O conceito de gestão estratégica

Muito se tem falado sobre aquilo que vem a ser considerado o termo “gestão estratégica”. Eu mesmo, já tentei diversas vezes conceituá-lo em outros textos que escrevi sobre os temas da gestão e da estratégia. Aliás, essa busca incessante pela definição do termo não é causa isolada: ela é uma busca profunda e inesgotável de vários autores renomados sobre o tema há mais de 60 anos. Certamente não serei eu, um pesquisador emergente, que encontrará a resposta definitiva sobre o assunto. Entretanto, tentarei identificar algumas das características que moldam o conceito do tema sobre gestão estratégica.

Bem, vamos lá. Antes de falarmos sobre o que vem a ser gestão estratégica, precisamos encontrar os conceitos sobre gestão e sobre estratégia. Aqui, poderíamos listar uma “penca” de autores renomados sobre os temas, como Ansoff, Porter, Schumpeter, Prahalad e Hamel, Norman, Freeman, Mintzberg, Kaplan e Norton, etc. Todos com profundo conhecimento sobre os temas estratégia e/ou gestão. Entretanto, não vou me ater a repetir o que todos eles já disseram e que já foi provado. Por outro lado, como já é sabido, vou preferir utilizar o entendimento de outro grande mestre sobre o assunto: Peter Drucker.

Muito já tenho falado sobre o pensamento Druckeriano. De modo geral, meus textos são embasados nessa corrente de pensamento, eventualmente com uma ou outra divergência. O que é, de certa forma, natural. E retomando o raciocínio inicial, para que possamos entender o conceito de “gestão estratégica”, precisamos isolar seus termos. E para Drucker (2010), “gestão (administração) é prática, não ciência”. Para o autor, “a administração é uma prática mais do que uma ciência, não é conhecimento, é desempenho. Sua prática se baseia tanto no conhecimento como na responsabilidade”.

Aqui, alguém pode observar alguma contradição em muitos textos que relacionei a administração como Ciência. Antes de ser acusado, vou me explicar: muito do meu entendimento sobre o tema da Administração passa pela teoria Druckeriana. Quem me viu e me vê atuante e em defesa do PLS 439/2015 pode pensar que estou entrando em “contradição” com aquilo que venho pregando. Isso não é verdade. Embora, como relacionei anteriormente, eu utilize o pensamento Druckeriano como base para o meu entendimento sobre o tema da Administração, não concordo com tudo que esta corrente de pensamento expõe. A evidência emerge quando defendo arduamente a Administração como “Ciência da Gestão”, onde acredito firmemente haver um equilíbrio entre Ciência e prática.

Bem, retomando o tema central, agora que sabemos o que vem a ser gestão, precisamos conceituar o termo “estratégia”. E o que vem a ser estratégia? Já escrevi sobre isso num texto intitulado “Mas afinal: o que vem a ser estratégia” aqui no N&C. Assim sendo, uma estratégia parte de um plano ou conjunto de planos estratégicos que servem de base para as seleções de alternativas e as escolhas decisórias através de um padrão de ações orientadas ao ambiente de negócio(s) da empresa com o intuito de atingir objetivos determinados de longo prazo. É importante ressaltar que a empresa pode ter uma ou mais estratégias, dependendo do número de produtos/serviços que pratica e do mercado ou dos mercados em que atua.

Agora, podemos conceituar “gestão estratégica” como “um processo contínuo e dinâmico que foca no gerenciamento organizacional, se baseando em três pilares fundamentais: (1)planejamento estratégico, (2)execução estratégica e (3)monitoramento estratégico. O primeiro, estabelece uma direção a partir da missão, da visão e dos valores. Após definir-se o foco, são estabelecidas as metas. O segundo, estabelece o curso de ação selecionado para o alcance dos objetivos propostos, através de ações orientadas ao desempenho. O terceiro, lida com o acompanhamento de indicadores-chave sobre o desempenho, propondo melhorias e incentivando o alcance das metas propostas.”

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Diego Felipe Borges de Amorim
Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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