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O mercado de trabalho em direção às mudanças

Outro dia li um artigo bem interessante que falava sobre o “prazo de validade” da forma tradicional de trabalho que vai das 9h as 18h. De acordo com o artigo, a geração Y, as tecnologias disruptivas e a robótica são alguns dos motivos mais óbvios para a forma de emprego atual acabar nos próximos anos. Evidentemente que não estamos falando de uma mudança radical que atingirá, no próximo dia, todas as formas de trabalho praticadas atualmente ou que mudará da noite para o dia o atual modelo de desenvolvimento. Com as devidas restrições momentâneas, o fato é que muitas coisas irão mudar (e já estão mudando!).
Para entender o porquê dessa mudança é preciso compreender que a própria concepção de “trabalho” já vem se modificando desde o fim da segunda Guerra Mundial. Escrevi algo sobre isso em um artigo intitulado “A nova força de trabalho proposta por Drucker identificada no Brasil em tempos de crise”, para o website administradores.com. Nesse artigo, falo sobre a nova espécie de trabalhador, o “trabalhador do conhecimento”. Esse novo perfil de profissional que está crescendo no cenário atual, mas que não é algo tão “novo” assim. Esse tipo de perfil foi identificado por Peter Drucker já em meados dos anos 1960. Vale conferir!
Bem, voltando ao tema central, os modelos de trabalho estão evoluindo para novos modelos laborais, mais flexíveis e mais complexos. Desde o tempo de sua primeira aparição que o trabalho é sinônimo de produtividade, senso de utilidade, subsistência e automotivação. Entretanto, o primeiro termo – produtividade – parece incorrer em uma tremenda desvirtualização de sua essência. Digo isto porque observo que o conceito de produtividade está há muito tempo sendo relacionado, quase que exclusivamente, com a extensão de horas trabalhadas, embora muito se fale em produtividade com qualidade em termos de redução de custos, diminuição de turnover, flexibilidade e conhecimento compartilhado, orientação à inovação, etc. E há muitos que pensam que hora-extra é sinônimo de produtividade!
Essa observação não é privilégio do senso comum. Ela é parte, inclusive, da mentalidade da maioria dos gestores de empresas a nível global. Ela está enraizada na cultura que é orientada a um modelo de desenvolvimento falido há muito tempo. E embora hajam indícios mais do que suficientes que alertam para àquilo que deve ser feito, ainda, pouco se faz. E as empresas “resistentes” estão sendo impactadas da pior maneira possível. Elas perdem clientes, seus produtos e serviços não geram vantagens, não há sinergia organizacional, seus processos são ineficientes, há aumento de turnover, despesas e custos altos, etc.
E as mudanças vêm ocorrendo em escala global. Empresas privadas e Governos de “ponta” já vem adotando medidas mais que preventivas para este novo cenário de relações de trabalho que se apresenta. Legislações trabalhistas estão em contínua revisão para se adequar aos novos tempos. Os “trabalhadores do conhecimento” exigem uma nova abordagem com relação a forma como exercem suas atividades. Portanto, já não é mais uma questão potencial: é uma questão “real” e que exige tratamento “real” pelos gestores e pelas Organizações.
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Diego Felipe Borges de Amorim
Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

One comment

  1. That’s a creative answer to a diifucflt question

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