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Planejamento Estratégico: definição e guia passo a passo

O que é planejamento estratégico? Como fazer? Quais as ferramentas mais usadas: missão, visão, valores, análise SWOT etc.? Qual o roteiro mínimo, o guia, qual o passo a passo básico que você precisa saber para implementar um plano estratégico em todas as suas etapas? Como fazer com que este plano estratégico seja orgânico e transforme em realidade a visão de futuro da empresa?

Muitos gestores e consultores que tiveram um contato superficial com a área acabam decorando algumas ferramentas e chavões muito constantes no campo do Planejamento Estratégico. A partir daí, passam a repetir essas palavras e repetindo seus nomes como se fossem mantras, sem uma visão profunda de como aplicá-las.

Planejamento Estratégico: Definição

O conceito vem da situação de guerra. Conforme Chiavenato: “lutas e batalhas ao longo dos séculos fizeram com que os militares começassem a pensar antes de agir”.

Planejamento envolve a capacidade de antecipar-se a um cenário futuro, fazendo com que a empresa inovadora esteja na dianteira da Curva de Aprendizagem, em comparação com os concorrentes, que a imitarão.

De acordo com Peter Drucker, o planejamento estratégico é processo contínuo de, constantemente e com o mais amplo conhecimento possível do futuro contido:

  • FAZER ESCOLHAS atuais que envolvam riscos, os quais, quanto mais planejados forem, menos ameaças representarão;
  • ORGANIZAR SISTEMATICAMENTE as atividades necessárias à execução de tais escolhas e, por meio de uma retroalimentação organizada e globalizante,
  • MEDIR OS RESULTADOS E AS METAS dessas decisões em confronto com as expectativas fixadas.
Planejamento Estratégico - A importância de um guia básico

Planejamento Estratégico – A importância de um guia básico

Muitas ferramentas, pouco resultado

É comum que gestores e consultores decorem algumas ferramentas muito constantes na área de Planejamento Estratégico e repetindo seus nomes como se fossem mantras. Para muitos, Planejamento Estratégico é sinônimo de “missão – visão – valores” e “Análise SWOT”, que são as duas ferramentas mais conhecidas.

A verdade é que essas duas ferramentas são apenas uma pequena parte das etapas iniciais do Planejamento Estratégico: a Análise e a Definição Inicial Estratégica. Porém, muito mais precisa ser feito, e a elaboração de um plano estratégico de uma empresa de porte médio ou grande (acima de R$ 1 milhão de faturamento mensal, por exemplo) não pode ser uma tarefa legada a amadores ou curiosos.

O Planejamento Estratégico é o cérebro e o sistema nervoso da empresa: sem isso, ela não pensa, não reage. Sem isso, ela desmorona.

Planejamento Estratégico é “Projeto de Vida” da Empresa

Muitos desses profissionais e gestores se tornam “ferramenteiros”, meros reprodutores de cartilhas, porque não têm a prática de aplicar o Planejamento Estratégico de forma orgânica e fazer com que os resultados façam parte do dia a dia da Organização, especialmente em empresas de médio e grande porte.

Pergunte-se a si mesmo (se você for o empreendedor ou presidente de uma empresa) ou à pessoa mais próxima ao empreendedor: quantos planos estratégicos você já desenhou? quantos projetos estratégicos você conseguiu levar até o fim? quais os resultados desses projetos que você implementou? Ao fazer essas perguntas, você observará que as respostas não são nada promissoras.

Alguns gestores se recusam a profissionalizar o plano estratégico. É verdade que ninguém entende mais do negócio que o seu dono. Porém, o dono entende do negócio tal qual ele ESTÁ, e pode não enxergar possibilidades lucrativas de como este negócio pode VIR A SER.

Assim como pessoas fazem planos profissionais e pessoais e traçam formas para realizá-los, a Estratégica representa a empresa planejando a sua vida. É algo importante demais para ser deixado de lado, em benefício de tarefas “urgentes” que, nem sempre, são relevantes e agregadoras.

 

E por falar em ferramentas de planejamento…

Como vimos, antes de saber quais são as ferramentas, é importante que se saiba o que é o Planejamento Estratégico, na mais profunda essência. Se você souber disso e tiver a inteligência de negócios suficiente para compreender o mercado e as condições internas, você poderá implementar um plano estratégico sem usar ferramenta alguma!

É claro que isso é uma exceção: as ferramentas podem ser importantes auxiliares, desde que não sejam a razão única de ser. Abaixo, elencamos alguns desses instrumentos e, junto, algumas etapas que podem ser usadas no plano estratégico, no modelo definido por Norton & Kaplan.

1. Análise SWOT

A primeira etapa é de diagnóstico, análise, avaliação.  A empresa não está alheia ao ambiente externo, tampouco tem pleno conhecimento de sua convivência interna. A SWOT é uma sigla que sintetiza os quatro aspectos analisáveis de uma Organização:

  • Forças e fraquezas: strenghtness e weakness, no âmbito interno;
  • Oportunidades e Ameaças: opportunities e threats: no âmbito externo.

Observe que, para cada par, há uma palavra benéfica (forças e oportunidades) e outra prejudicial (fraquezas e ameaças), como sistematizado no quadro abaixo.

Análise SWOT

Quadro-Síntese – Análise SWOT

Este é o princípio da análise SWOT. Entretanto, não existe uma forma única de aplicá-la. Empresas complexas exigem análises complexas. Em nossas consultorias, desenvolvemos um modelo bastante completo e, ao mesmo tempo, funcional: para cada “letrinha” da SWOT, analisamos dezenas de quesitos, com pesquisas quantitativas e qualitativas que permitem maior grau de precisão.

Afinal, uma análise errada condena todo o planejamento futuro: medidas erradas serão tomadas com base em análises erradas.

É o momento em que, baseados no nosso modelo de Orçamento Base Zero, começamos a ter contato com os custos não vinculados às receitas e às necessidades dos clientes, o que é fundamental para empresas em processo de recuperação, ou mesmo para empresas que projetam crescimento.

2. Definição do negócio, missão e visão

A declaração da missão precisa ser a síntese da razão de ser da empresa. Precisa ser uma afirmação curta, positiva, sem se preocupar com a concorrência e com os ganhos financeiros. Precisa colocar em primeiro lugar a visão do cliente, isto é, aquilo que o cliente espera, o que o cliente terá de benefícios. Não deve focar nas necessidades do empresário.

É preciso uma boa bagagem para conseguir chegar a uma PROPOSIÇÃO ÚNICA DE VALOR, que embase especialmente a Visão da Empresa e seja o início da construção de uma Estratégia de Oceano Azul (isto é, sem a competição rasteira com foco em menor preço).

3. Formulação da Estratégia

A estratégia deverá apontar o futuro da empresa. Deve estar descrita com base na Visão de futuro da empresa, sem se descolar das análises internas e externas.

Trata-se de uma etapa importante para fixar metas e objetivos estratégicos. Objetivos e metas devem ser formulados para cada período definido (semestre, ano), de forma bem realista, sem perder uma característica de desafio.

4. Implementação da Estratégia

Basicamente, a empresa irá transformar o plano estratégico (global) em planos táticos, isto é, planos práticos de ação no âmbito de cada diretoria ou gerência (como marketing, vendas, finanças etc.). Objetivos e metas agora são formulados de maneira específica, para cada área.

As metas devem ser desafiadoras, mas não impossíveis. Para atingi-las, a empresa deve elencar quais são os Projetos Estratégicos necessários para mudanças de gestão, bem como elencar quais os responsáveis e quais os recursos financeiros e humanos para a implementação.

Depois dos planos táticos, as áreas de execução mais importantes também devem ter planos de ação de execução de tarefas: é aí que entra a Gestão por Processos, para mapear e desenhar os processos de trabalho, tornando-os mais efetivos.

5. Controle ou Acompanhamento da Estratégica

Com base nos indicadores numéricos (KPIs) dos objetivos e metas, os gestores estratégicos e táticos devem acompanhar constantemente o andamento dos Projetos necessários para implementar a estratégia.

Mais do que punir, esses gestores deveram saber conduzir, aconselhar e corrigir a rota da estratégia geral e de cada processo ou setor da empresa. Isso significa que a estratégia passa por constante avaliação, o que permitirá, ao final do processo, reiniciar todo o Ciclo de Planejamento Estratégico, em melhores condições.

Para que serve o Planejamento Estratégico?

O Planejamento é essencial para as empresas se recuperarem de condições adversas e aproveitarem momentos de crise para retomar as condições de crescimento. Para empresas saudáveis, o Planejamento serve para implantar crescimento de curto e médio prazo, considerado viável pelos empreendedores.

Dentre os principais resultados, já perceptíveis nas etapas intermediárias da implementação da Estratégia, temos:

  • Melhoria da governança, da gestão do conhecimento e da visão sistêmica do negócio;
  • Gestão por processos, por projetos e por resultados;
  • Facilidade para obtenção de certificações (como ISO 9001) e de requisitos de franquias;
  • Identificação e corte de custos desnecessários ou menos essenciais às finalidades estratégicas;
  • Ampliação do faturamento e do market-share, com aumento de credibilidade junto a grandes clientes, inclusive do exterior;
  • Melhoria do nível de satisfação de colaboradores internos, fornecedores e clientes;
  • Mapeamento e gestão profissional dos processos-chave da empresa, como compras, produção, vendas, marketing, jurídico etc.

A consultoria Enova já implementou o Planejamento Estratégico em pequenas, médias e grandes empresas, quase sempre com resultados muito acima do previsto. A título de exemplo de empresas de dois portes distintos:

  • Grande porte: já atuamos em projetos de redução de custos acima de R$ 1 bilhão de reais de uma instituição financeira;
  • Médio porte: já ajudamos uma média distribuidora de produtos alimentícios a se tornar líder de mercado na região de São Paulo e ABCD.

O sucesso é maior quando há o engajamento do empreendedor (o dono do projeto). A partir daí, nossa Consultoria consegue alinhar gerentes para uma revolução segura, baseada em resultados.

Dependendo das necessidades da empresa, podemos realizar consultorias efetivas em dois finais de semana (4 dias), como já fizemos junto a gestores e líderes de empresas de pequeno e médio porte. Para alguns outros casos de maior porte, nosso prazo médio para implementação de um planejamento estratégico é de 4 meses.

Envie-nos uma mensagem de contato, que teremos a maior satisfação em apresentar um modelo bem sucedido de implantação da estratégia por etapas, baseando-se na filosofia do Orçamento Base Zero e em práticas de “cases” de sucesso do Balanced ScoreCard (de Norton & Kaplan) pelo mundo.

 

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2 comments

  1. O Planejamento é essencial para as empresas se recuperarem de condições adversas e aproveitarem momentos de crise para retomar as condições de crescimento.

  2. Excelente ,apesar de ter uma pequena empresa a anos vou fazer o planejamento estratégico pela primeira vez. Esse artigo me ajudou bastante em começar faze-lo.
    Obrigado por ensinar o que sabe.
    Abraços
    Adilson

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