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NOVIDADES NO MUNDO POLÍTICO

Donal Trump tomou posse no dia 20 de janeiro como o 45º presidente dos EUA.

Em seu discurso de posse deixou claro que vai privilegiar a indústria americana “Uma a uma, as fábricas fecharam suas portas e deixaram nosso território, sem sequer pensar nos milhões e milhões de trabalhadores americanos deixados para trás. A riqueza de nossa classe média foi arrancada de suas casas e então redistribuída pelo mundo  inteiro

Deixou a claro que gerar empregos será uma prioridade e outra será coordenar esforços para  erradicar  completamente da face da terra o islamismo radical.

Trump é uma novidade, um  candidato não convencional e inimigo do politicamente correto que prometeu virar Washington de cabeça para baixo e demonstrou que vai fazer isso mesmo em apenas uma semana de governo.

Cumprindo uma de suas principais promessas de campanha, Trump, assinou um decreto no dia 23 de janeiro para retirar o país da Parceria Transpacífico ( TPP), peça central da estratégia comercial e geopolítica de seu antecessor, Barack Obama.

Assinado em 2015 por EUA e outros 11 países, o TPP era considerado o maior acordo comercial da história, abrangendo 40% do PIB mundial e a retirada americana, na prática, inviabiliza o tratado, já que para entrar em vigor o texto precisa ser ratificado por países que representam 85% do PIB total dos signatários.

A decisão de Trump de enterrar o acordo de Obama em sua primeira semana mostra que está sério em relação a mudar a política comercial americana, após décadas em geral de liberalização, privilegiando um estilo de mais confrontação com a China e outros parceiros comerciais, com potenciais grandes tarifas para países que não se mostrarem dispostos a fazer concessões.  Trump e seus assessores veem com ressalvas os blocos comerciais multilaterais e preferem outros métodos, como a ameaça de tarifas e a busca por acordos bilaterais.(

Trump assinou outros dois decretos . Um, que proíbe ex-funcionários do governo de fazer lobby por cinco anos, o que está em sintonia com a promessa de campanha de “drenar o pântano” de Washington com a redução da influência de grupos de interesse.

Outro decreto restaura norma rescindida por Obama, que impede o governo dos EUA de financiar organizações estrangeiras que promovam o direito ao aborto usando fundos do exterior.

Trump assinou, no dia 24 de janeiro, ordens executivas (similares a decretos presidenciais) para a retomada da construção dos polêmicos oleodutos que tinham sido freados em 2015 por Barack Obama por razões ambientais.

Segundo Trump, os projetos Keystone XL –oleoduto que vai do Canadá para refinarias americanas– e Dakota Access –que atravessa um território indígena na Dakota do Norte e vai até Illinois– serão renegociados.

Segundo Trump, os projetos representam “muitos empregos”. “Serão 28 mil postos de trabalho. Excelentes postos de trabalho na construção.”

Deve-se enfatizar que o Ibama no Brasil tem sido um dos principais instrumentos de atraso do  país. É emblemático o veto da instituição à usina hidrelétrica de São Luis do Tapajós, uma usina importantíssima para o país na região Norte , mas que está com o projeto paralisado por justificativas absurdas como por exemplo alagar áreas indígenas. Ambientalistas e índios conseguiram nos governos petistas atrasar o crescimento do Brasil.

Trump recebeu os principais executivos das três maiores montadoras americanas –General Motors, Ford e Fiat Chrysler– na Casa Branca para instar o aumento da produção de carros no país.

Ele já ameaçou impor impostos de 35% sobre veículos produzidos fora dos EUA e disse aos executivos que quer ver mais fábricas no país. Em troca,  prometeu rever regulações e impostos para tornar mais atrativa a produção nos EUA. Trump em entrevista  antes  disse que a BMW deve construir sua nova fábrica de carros nos EUA porque isso seria “muito melhor”.

A pressão de Trump já produziu resultados imediatos . A Toyota anunciou que criará 400 empregos e investirá US$ 600 milhões numa fábrica em Indiana. A medida seria parte de um projeto maior da Toyota, de investir US$ 10 bilhões nos EUA nos próximos cinco anos.

Trump  assinou no dia 25 outro decreto destinado a aumentar a repressão aos imigrantes legais, tendo como alvo as chamadas “cidades santuário”, em que eles são protegidos de deportação. A ordem é aumentar o número de centros de detenção e cortar os recursos federais a essas cidades, a maioria governada pela oposição democrata.

“O povo americano não vai mais ser forçado a subsidiar esse descaso com nossas leis”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

Trump, assinou decreto no dia 25 de janeiro,  determinando a construção de um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes ilegais, uma de suas principais promessas de campanha. Segundo Trump, as obras começarão dentro de alguns meses.

Trump afirmou que inicialmente o muro será financiado pelo contribuinte americano, mas que posteriormente o México pagará pelo projeto, outra de suas promessas de campanha. O governo mexicano já reiterou que não assumirá os custos do muro, que podem chegar a até US$ 40 bilhões para cobrir os 3,2 mil quilômetros de extensão da fronteira.

“Nós vamos restaurar o Estado de Direito nos EUA. A partir de hoje os EUA assumem o controle de suas fronteiras”

Trump, ordenou a criação um “departamento para vítimas de crimes cometidos por estrangeiros deportáveis” como parte de uma das ordens executivas que assinou  em matéria de segurança fronteiriça.

Segundo o texto da ordem voltada à “segurança no interior”, Trump instrui o secretário de Segurança Nacional, o general reformado John Kelly, a ordenar ao Diretório de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) que “tome todas as medidas apropriadas e legais” para estabelecer dentro de sua agência um departamento para tais propósitos.

O documento afirma que o objetivo desse escritório é “prestar serviços proativos, oportunos, adequados e profissionais às vítimas de crimes cometidos por estrangeiros e às famílias de tais vítimas”.

“Este departamento proporcionará relatórios trimestrais sobre os efeitos da vitimização a mãos de estrangeiros criminosos presentes nos Estados Unidos” .

Essa ordem, foi assinada enquanto Trump estava cercado por mães cujos filhos foram mortos por criminosos estrangeiros com status migratório irregular.

Trump, decretou no dia 27 de janeiro a suspensão do programa de admissão de refugiados e o veto à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, alegando que a medida é necessária para proteger o país de “terroristas islâmicos radicais”.

Trump havia prometido as medidas, chamadas de “seleção extrema”, durante a campanha eleitoral do ano passado, dizendo que impediriam que militantes entrassem nos Estados Unidos do exterior. Mas grupos de direitos civis condenaram o decreto como prejudicial e discriminatório.

Em visita ao Pentágono, onde assinou a ordem, disse que o decreto endurece as condições de entrada nos EUA e exige uma espécie de teste de lealdade ao país.

“São medidas para manter terroristas islâmicos radicais fora dos EUA. Não os queremos aqui. Queremos garantir que não estamos admitindo no país as mesmas ameaças que nossos soldados combatem no exterior”, disse.

“Só queremos admitir em nosso país aqueles que apoiam nosso país e amam profundamente nosso povo”.

Segundo o texto divulgado pela Casa Branca, fica suspensa por 90 dias a emissão de vistos para cidadãos de sete países: Irã, Sudão, Síria, Líbia, Somália, Iêmen e Iraque.

Irã, Sudão e Síria estão na lista de países financiadores do terrorismo. Os demais, além da Síria, passam por conflitos internos que provocaram o avanço de grupos terroristas, como o Estado Islâmico e a Al Qaeda. Ou seja a lista é limitada a apenas alguns países.

O decreto suspende por 120 dias o programa de admissão de refugiados, mas Trump afirmou que será dada prioridade a refugiados cristãos do país árabe, afirmando que eles foram discriminados pelo governo anterior em favor dos muçulmanos.

Hoje a  questão da imigração da forma como está ocorrendo exige postura firme de governos. Em 2015 mais de um milhão de refugiados entraram na Europa , obrigando o continente a adotar medidas para restringir o ingresso que era descontrolado.

Infelizmente a expansão do radicalismo islamita, com a proliferação de atentados praticados por militantes em países da Europa e mesmo nos EUA, tornou necessário que passasse a ser feito um rigoroso controle de entrada ,porque esse terrorismo não tem limites e busca atingiu cidadãos inocentes .

Neste sentido, a decisão de Trump é absolutamente correta, porque infelizmente neste caso, todos os muçulmanos acabarão tendo transtornos por causa de uma minoria radical sanguinária.

Trump ainda anunciou que renegociará o Nafta (acordo de livre-comércio com México e Canadá) .

Trump teve o bom senso de não ser apressado e aliviar imediatamente as  sanções contra a Rússia.

Trump com sua impetuosidade e voluntarismo vai errar com certeza. Mas os Estados Unidos tem o Congresso e o Judiciário , instituições fortes para limitar os excessos do presidente.

Mas , temos uma boa novidade na política também no Brasil e chama-se João Doria que começou  da mesma forma como Trump, arrasando.

João Doria sabe onde mexer. Quer simplificar a concessão de documentos, principalmente a de alvarás de funcionamento para empresas de baixo risco  e para isso vai se reunir em Brasília com Afif Domingos, presidente do Sebrae para tratar da implantação de um mutirão  de regularização de micro e pequenas empresas em São Paulo.

Doria introduziu imediatamente um  projeto genial para zerar a fila dos exames de saúde o Corujão da Saúde, aproveitando a capacidade ociosa da rede particular para a realização de exames e com o imediato sucesso  o programa será replicado para acelerar a realização de consultas médicas e cirurgias.

Vai  rever gastos da Secretaria de Educação que não estejam ligados diretamente ao ensino, como o programa Leve Leite e  compra de material escolar e o transporte de alunos .

Dória  conseguiu  600 mil sabonetes , 65 mil escovas de dente , 160 mil tubos de creme dental, 80 mil xampus e 96 mil desodorantes para a população de rua produtos , doados pela Unilever e serão distribuídos ao longo do ano.

Dória declarou guerra aos pichadores e com um spray na mão, pintou de cinza uma parede e afirmou “São Paulo vai fazer uma grande campanha contra os pichadores”. E vai propor ainda uma multa de R$ 5.000 aos pichadores  e isso ainda  é pouco. Além da multa esses elementos precisam também pagar pelos danos que causam e pela restauração da pintura que  estragam.

Ele conseguiu, com cinco empresas, uma doação equivalente a R$ 900 mil para restaurar a iluminação da Ponte Estaiada, na zona sul, pichada por vândalos.

Recebeu ainda carros e motocicletas cedidos pela Honda, que terá uma parte deslocada para seu programa “Marginal Segura”, devido ao aumento dos limites de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros .

Depois de receber críticas de artistas urbanos e de ser vaiado em evento no aniversário de São Paulo,  Doria  lançou no dia 26 de janeiro um projeto que prevê remunerar grafiteiros e pagar suas tintas, como parte de um museu a céu aberto espalhado pela cidade.

O programa, batizado como MAR (Museu de Arte de Rua), começará pela região do Baixo Augusta (centro da capital), e será reeditado a cada três meses em um bairro diferente da cidade.

Ainda uma das promessas de campanha, o Rapidão –transporte rápido de ônibus ou BRT, na sigla em inglês– deve entrar em operação de forma experimental nos próximos 90 dias. O trajeto entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona sul, foi o escolhido para a operação piloto.

Trata-se de um novo estilo de política que incomoda os petistas, pois a comparação com Haddad é inevitável, mas é muito bem vinda. Doria tem a destacar o fato de que além de uma mentalidade de empresário na gestão da coisa pública, não para em gabinete, mas sai a todo momento na rua ,  vestindo-se de gari, varrendo ruas, plantando árvores, ou seja, uma aproximação da realidade que é inédita entre executivos e parlamentares, mas os invejosos já estão dizendo que é puro exibicionismo.

Portanto, 2017 trouxe novidades. Nos  EUA Donald Trump e no Brasil João Doria. São novidades em uma política escassa de estadistas e portanto bem vindos.

 

Edson Leal
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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