Gestão como Ciência de desenvolvimento

No artigo anterior intitulado “Por que gestão? Por que gestores?”, falei sobre a mudança do modelo de desenvolvimento organizacional ocorrido após a Segunda Guerra Mundial, onde a complexidade e a velocidade atuaram como forças abruptas que exigiram uma nova abordagem gerencial. A partir daí, surgiu a Ciência Administrativa que foi validada, pela primeira vez na história, pelo professor Peter Drucker em seu livro “A prática da Gestão” de 1954. Mundialmente, esse pode ser considerado o marco inicial da Gestão como Ciência.

A Ciência Administrativa surgiu pelas necessidades das organizações e das sociedades obterem desempenho. Entretanto, o trabalho sempre existiu desde os nossos ancestrais mais antigos. Seja de forma individual, seja através de grupos ou mesmo de equipes, o trabalho sempre foi exercido desde a idade da pedra. O que valida a Ciência da Gestão como essencial é o fato de que tudo, absolutamente tudo, mudou drasticamente em complexidade, em volume e em velocidade. As necessidades e as urgências mudaram, inclusive, o trabalho em si.

Observando por este ângulo fica mais fácil compreender o porquê das, então até utilizadas, outras Ciências não serem capazes de lidar com essas novas abordagens gerenciais por si só. Quando olhamos pelo retrovisor do tempo, podemos perceber que nem as engenharias produtivas, e nem as Ciências Humanas puderam, de fato, encontrar formas adequadas de gerenciamento para o desempenho Organizacional. E coloco o termo “Organizacional” em letra maiúscula propositalmente, pois me refiro ao “todo”.

Se até os anos 1940 o foco gerencial era estritamente “mecânico”, com foco em temporização, métodos e técnicas rígidas e preestabelecidas para a produtividade, o período pós-guerra ascendeu tantos desafios gerencias que não poderiam ser, de fato, superados sem o surgimento da Gestão como Ciência. Mas por que Ciência? Porque a Gestão é orgânica, não é mecânica. E como toda e qualquer Ciência – com exceção às Ciências Exatas – que tem o atributo da organicidade como sua essência, com a Gestão não é diferente.



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Muito se tem falado sobre o termo Gestão. Atualmente, existe Gestão para quase tudo. Sabemos da importância de se ter uma adequada Gestão para a nossa vida, para o nosso Governo e para a empresa em que trabalhamos. Isso é bom. Entretanto, quem sabe dizer o que realmente vem a ser um Gestor ou, mesmo, uma Gestão? A resposta deve ser sempre a mesma: responsabilidade e responsabilização sobre o desempenho organizacional. Onde não há isso, não há Gestor e não há Gestão. Nesse caso, o trabalho sempre estará por ser feito.

Portanto, a Organização não existe sem Gestão e, por conseguinte, a Gestão não existe sem Gestores. Entretanto para que haja Gestão, Gestores precisam ser responsabilizáveis e responsabilizados por desempenho. O trabalho sempre existirá, pois sempre haverá uma empresa que precisará ser administrada. Agora, a única escolha será entre fazer um bom ou um mau trabalho. E isso sempre fará uma grande diferença. Eis a relevância da Gestão.


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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