentos motivacionais e de liderança, é possível aproximar-nos da latente realidade da difícil relação interpessoal.



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Seja na vida familiar, acadêmica ou profissional, relacionar-se é a premissa para todo e qualquer sucesso.

Ainda que muitos vivam aterrorizados pelas exigências do cumprimento de severas metas numéricas, está na habilidade de negociar a premissa para o alcance dos resultados. E a comunicação permeia cada negociação – e relacionamento.

Não importa se a comunicação é verbal ou não verbal, o fato é que estamos nos comunicando a todo instante. E a comunicação pode se transformar no sucesso ou fracasso das relações.

Nós nascemos e já nos comunicamos. Quando bebês, choramos para demostrar que queremos ou precisamos de algo. Choramos quando nos sentimos sozinhos ou com frio. Há quem diga que mamães tem um poder oculto para entender o que cada choro quer dizer e então, poderá atender seu bebê da maneira correta. Muitas vezes, o choro dos bebês não é, por si só, capaz de transmitir o que o bebê quer ou precisa: às vezes, ele se retorce todo demostrando com a comunicação corporal o real sentido de sua comunicação “verbal” que, nesse caso, é apenas o choro.

Mais pra frente, os bebês começam a sorrir quando gostam de algo, depois estendem os bracinhos para indicar a direção em que desejam que nossos colos os direcionem.

Depois aprendem a dizer “não” – ainda que por descontentamento, por não querer algo, ou por simples ato de inconformismo ou transgressão de alguma ordem. Outras vezes, podem gritar ou bater (nos outros ou em si próprio) para indicar que as situações passaram dos limites.

Ah, a comunicação é uma poderosa arma para manifestar nossa vontade e para interagirmos com outros a nossa volta, desde o início da nossa vida.

Infelizmente, muitos de nós crescemos e aumentamos o vocabulário, e, mesmo assim, parecemos incapazes de nos comunicar correta e eficazmente. Ignoramos o fato de que precisamos considerar a comunicação de outros à nossa volta. Precisamos respeitar também a opinião e desejo de quem nos rodeia. Precisamos nos dispor a ouvir, não apenas com os ouvidos, mas com o coração.

Precisamos atentar para a nossa comunicação verbal e não verbal – como também precisamos atentar para a comunicação verbal e não verbal do outro com quem estamos interagindo.



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O “não” muitas vezes é dito com os lábios e a voz, mas os olhos e o corpo estão dizendo outra coisa.

Outras vezes, tentamos nos comunicar apressadamente, sem olhar nos olhos do outro. Sem mesmo nos preocuparmos em saber se o outro está disposto – ou pronto – a receber o que diremos.

Quantos de nós fazem jorrar a frustração enquanto falamos, descontando em outros toda a nossa raiva e decepção? Quantos de nós deixamos de perceber o outro, projetando nele a obrigação de preencher os vazios interiores que nós mesmos criamos?

Quantas muralhas ao invés de pontes. Quanta insensibilidade ao invés de compaixão.

Quanta irresponsabilidade traduzida em gritos e autoritarismo? Quanto egoísmo ao invés de promoção de paz?

Muitos buscam amor, mas são incapazes de expressar verbal ou não verbalmente esse amor, e da maneira em que o outro reconheça?

Quantos de nós buscam sentido a vida, sem nos preocupar em que nossa existência faça sentido á todos que nos cercam?

Não adianta dizer: “Sou responsável por aquilo que eu falo, e não por aquilo que você entende”. Seria possível falar em português com alguém que só fala russo – e dizer que houve comunicação eficaz? Ainda que você use mimicas ou desenho: a comunicação será pobre e será difícil a plena interpretação.

Quando falar com sua equipe, busque maneiras para ser compreendido.

Quando falar com seus filhos, observe se estão realmente atentos, alimentados, e com suas necessidades atendidas.

Quando cobrar algo do seu relacionamento afetivo, preocupe-se primeiro se houve, por parte do outro, condições para atender.

Mantenha suas expectativas altas para si, ofereça caminhos para que aqueles que estão à sua volta possam trilhar mudanças significativas e constantes, através de sua apreciação e confiança neles.

Respeite a si mesmo quando falar. Se estiver irado, retire-se e procure resolver internamente suas questões. Então fale mansa e respeitosamente com seu semelhante. Respeite sua personalidade, desejos e aspirações – desde que respeite também de todos aqueles que estão à sua volta.

Seja flexível e compassivo. Respeite a dor. Respeite as limitações – quer suas, quer de outros. Ainda que precise usar a autoridade, o faça em amor e respeito. E colha os frutos de relacionamentos interpessoais sadios e inabaláveis.


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Egle Dorta

Egle Dorta

Especialista com mais de 20 anos de vivência em todos os subsistemas do comércio exterior, Egle Dorta é também coach, consultora empresarial e CEO do grupo IMPERARE. Seu trabalho tem formado e transformado profissionais em suas carreiras e lideranças, além de contribuir com sua visão estratégica, diagnóstico preciso e soluções eficazes para o desenvolvimento de negócios nacionais e internacionais. Visite nosso site. Curta nossa página no Facebook.

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