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JOÃO DORIA , ENFIM UMA NOVIDADE NA VIDA POLÍTICA BRASILEIRA

João Doria é a grande novidade na administração pública brasileira e tem tudo para candidatar-se a presidente e vencer.

João Doria sabe onde mexer. Em apenas pouco mais de dois meses como prefeito apagou completamente a administração Fernando Haddad do PT

Doria além de não parar sabe muito bem usar a mídia.  Em um mês, postou 31 vídeos no Facebook sobre sua rotina e obteve em média 1,4 milhão de visualizações em cada uma.

Atualizada diariamente por uma equipe paga por Doria, a página exibe uma espécie de reality show da vida de prefeito, com fotos e vídeos de bastidores da agenda pública. O perfil já soma mais de 1,5 milhão de seguidores.

Com os vídeos Doria aparece como um administrador incomum.  Um que não para em gabinete com ar condicionado, mas sai a todo momento às ruas para ver o que está acontecendo.  Está dando uma aula de  competência e de como deve se administrar uma cidade.

O tucano passou a fazer visitas surpresas a repartições, participar de operações policiais e cobrar prisões de pichadores. Entre os programas criados por ele está o Cidade Segura, em que a prefeitura ajuda a Polícia Militar a fiscalizar motoristas bêbados.

“Falta disciplina na cidade e agora ela passou a ter essa disciplina por ter um comando”, afirma Doria. “O prefeito é o grande zelador da cidade. E na zeladoria tem que ter atitude, comando.”

Cuidou da simplificação de documentos , principalmente a de alvarás de funcionamento para empresas de baixo risco  e está tratando disso com o Sebrae .

Bolou um sistema inédito para acabar com a fila de espera por exames de saúde na cidade.  Uma lista de espera de 485 mil pessoas que vai acabar em abril. Criou o programa Corujão da Saúde, um ideia genial para usar o horário ocioso dos hospitais privados da cidade e assim ofereceu exames na rede privada de alta qualidade , pagos pela prefeitura.

Pessoas sofrendo por esperar exames marcados á anos, não acreditaram poder fazê-los em hospitais de  alta qualidade como Sírio Libanês Oswaldo Cruz e HCor,

E o enfoque com a saúde não ficou só com exames, mas estendeu-se aos medicamentos e o prefeito bolou um programa chamado Remédio Rápido, que distribuirá remédios em mais de 3.000 farmácias –o que hoje é feito em 458 unidades municipais.

Conseguiu com doze laboratórios farmacêuticos  a doação de  380 milhões de comprimidos de 165 tipos de medicamentos, avaliados em R$ 120 milhões.

Doria recebeu um cheque de R$ 600.000 na prefeitura de São Paulo. Mas nada ilegal. O presente foi dado por Sidney Oliveira, da Ultrafarma, para a compra de medicamentos das farmácias populares.

Arrumou, com uma capacidade de negociação incrível 600 mil sabonetes , 65 mil escovas de dente , 160 mil tubos de creme dental, 80 mil xampus e 96 mil desodorantes, produtos doados pela Unilever  para a população de rua que busca os abrigos da cidade. A prefeitura conseguiu 5.500 empregos para pessoas em situação de rua, sendo que 5 mil vagas são para o setor de conservação e limpeza. O objetivo é conseguir 20 mil empregos para moradores de rua. O critério para seleção “é ter vontade de trabalhar” .

 

Declarou  guerra aos pichadores que emporcalham a cidade e em relação aos quais, todos os administradores anteriores fizeram vistas grossas.

E a guerra foi planejada com armas eficientes , com a proposta de uma multa de R$ 5.000 para punir pichadores de monumentos públicos.

Fechou um acordo com o sindicato de taxistas que poderão acionar a Guarda Civil se flagrarem algum caso de pichação.

A  ação de combate à pichação de Doria,  entrou na agenda de outras capitais do país .

Prefeituras têm adotado diferentes estratégias e propostas, que vão de aulas de estética a detenções, passando por multa e intervenção na venda de tinta. Por enquanto, porém, sem mudança drástica na paisagem dos centros urbanos.

Doria conseguiu , com cinco empresas, uma doação equivalente a R$ 900 mil para restaurar a iluminação da Ponte Estaiada, na zona sul, que havia sido desfigurada por pichadores.

A prefeitura plantará 9 mil mudas em trechos da 23 de Maio para criar paredes verdes na via.

Mas, mesmo criticado pelos grafiteiros  lançou no dia 26 de janeiro um projeto que prevê remunerar grafiteiros e pagar suas tintas, como parte de um museu a céu aberto espalhado pela cidade.

O programa, batizado como MAR (Museu de Arte de Rua), começará pela região do Baixo Augusta (centro da capital), e será reeditado a cada três meses em um bairro diferente da cidade.

Cumpriu sua promessa de campanha de elevar as velocidades nas marginais, reduzidas pela indústria de multas do PT, mas fez isso de modo consciente, para evitar o aumento de acidentes e criou o programa “Marginal Segura , para o qual conseguiu carros e motocicletas cedidos pela Honda.

Está cuidando do transporte público  com o BRT. O Rapidão –transporte rápido de ônibus ou BRT, na sigla em inglês– deve entrar em operação de forma experimental . Todos os ônibus nesses corredores vão ter GPS. A promessa de expandir o BRT na cidade vem desde a gestão de Celso Pitta (1997-2000), eleito sob a bandeira de construir o Fura-Fila.

Limitou o Leve Leite, que oferecia leite gratuitamente crianças de 0a 14 anos , sendo que o alimento é indispensável apenas para crianças de até 5 anos, gerando um gasto anual de R$ 330 milhões.  Esse programa foi criado em 1995 na gestão Paulo Maluf e nenhuma mudança  foi feita desde então.

“Não faz sentido um gasto público enorme, para oferecer leite a adolescentes”. João Dória.

De olho na publicidade gratuita e “convocadas” pelo próprio João Doria , cada vez mais empresas estão aceitando fazer doações de materiais e serviços para ajudar a implementar ações da Prefeitura de São Paulo.

Em um mês de mandato, ao menos 22 empresas já doaram itens que vão de banheiros públicos a veículos, passando também por serviços de limpeza. A esse total devem se somar outras 52 empresas  anunciadas como apoiadoras na construção de espaços de atendimento a moradores de rua.

Também empresário, o prefeito admite que tem telefonado pessoalmente para algumas das empresas, tentando despertar um espírito de competição entre concorrentes.

Quando aceitam participar, as companhias têm os nomes divulgados nos canais oficiais da prefeitura e até nas redes sociais de Doria. Porta-vozes das companhias também participam dos eventos oficiais.

As doações são uma estratégia de Doria para, em meio à crise financeira, apresentar resultados em programas criados logo no começo de sua gestão. A prefeitura não deu estimativa de quanto economizará com essas doações.

No dia 31 de janeiro, em encontro com empresários, Doria narrou o modus operandi para conseguir veículos gratuitamente para atuar na segurança de trânsito das marginais Tietê e Pinheiros, que tiveram seus limites de velocidade ampliados pelo tucano. A prefeitura anunciou doações das empresas Fiat, Yamaha, Honda e Mitsubishi –que totalizam cerca de R$ 1,6 milhão.

“Liguei para o senhor Yamaha, que também não conhecia, e disse: ‘Olha, seus concorrentes estão colaborando’. E eles também doaram 20 motos. Liguei também para Fiat, e disse: ‘Vai pegar mal uma empresa líder de mercado não colaborar’. E eles vão recuperar 102 veículos. E pedi ainda mais dois veículos”, disse.

A Mitsubishi e a Yamaha disseram ver ganhos para suas marcas com as doações.

Doadora de 114 projetores para a ponte Octavio Frias de Oliveira, a Philips diz que a ação reforça a responsabilidade social da empresa.

Também procurada por Doria, a Unilever dará itens de higiene a moradores de rua e administrará os banheiros do Ibirapuera. A empresa diz que “está sempre atenta a oportunidades de parcerias que possam impactar positivamente a vida das pessoas e que façam sentido para a companhia e as suas marcas”.

A empresa Peebox, especializada em banheiros químicos, viu na estratégia de Doria uma oportunidade de divulgar um produto recém-desenvolvido. “Tivemos uma exposição muito grande [depois da doação]”, afirma o diretor da empresa, Plínio Pimentel.

Em um país em que propina tornou-se prática comum, a estratégia de Dória surpreendeu, havendo até aqueles que buscaram ilegalidade onde ela não existe, mas sim uma prática legítima que não era adotada por nenhum administrador.

Em apenas dois meses de mandato foi aprovado pelas pesquisas de opinião do Datafolha. Segundo o levantamento, 44% consideram que o tucano, eleito no primeiro turno, está fazendo uma gestão boa ou ótima. Outros 33% avaliam seu governo como regular, 13%, ruim ou péssimo, e 10% não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.Haddad tinha 17% no final de sua gestão.

Doria, mostrou que tem plenas condições de alçar voos maiores e logo de cara fez uma viagem internacional a Dubai e Abu Dhabi, nos  Emirados Árabes para reuniões com investidores interessados em uma série de parcerias, incluindo a privatização do autódromo de Interlagos.  Reuniu-se com fundos de investimentos, incluindo uma passagem pelo Qatar, para um programa de 55 privatizações, PPPs e parcerias.

Doria foi recebido pelo príncipe Hamed Bin Zayerd Al Nahyan, irmão do presidente de Abu Dhabi, dono de um fundo de US$ 900 bilhões. Como nenhuma autoridade brasileira ainda havia se encontrado com ele, Doria perguntou  o motivo: “ Não gosto de políticos. O senhor é um gestor. Por isso, eu o recebi”.

O Anhembi e o autódromo de Interlagos serão privatizados. Os demais 53 lotes serão administrados em PPPs e parcerias. A viagem a Dubai foi custeada pelo World Government Summit, um encontro internacional dedicado à gestão pública, sem custo para a prefeitura.

Doria irá fazer um monumental plano de desestatização, mas diferenciado. De acordo com o projeto, a ser enviado em março para a Câmara Municipal, os recursos obtidos com as concessões e privatizações não serão alocados no caixa comum da prefeitura para evitar que sejam utilizados no custeio da máquina –como salários, aquisição de bens de consumo e manutenção de equipamentos públicos. O dinheiro irá para um fundo de investimentos, a ser instituído com o objetivo de viabilizar projetos nas cinco áreas consideradas pelo prefeito como estratégicas: saúde, educação, mobilidade urbana, moradia e segurança.

Doria cuidou da limpeza da cidade com o programa de zeladoria Cidade Linda  que podem ter influenciado “de forma positiva” a população e, dessa forma, reduzido o descarte de lixo na cidade de São Paulo.

A gestão João Doria publicou  decreto determinando que os serviços de transporte de pessoal na Prefeitura sejam feitos por aplicativos, sejam carros tipo Uber ou Cabify, sejam táxis chamados pelos apps e assim a prefeitura vai economizar com frotas alugadas.

João Doria (PSDB) ampliou o prazo para cumprir a promessa de zerar a fila por vagas em creches em São Paulo. Agora, ele promete zerar o déficit em creches  até 30 março de 2018.  A expansão nas vagas equivale à abertura de 410 creches para 160 crianças cada.

A aposta do governo tucano é financiar o aumento de vagas por meio de doações de empresas e pessoas físicas ao Fumcad (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente).

Após dois mandatos com aumentos de IPTU (imposto sobre imóveis) acima da inflação, a gestão João Doria (PSDB) deve em função da retração do mercado imobiliário  anunciar no final deste ano um reajuste do tributo que não deve ultrapassar a correção inflacionária.

A expectativa é da própria administração, que, por lei, deverá mandar para a Câmara Municipal até outubro a nova Planta Genérica de Valores (PGV), que é a base de cálculo para a cobrança do imposto, com os valores de reajustes previstos para 2018.

Doria quer se livrar do desgaste sofrido pelo seu antecessor , Fernando Haddad , que tentou promover um reajuste de até 35% e, 2-14. A alta foi barrada na Justiça depois de pedidos do próprio PSDB e da Fiesp.

Será um fato inédito porque todos os prefeitos até então desconsideraram a evolução do mercado imobiliário para corrigir valores de IPTU.

A segunda lista de Janot representa o adeus de Geraldo Alckmin à candidatura presidencial. Janot pediu ao STF que envie as delações ao Superior Tribunal de Justiça, onde eles têm foro.

Geraldo Alckmin (PSDB-SP), está na lista. Executivos da Odebrecht citaram duas pessoas próximas a Alckmin como intermediárias dos repasses e afirmam que não chegaram a discutir o assunto com o governador.

Segundo matéria publicada na revista Veja, o “Santo”, citado em planilhas da Odebrecht para pagamento de propina é o governador de São Paulo , Geraldo Alckmin.

A apelido “Santo”, aparece associado em papéis da empreiteira  a uma obra do governo Alckmin de 2002, a duplicação da rodovia Mogi-Dutra. Os documentos traziam as seguintes anotações : “ valor da obra = 68.730.000 ( 95% do preço DER) e “custos c/ santo = 2.436.500”. .

Os investigadores também encontraram referência a “santo”  em obras da Linha 4 do metrô. Em 2004, por e-mail, Marcio Pellegrini, executivo da Odebrecht, responsável pelo contrato da Linha 4 , menciona a diretores da construtora a necessidade de fazer um repasse de R$ 500 mil para uma ajuda de campanha “ com vistas a nossos interesses locais”. Novamente o beneficiário atendia pelo codinome “santo”.

Todos os contatos foram feitos por meio de assessores e secretários.

A Odebrecht afirmou  no acordo de delação premiada que realizou pagamento de caixa dois, em dinheiro vivo , para as campanhas de 2010 e 2014 do governador de São Paulo, Gerado Alckmin.

Segundo a delação, R$ 2 milhões foram repassados ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama , Lu Alckmin , no escritório de Ribeiro, em São Paulo. Em 2010, Alckmin foi eleito com 50,63% dos votos válidos.

Em 2014, o caixa dois para a campanha à reeleição de Alckmin , teve como um dos operadores , o hoje secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político de confiança do governador.

Ele era chamado de “MM”. Alckmin foi reeleito com 57% dos votos.

Os executivos afirmam que não chegaram a discutir o assunto diretamente com Alckmin.

Dados do TSE  indicam que não há doações diretas da Odebrecht  à conta da candidatura de Alckmin em 2010 e 2014 , o que confirma o caixa dois.

O codinome de Alckmin nas listas de propina e caixa dois da empreiteira era “santo”.  O apelido aparece associado nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal à duplicação da rodovia Mogi-Dutra, uma obra do governo Alckmin de 2002.

O mesmo codinome é citado em e-mail de 2004, enviado por Marcio Pelegrino , que gerenciou a construção da linha 4- Amarela do Metrô em São Paulo. Na mensagem, Pelegrino diz que  era preciso fazer um repasse de R$ 500 mil  para a campanha “ com vistas a nossos interesses locais” e afirma que o suposto beneficiário do suborno era  o “santo”.

Fernando Collor de Mello , quando  comunicou em janeiro  de 1989 que seria candidato à presidência da República pelo PRN , uma sigla quase fantasma , que só tinha um deputado , ninguém acreditou em seu sucesso . Prefeito indicado de Maceió , e governador eleito de Alagoas , com apenas 40 anos de idade , acabou tornando-se um fenômeno eleitoral e contra todos os prognósticos , partiu de 1% nas pesquisa e apresentou ascensão meteórica e elegeu-se presidente da República , derrotando políticos tradicionais como Lula , Brizola , Covas , Maluf , Afif e Ulisses  .

Collor no segundo turno obteve 51,5% dos votos válidos contra 48,5% de Lula e em 18 de dezembro de 1989 , se tornou  presidente. Mas Collor era um corrupto e frustrou toda a população brasileira.  Doria não é corrupto e em pouco tempo já mostrou que é um administrador extremamente capaz e criativo.

Segundo o Painel da Folha, com as menções a Geraldo Alckmin e Aécio Neves da Lava Jato, a defesa da candidatura de João Dória à Presidência em 2018 se tornou discurso corrente dentro do PSDB.  Dirigentes da sigla dizem que não se trata mais de afinidade, mas de escolher entre a chance de vitória e a certeza de uma derrota .

Lula está fora,  réu em quatro processos. Felizmente temos João Doria.E Doria já tem seguidores. O pastor Silas Malafaia afirma : “ Se não descambar , Doria vai fazer um bem danado para o Brasil. Desconfio que ele será um ótimo presidente”.

Doria é um camarada inteligentíssimo, espero que ele não decepcione, em tudo para, no futuro, alçar voos maiores”.

Se Doria fez tudo o que fez , em apenas pouco mais de dois meses na prefeitura de São Paulo, pode-se imaginar o que poderá fazer em quatro anos na presidência do país.

Seja bem vindo presidente, o Brasil está precisando de sua competência e criatividade.

Edson Leal
em
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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