Por que gerir pessoas de forma estratégica é tão importante?

A gestão estratégica de pessoas é aquela orientada para busca e aplicação efetiva dos recursos organizacionais intangíveis (pessoas) e direcionada ao desempenho organizacional. A gestão estratégica de pessoas deve estar alinhada a estratégia de negócio para que a busca pelos objetivos organizacionais não entre em conflito. Ao mesmo tempo, para ser efetiva, necessita obter uma base sólida com pensamento no longo-prazo considerando a missão e a visão do negócio. Nesse sentido, a gestão estratégica de pessoas só pode ser efetiva caso haja total integração entre os demais setores componentes da empresa, com participação de todos, num movimento que se inicia no topo da organização e correlacionada à estratégia principal do negócio.

Porém, antes de falarmos sobre a estratégia que poderemos adotar para a nossa empresa, precisamos entender como nossa estratégia de negócio deve colaborar para a efetividade da estratégia que iremos adotar. Vamos pegar o exemplo da empresa XYZ. E vamos considerar que cada letra de seu nome (XYZ) representa um modelo teórico e prático de funcionamento da empresa, ou seja, como efetivamente é a dinâmica da organização segundo esse modelo, conforme abaixo:

A empresa que se orienta através de um modelo X de gestão é aquela totalmente hierarquizada, com muitos níveis, muito formal, rígida, burocrática, centralizada. Supostamente, sua estratégia de negócio esteja baseada na redução de custos e volume de produção. A rotatividade de pessoal devido aos baixos salários e a jornada intensa de trabalho são fatores presentes em seu cotidiano. Nesse caso, a gestão de pessoas se alinha à estratégia de negócio ao recrutar e aplicar trabalhadores com pouco estudo ou não-especializados, com pouco treinamento e raro desenvolvimento.



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A empresa baseada num modelo Y de gestão é aquela mais horizontal, que possui alguns níveis de hierarquia, flexível, descentralizada, integralizada, que distribui conhecimento, delega e responsabiliza. O modelo de negócio é pensado no longo-prazo, por isso a estratégia de gestão de pessoas está orientada pela seleção e aplicação de trabalhadores qualificados (técnicos e tecnólogos), com uma estrutura de salários e benefícios mais elaborada, bem como um desenho de cargos e funções mais flexível e complexo. Há treinamento contínuo e desenvolvimento profissional.

Já a empresa que se orienta em um modelo Z de gestão pode ser considerada “exclusiva”. Sua estrutura é horizontalizada, orientada pela flexibilidade, responsabilidade e desempenho, onde o autogerenciamento é regra. Esse tipo de organização trabalha com conhecimento e o transmite à todos os componentes da empresa, gerando desenvolvimento continuo, desempenho e inovação. A gestão estratégica de pessoas desse tipo de empresa foca nos melhores profissionais e seus processos de admissão geralmente são complexos, pois encontrar tais profissionais que sejam adequados à estratégia do negócio pode ser algo difícil, porém menos oneroso que arriscar contratar alguém sem as devidas credenciais.

Após esta breve explanação sobre os tipos de organizações, façamos algumas reflexões: Qual o modelo de organização do nosso negócio e qual deveria ser? Qual a estratégia de gestão de pessoas do nosso negócio e qual deveria ser? Nossa estratégia de gestão de pessoas se alinha ao nosso modelo de negócios? Estamos apresentando bom desempenho organizacional ou precisamos rever nosso modelo e nossas estratégias de negócio?

Esses são, apenas, alguns questionamentos que podem revelar o quanto uma organização pode estar subutilizando recursos ou perdendo-os. O fato é que, no atual cenário de mercado, os modelos de negócio estão se transformando. Conforme descrito acima, estamos entre o modelo X e o modelo Y de gestão. O Z é algo distante no momento, mas deve ser algo a se pensar conforme as mudanças trazidas por empresas de alto valor agregado, principalmente P&D e tecnologias.

Nesse sentido, a gestão estratégica de pessoas deve se ocupar pelo recrutamento e seleção de profissionais, pelo treinamento e desenvolvimento, pela avaliação de desempenho e feedback, pelo desenvolvimento contínuo do desenho de cargos e funções e pela composição adequada de salários e benefícios, além de uma gestão efetiva de relações trabalhistas. Tudo isso alinhado à estratégia essencial do negócio.

A exigência de profissionais capacitados, principalmente técnicos e tecnólogos já está emergindo. O mercado está sedento por esses profissionais e encontra-los à disposição no mercado pode ser considerado um desafio. As empresas sabem da importância, não de hoje, da manutenção e desenvolvimento de um corpo funcional adequado para o encontro de vantagens competitivas, tão necessárias para a continuidade, conquista e manutenção do mercado em que a organização está inserida.

Os trabalhadores devem ser considerados o maior ativo organizacional. O conhecimento que cada um deles carrega consigo é parte do sucesso identificado por cada um dos clientes da empresa, parceiros de negócios, acionistas, entre outros. Nesse sentido, a perda de qualquer um desses profissionais pode ser algo extremamente oneroso, pois além da perda do trabalhador a empresa estará perdendo parte do conhecimento da própria organização, além de reflexos dos custos demissionais. Por isso gerir estrategicamente pessoas se torna tão importante.


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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