O que esperar deste ano que mal se iniciou?

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Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

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Iniciamos um novo ano, de 2016, ainda, com severos reflexos do ano que se passou. Não poderia ser diferente, pois a crise política e econômica que amadureceu no ano anterior ainda desabrocha seus efeitos nocivos sobre os ombros, já cansados, da sociedade brasileira. Tais efeitos ganham forma como o aumento gradativo de impostos, taxas de juros elevadas, inflação de preços descontrolada e desemprego a perder de vista em direção à casa dos dois dígitos. Esses são, apenas, alguns exemplos dos impactos que uma crise pode desencadear, talvez os mais palpáveis. Entretanto, a responsabilidade pelo atual cenário econômico, político e social parece não ser assumida por ninguém, ou melhor, ela é “jogada” nas costas do “senhor mercado”.

Já havia escrito em um artigo anterior intitulado “a culpa é de quem?”, sobre a percepção superficial que a grande massa tem sobre a crise e os serviços públicos – onde a mídia, certamente, é um grande influenciador de opinião. Quem quiser acompanhar tal leitura será ótimo, pois isso servirá de base para a compreensão do que vou escrever agora. Não é possível entender o que vem ocorrendo em nossas vidas sem analisarmos com extremo cuidado e cientificidade o problema enunciado, onde devemos partir à procura das causas dos problemas em detrimento de seus efeitos.

Mas, se a culpa da crise não é do “senhor mercado” e, tampouco, do “funcionalismo público”, de quem seria? Essa é a reflexão necessária para chegarmos às origens dos problemas atuais, alguns, nem tão atuais. Se olharmos para o passado recente de nossa economia poderemos pontuar vários aspectos que, direta ou indiretamente, contribuíram de sobremaneira para o período de crise que estamos vivenciando.

Dentre estes aspectos podemos enunciar os períodos de crédito farto e facilitado, onde não se exigiam muitas garantias; o congelamento de preços administrados pelo Governo Federal; as isenções fiscais e tributárias, principalmente, das grandes corporações e das grandes fortunas familiares; os lucros recordes dos bancos privados; a obsolescência previdenciária; os saques agressivos ao FAT para subsidiar os diversos programas assistenciais do Governo; a gestão falha de diversos Órgãos Públicos aliada à estruturas e processos desnecessários e/ou insuficientes; a corrupção escandalosa sofrida pela Petrobrás. E essas, são apenas algumas coisas.

Existem outros pontos que merecem destaque, como o elevado pacote de tributação que incide sobre a sociedade e que não retorna, efetivamente, para suprir as necessidades mais básicas da população e, as taxas de juros surreais cobradas pelos bancos sobre créditos (empréstimos e financiamentos diversos) do cheque especial e do cartão de crédito, o que incentiva, ferozmente, a inadimplência dos consumidores. Em ambos os casos, o ciclo equilibrado da economia não se completa, a “roda não gira” como deveria. O resultado é uma amarga falta de desempenho.



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Isso se confirma no número consolidado de desempregados no ano de 2015 no Brasil: 1,5 milhões de trabalhadores fora do mercado de trabalho. Estudos recentes realizados pela OIT revelam que a taxa de desemprego irá aumentar em nível global. No Brasil, alguns especialistas estimam um número assustador de cerca de 1 milhão de desempregados para os próximos dois anos. O único ponto de discussão entre os especialistas financeiros é se a crise de 2016 e de 2017 será ou não “uniforme” no que diz respeito à inflação mensal consolidada anualmente. Ou seja, se haverá meses em que a inflação será acima da casa de 1%, o que é um baita impacto, já que não se esperam meses em que haverá deflação. O resultado final, é uma inflação consolidada anual bem acima do teto estabelecido pelo Governo.

Diante deste cenário escuro projetado e comungado pela maior parte das pessoas esclarecidas da sociedade, podemos perceber suas frustrações com a atual conjuntura dos ambientes político/econômico do país. Entretanto, é quase uma unanimidade o entendimento de que a crise será superada, mas que ajustes estruturais e processuais precisam ser feitos com urgência para que o país volte aos trilhos do crescimento o mais rapidamente possível.

Enquanto isso não ocorre, percebemos que nosso poder aquisitivo diminui a cada mês e que nossa reposição salarial, quando há alguma, não cobre as perdas causadas por uma inflação aguda. É nesse momento que precisamos ser racionais e práticos o bastante para não perdermos o controle sobre o nosso orçamento pessoal/familiar. Tudo aquilo que é supérfluo deve ser evitado, mas para que isso possa ser feito é imprescindível adotar a prática da anotação de gastos. Seja uma anotação eletrônica ou manual, não importa. “O importante é poder medir para se poder gerenciar” (adaptado de Drucker, 2010).


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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