Mas afinal: o que vem a ser estratégia?

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Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

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O tema estratégia é frequentemente discutido no ambiente organizacional, onde gestores, teóricos, acadêmicos e especialistas no assunto dialogam acerca das variáveis inerentes que estruturam tal processo e que impactam na seleção de alternativas de ações por gestores em seus processos decisórios. Muito embora este tema seja tão popularizado e disseminado nos negócios em diversos livros e por diversos autores ao longo dos últimos setenta anos, o conceito de estratégia é tão amplo e complexo que não se chegou a um conceito único e estabilizado, ainda que tal ciência seja discutida no meio militar há, aproximadamente, 2500 anos. Na realidade, existem diversas correntes que indicam um ou mais pontos alternativos conforme sua orientação ao estudo do tema, segundo parâmetros diversos.

Por exemplo, Mintzberg (2010) define estratégia através de dez escolas de planejamento, onde algumas concentram-se em “como fazer” e outras se dedicam a explicar em “como foram” formuladas as estratégias segundo perspectivas internas e externas relativas ao ambiente de negócios. Para Aaker (2012), para se chegar ao conceito do que é uma estratégia empresarial, antes de mais nada, deve-se questionar o conceito de empresa para depois discutir sobre o que vem a ser uma estratégia. Ao realizar um brainstorming sobre o conceito de empresa, segundo o autor, poderá ser visto a inexistência de consenso entre os membros do grupo sobre o que esses termos básicos querem dizer.

Essa breve introdução sobre o termo estratégia demonstra a profundidade e a amplitude tamanhas que o envolvem. Não é possível encontrar um conceito singular, suficiente e universal do ponto de vista dos negócios e suas diversidades. Aliás, esse é o ponto de principal discussão entre os agentes especializados sobre o tema, onde se identifica que cada um trabalha sob um conjunto de perspectivas diferentes entre si. Por isso a importância relatada por Aaker (2012), em que aponta a necessidade básica de se definir o entendimento sobre o negócio, antes mesmo de se definir algum conceito básico sobre estratégia para se apoiar.

Nesse sentido, após o exercício de reflexão sobre o conceito de empresa proposto pelo autor, pode-se pensar sobre alguma definição para o termo estratégia conforme o tipo de negócio enunciado. Então, o gestor do negócio pode escolher sobre quais ferramentas, modelos ou técnicas irá se apoiar em seus processos decisórios. Pode-se utilizar o famoso “modelo das cinco forças competitivas” do professor Porter (1979); A matriz BCG de Henderson (1970) ou, talvez, a matriz de Ansoff (1981); a técnica de “formação de cenários”; o ciclo PDCA de Deming; o modelo “Balanced Scorecard®” de Kaplan e Norton (1992); ou, ainda, um conjunto misto dos modelos e das técnicas enunciadas acima. “Nada disso garantirá sucesso ou bom desempenho, pois dependerá de muitas variáveis externas ao negócio” (adaptado de DRUCKER, 2010). Porém, em termos gerais, o sucesso de uma escolha estratégica, fundamentalmente, considera um planejamento estratégico adequado e orientado ao objetivo principal do negócio.

Sabendo que o planejamento estratégico é um requisito essencial e anterior a uma escolha ou a um conjunto de escolhas estratégicas, podemos encontrar um entendimento flexível sobre o termo estratégia ao considerar que alguns dos termos que definem os mais diversos entendimentos, segundo essa ou aquela teoria, acabam convergindo para um mesmo propósito. Nesse sentido, podemos conceituar estratégia como sendo uma atividade dialética que trabalha com um conjunto de metas e objetivos medidos, calculados através de planos estratégicos orientados ao negócio, à ação responsável, à continuidade e à busca pelo desempenho superior, ou seja, daquilo que é necessário fazer para que se alcance determinado resultado almejado através de um escopo de planejamento estratégico.



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Aqui cabem as questões fundamentais propostas por Drucker (2010), a saber: Qual é o nosso negócio? Qual será o nosso negócio? e, Qual deveria ser o nosso negócio? Essas três questões abordadas revelam que, qualquer espécie de plano, para ser aplicável e medido, deve apresentar tais questionamentos. Conforme o autor, “embora essa questões tenham uma sequência lógica, elas são abordagens distintas entre si: qual deveria ser o nosso negócio parte do pressuposto de que ele deverá ser diferente do que é hoje, agora“. Isso reafirma a contínua necessidade das empresas em se adaptarem aos ambientes de negócios que estão, constantemente, num processo evolutivo, desruptivo.

Portanto, uma estratégia parte de um plano ou conjunto de planos estratégicos que servem de base para as seleções de alternativas e as escolhas decisórias através de um padrão de ações orientadas ao ambiente de negócio(s) da empresa com o intuito de atingir objetivos determinados de longo prazo. É importante ressaltar que a empresa pode ter uma ou mais estratégias, dependendo do número de produtos/serviços que pratica e do mercado ou dos mercados em que atua. Conforme aponta Aaker (2012), pode haver quatro tipos genéricos de estratégias: a estratégia de investimento no produto-mercado; a estratégia de proposição de valor ao cliente; a estratégia de ativos e competências e; a estratégia de programas funcionais.

Falarei mais sobre esses tipos de estratégias em meu próximo artigo. Por enquanto, é suficiente saber sobre a existência dos variados conceitos e interpretações possíveis sobre o que vem a ser estratégia conforme o que foi relatado. O ponto principal é ”associar a estratégia ao conceito de rumo, compromisso e responsabilidade com ação“. (adaptado de DRUCKER, 2010)


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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