O trabalho e a tarefa segundo Drucker

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Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

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A tipologia do trabalho vem evoluindo de forma muito acelerada nos últimos sete mil anos, variando em suas formas funcionais e estruturais. Desde o “bando de nômades” que caçavam, pescavam, pastoravam e coletavam seus alimentos e seus recursos – representados pela figura do homem provedor de suas tribos, passando pelo “trabalho coletivo” que revolucionou os métodos de subsistência humanos através da agricultura irrigada – movimento iniciado pelas mulheres conforme identificado por Civita (1978), por volta de cinco mil anos atrás numa antiga região denominada Mesopotâmia. Agora, a forma como se fundamenta o trabalho, aliás, como relaciona Drucker (2010), pode ser dividida em trabalho e tarefa. Parecem sinônimos, mas não são.

O trabalho é o todo, enquanto que a tarefa é algo específico, pontual. Em termos gerais, o trabalho é realizado por um conjunto de técnicas e processos múltiplos e abrangentes que, isoladamente, não seria possível se chegar a um resultado final desejado (relacione isso aos objetivos de um negócio ou a um projeto e suas particularidades). Agora fica mais fácil relacionar a tarefa como sendo um conjunto de atividades que utilizam as mesmas técnicas e os mesmos processos para se chegar a um determinado resultado almejado (aqui, pense nas metas para se alcançar os objetivos de um negócio ou nos estágios – partes – de um projeto). Então, podemos sintetizar o trabalho como sendo o conjunto de tarefas agregadas (metas) que promovem a consecução de um resultado (objetivo) maior, superior.

A função trabalho que atingiu seu início teórico e prático nos estudos de Adam Smith no século XVIII e, posteriormente, com maior evidência já no século XX, nos estudos de Taylor e Fayol que focaram no ambiente de tarefa, encontrou no trabalho de Ford seu mecanismo propulsor de escala global: a massificação do trabalho em série. Ou seja, o trabalho passa de um estágio manual, técnico, exclusivo e pouco produtivo, para um estágio onde o trabalho se transforma num mecanismo produtivo massificado, com técnicas e procedimentos padronizados, ainda que muitas das atividades oriundas do trabalho continuem sendo manuais (relação homem X máquina). Marx, no século XIX, previu que este seria o auge da alienação do trabalhador.

Muito bem, graças à ciência administrativa e sua contínua transformação, outros teóricos e estudiosos sobre o tema da gestão fundamentaram uma série de discussões sobre o ambiente de trabalho, diálogos esses que promoveram diversos modelos e teorias sobre o assunto. E, ainda, continuam promovendo. A partir da década de 1960, com o desenvolvimento da teoria das relações humanas, diversos estudiosos colocaram em evidência a figura do trabalhador – até então tudo era focado, estritamente, no ambiente de tarefa. Esse movimento trouxe um certo equilíbrio e quebrou o paradigma do ambiente de tarefa que priorizava os métodos e os procedimentos laborais em detrimento da condição do ser humano (suas motivações, suas emoções, suas aspirações, etc). São diversos os estudiosos que contribuíram para o desenvolvimento da ciência da gestão. Porém, o mestre Drucker se destaca. Já explico.

Foi Drucker que desenvolveu, de modo profundo e claro, a teoria da gestão moderna através de sua capacidade incomum de vislumbrar o futuro a partir do passado e do presente. Num de seus estudos em que diferencia os trabalhadores especialistas e não-especialistas, ele concebe a figura do trabalhador do conhecimento. Naquele tempo, entre 1950 e 1960, ele já demonstra a essência que mais tarde subsidiou os estudos de áreas como a gestão do conhecimento e a economia do conhecimento. Ele foi, portanto, o pioneiro ao desenvolver a gestão como ciência e como filosofia.



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Bem, mas o que isso tem haver com a tipologia do trabalho? A resposta é: tudo. Vamos pensar na evolução da forma de trabalho partindo das figuras primitivas dos nossos ancestrais caçadores, coletores, pastores e pescadores solitários e, depois, em bandos (forma primitiva de equipe). Após, passemos para os artesãos familiares e, subsequentemente, para as corporações de ofício (forma precursora de organização industrial). Então, chegaremos ao início da produção industrial (transição da manufatura para a inserção de máquinas nos processos produtivos) e ao surgimento da produção moderna que se configura no modelo de produção massificado e em série de Ford.

 Seguindo este raciocínio, estamos em um estágio que se caracteriza pela figura do trabalhador do conhecimento. É ele quem detém seus meios de produção, ele é flexível e autogerenciável. Ele é a nova força de trabalho. Contudo, a gestão não acaba na figura do trabalhador do conhecimento. O caminho é longo e desafiador. Por isso a ciência da gestão é tão desafiadora e tão apaixonante.


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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