Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento

 

Pela definição do Council of Supply Chain Management Professionals (2013), “Logística é o processo de planejamento, implementação e controle de procedimentos para o transporte eficiente e eficaz e armazenagem de mercadorias, incluindo serviços e informações relacionadas a partir do ponto de origem ao ponto de consumo para fins de conformidade com os requisitos do cliente. Esta definição inclui entrada, saída e movimentos internos e externos“.

Segundo Hopp e Spearman (2013), “a administração de materiais é tão antiga quanto a própria manufatura. As abordagens analíticas para o controle de estoques datam da era da administração científica (ou seja, do início do século XX) e estão entre os exemplos mais antigos das pesquisas operacionais/ciências administrativas. Apesar disso, esse campo continua a se desenvolver“.



Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

A gestão da cadeia de abastecimento pode ser considerada um ponto crucial para a empresa, não somente àquela que produz um bem tangível. mas também, àquela que presta um serviço (ativo intangível). A gestão adequada das operações relativas à cadeia de abastecimento permitem à empresa adquirir vantagens competitivas ao utilizar de forma estratégica seus recursos organizacionais.

Por outro lado, conforme Hopp e Spearman (2013), “assim, parece que a palavra final sobre o gerenciamento das cadeias de suprimento e a administração de materiais ainda não foi dada”. Isso revela que, apesar das inúmeras técnicas e dos múltiplos modelos de gerenciamento disponíveis atualmente no mercado, a complexidade por detrás das operações e da gestão da cadeia de abastecimento implicam em novos desafios frente a dinâmica do ambiente mercadológico.

De acordo com Baltzan e Phillips (2012), “as organizações que se destacam no gerenciamento de operações, especificamente a gestão da cadeia de suprimento, têm um melhor desempenho em quase todas as medidas financeiras de sucesso“. “Quando a excelência da cadeia de suprimento melhora as operações, as empresas percebem uma margem de lucro 5% maior, 15% menos de estoque, 17% a mais nos índices de pedido perfeito e 35% a menos de tempo de ciclo do que seus concorrentes”, conforme um relatório do Boston AMR Research Inc.

Para reafirmar a importância de uma gestão adequada da cadeia de suprimentos por uma empresa, observe o relato de um executivo de uma empresa de consultoria: “a base de competição para as empresas vencedoras na economia de hoje é a superioridade da cadeia de suprimento”, afirma Evin O’Marah, vice-presidente de pesquisa da AMR Research. “Essas empresas entendem que o desempenho da cadeia de valor resulta em produtividade e liderança na participação de mercado. Também entendem que a liderança da cadeia de suprimento significa mais do que apenas custos baixos e eficiência: ela exige uma capacidade superior de adequação e resposta às mudanças na demanda com bens e serviços inovadores“.

A produção tem sido historicamente associada à fabricação, mas a natureza dos negócios mudou muito nos últimos anos. O setor de serviços já supera a produção de bens materiais. A logística possui uma visão abrangente não se limitando à cadeia de distribuição. Ela administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, interligada a todos os movimentos, seja entrada, saída de materiais, planejamento de produção, armazenamento, estoque e distribuição dos produtos, monitorando e gerenciando informações através de um fluxo ininterrupto utilizando sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) e SCM (Supply Chain Management), por exemplo.

Os sistemas de informação auxiliam o gerenciamento eficaz da cadeia de suprimentos, bem como as teorias e modelos administrativos. Entretanto, eles dependem da ação humana para atingir os objetivos da empresa e devem considerar a realidade de cada empresa para atingir resultados satisfatórios, além de considerar a volatilidade do meio externo à empresa.

Conforme Hopp e Spearman (2013), por exemplo, “se pudéssemos receber as matérias-primas dos fornecedores exatamente como prega o just-in-time, isto é, exatamente quando a produção as necessita, não precisaríamos manter nenhum estoque. Como, na prática, isso é impossível, todos os sistemas de manufatura mantêm algum nível de estoques de matérias-primas”.

Para os autores, “existem três razões principais que influenciam o tamanho desses estoques, a saber: os lotes, a variabilidade e a obsolescência“. Os lotes dizem respeito aos descontos oferecidos pelos fornecedores para compras em maiores quantidades, o que pode incorrer em economias relevantes para a empresa. A variabilidade está relacionada aos desvios da unidade fabril, como tempos de produção, demora, problemas de qualidade, manutenções em máquinas, processos intermitentes, etc, que fazem as empresas manter estoques de segurança para evitar maiores perdas no processo produtivo. A obsolescência está ligada à saída de certos materiais do mercado de consumo ou de alterações no projeto ou na demanda desses produtos, fazendo com que tais estoques sejam inúteis.

Conforme Baltzan e Phillips (2012), “a gestão da cadeia de suprimento envolve o gerenciamento dos fluxos de informações dentro e entre as etapas da cadeia de suprimento para maximizar suas eficácia e rentabilidade totais”. Segundo os autores, “os quatro componentes básicos da gestão da cadeia de suprimentos são”:



FORMAÇÃO COMPLETA EM PSICANÁLISE
Seja Psicanalista. Curso 100% Online. Habilita a Atuar. Teoria, Supervisão e Análise. SAIBA MAIS



(1) Estratégia da cadeia de suprimento: a estratégia para gerenciar todos os recursos necessários para atender a demanda do cliente para todos os bens e serviços.

(2) Parceiros da cadeia de suprimento: os parceiros escolhidos para fornecer os produtos acabados, as matérias-primas e os serviços, incluindo preços, entrega e processos de pagamento, juntamente com as métricas de monitoramento da relação com o parceiro.

(3) Operação da cadeia de suprimento: o cronograma de atividades de produção, incluindo testes, embalagem e preparação para a entrega. As medidas para esse componente incluem produtividade e qualidade.

(4) Logística da cadeia de suprimento: os processos e elementos de entrega do produto incluindo pedidos, armazéns, transportadores, devoluções de produtos defeituosos e faturamento.

Portanto, o gestor responsável pela logística da empresa juntamente com os demais gestores de outros setores da empresa, devem estar alinhados nas estratégias do negócio para que os resultados organizacionais sejam alcançados da forma mais efetiva possível. Manter o controle e a efetividade do ambiente interno, entendendo as limitações e as possibilidades da empresa em relação ao seu ambiente externo ajudam a diminuir os impactos negativos de um revés no ambiente de negócios.


Curso de Psicanálise

Deixe seu Comentário Abaixo :)

Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *