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Planejar hoje para colher amanhã

Ao longo deste ano de 2016 e nos mais de cinquenta artigos que publiquei, exclusivamente, aqui no N&C, venho tentando reforçar um diálogo saudável sobre a importância de exercermos continuamente o planejamento em nossas vidas, tanto pessoal quanto profissional. Desde muito tempo já sabemos que a filosofia do planejamento é vital para alcançarmos nossos objetivos de forma a obtermos um desempenho adequado. Ao mesmo tempo, também, sabemos que na falta de um planejamento adequado os resultados obtidos ficam abaixo do razoável. Entretanto, embora hajam fortes indícios da essencialidade do planejamento, pouco se faz para torná-lo funcional do ponto de vista do desempenho.

Essa carência que se torna saliente na maioria dos lares do Brasil, também é vista com muita frequência nas gestões amadoras de nossas Organizações, sejam públicas, sejam privadas. E ainda que hajam diversos modelos e diversas ferramentas gerenciais para apoio às gestões, parece que faltam “habilidades e competências mínimas” para o uso correto desses mecanismos. É como se a “tecnologia” estivesse “à frente” das estruturas e dos processos, ao mesmo tempo que parece existir gaps entre o que se prega e o que se faz. E o resultado desse “amadorismo” e desses “modismos” na falta de competências e habilidades funcionais, revelam todas as mazelas que acometem diversas empresas pelo país.

Daí surge a questão: quem deve ter a responsabilidade por planejar? Antes de responder essa indagação precisamos pontuar que a função “planejar” é uma das cinco funções essenciais da Ciência da Gestão – planejar, organizar, executar, controlar e melhorar. Dito isto, também é oportuno lembrar que essa função é uma das competências e habilidades essenciais de um Administrador profissional. Ocorre que, infelizmente, essa “função” é delegada, muitas vezes, a profissionais que não entendem absolutamente nada do assunto e que não possuem as competências e as habilidades mínimas necessárias para a adequada execução e obtenção de desempenho. E os resultados são sempre os piores possíveis.

Mas, na falta de um Administrador profissional, será possível realizar um planejamento que vise resultados superiores? Será a função “planejar” restrita a Administradores profissionais? Essas questões são importantes. Entendo que o planejamento, mais cedo ou mais tarde, terá de ser “assumido” por Administradores profissionais fundamentalmente quando a Organização atingir certo “nível de complexidade”. Ou seja, conforme a empresa cresça, ela precisará se adequar a uma Gestão profissional para continuar sustentável. E o Administrador é o profissional adequado para assumir essa responsabilidade. Entretanto, enquanto o negócio se mantenha pequeno, especialistas de outras áreas do conhecimento podem ser suficientes para “tocá-lo”. Neste caso, sempre haverão riscos desnecessários.

Portanto, planejar é preciso. Não importa se o negócio é pequeno ou grande demais, sem planejamento o resultado é sempre pobre. E sempre haverá um momento em que a Organização atingirá certo “porte”, certo “nível de complexidade” e exigirá uma gestão profissional. Não é, apenas, uma questão de legitimar um profissional, uma profissão. É uma questão de responsabilizar por desempenho. Assim, planejar é coisa séria e exige competência, habilidade e responsabilidade hoje para colher bons frutos no amanhã.

Diego Felipe Borges de Amorim on sablinkedin
Diego Felipe Borges de Amorim
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Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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