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A ESQUERDA RAIVOSA – A NOVA OPOSIÇÃO NO BRASIL

 

 

O impeachment de Dilma Rousseff significou o fim de 13 anos do PT no poder e muito mais do que isso porque o objetivo era alcançar 24 anos, 8 com Lula, 8 com Dilma e mais 8 com Lula.

Com a saída de Dilma o PT deixa de ser governo após 13 anos e passa a ser oposição e cabe a nós brasileiros acompanhar para ver como será o comportamento dessa nova oposição. Durante o governo do PT a oposição comportou-se civilizadamente, restringindo-se às votações no Congresso Nacional.

Não houve movimentos de paralisação de ruas e avenidas, depredações, invasões, a não ser a dos próprios movimentos de esquerda como o MST e o MTST.

A grande mobilização que ocorreu foi do próprio povo que saiu às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, mas milhões foram às ruas de forma civilizada, sem ter quebrado um vidro sequer.

Agora, poucos dias depois da saída definitiva do poder, a nova oposição dá o tom.

Dilma Rousseff, reunida com apoiadores, fez um discurso raivoso de 13 minutos no dia 31 de agosto no saguão de entrada do Palácio da Alvorada, mostrando que houve “fraude” e vai haver oposição enérgica a Temer.

“Apropriaram-se do poder por meio de um golpe de Estado”… [golpe] parlamentar, desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica…

Ouçam bem. Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos nós vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis aprovadas e sancionadas a partir de 2003, a aprofundadas em meu governo, levem justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

Essa história não acaba assim. Estou certa de que a interrupção deste processo pelo golpe de Estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Isso foi apenas o começo. Vai atingir indistintamente qualquer organização progressista e democrática. O golpe é contra o povo, contra a nação, é misógino, é homofóbico, é fascista.

O senador Humberto Costa (PT-PE), prometeu: “Vamos fazer uma oposição muito dura”. Combater qualquer tentativa de retirar do povo pobre qualquer conquista, especialmente as dos últimos anos.

Obviamente não faremos oposição ao Brasil. Não vamos reproduzir a maneira que esses segmentos nos fizeram oposição.  Mas vamos atuar de maneira firme contra as medidas desse governo”. Evidentemente isso é mentira. Pois ao agir para sabotar o governo Temer, o PT estará atuando contra o Brasil.

Mas, rapidamente, Black Blocs, que estavam desaparecidos, saíram às ruas de São Paulo fazendo o de sempre. Destruindo patrimônio público, depredando agências bancárias, com a impunidade das máscaras.

Michel Temer classificou, no dia 3 de agosto, em Hangzhou os atos de inexpressivos: São pequenos grupos, parece que são grupos mínimos, né? Não tenho numericamente, mas são 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso. No conjunto de 204 milhões de brasileiros acho que isso é inexpressivo. O que preocupa isso sim, é que confunde o direito à manifestação, com o direito à depredação”.

Questionado se as manifestações não comprometiam o início de seu governo, rebateu: “As 40 pessoas que quebram carro? Precisa perguntar para os 204 milhões de brasileiros e para os membros do Congresso que resolveram decretar o impeachment”.

A oposição, devido ao pequeno número nas primeiras manifestações, decidiu fazer uma maior. As frentes de esquerda, Povo sem Medo e Brasil Popular, compostas por movimentos como o MTST e CMP (Central de Movimentos Populares), convocaram seus militantes.

Em São Paulo foi realizado no dia 4 de setembro um ato pedindo a saída de Temer e a realização de novas eleições diretas desta vez com milhares de pessoas e à frente estavam o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), a candidata á prefeita Luiza Erundina (PSOL) e o candidato a vereador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Ou seja, não é uma manifestação de oposição. É uma manifestação que defende um golpe, com a substituição do governo atual por outro.  Para esta esquerda raivosa não se trata de discutir erros e acertos do novo governo. Por definição ele é ilegítimo e deve ser derrubado, porque não se aceita o impeachment, ou seja, não se aceita a derrota.

Mas logo em cima do Michel Temer? J.R.Guzzo destaca que nunca houve a menor necessidade de ficar com raiva dele. Em mais de quarenta anos de política, Temer nada fez para merecer paixões – e muito menos ódio.

Lindbergh Farias é um dos líderes do inconformismo do PT à derrota que sofreu: “São Paulo está sendo o principal centro de resistência ao governo Temer, é aqui que está tendo passeata dia a dia”.  Ele afirmou que estuda entrar, junto com Teixeira, com uma representação contra a violência da polícia na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Ou seja, os petistas agora estão se tornando contumazes em ignorar as instituições nacionais e enxovalhar o Brasil, recorrendo a instituições internacionais.

Como em outras manifestações, os terroristas black blocs estavam presentes. Durante a manifestação foram obrigados a tirar as máscaras por outros participantes, mas no final, após o encerramento do ato, os adeptos da tática black bloc começaram a agir, o que fez a PM responder com bombas. (F S P, 5.9.2016, p. A-6).

Cartazes de Fora Temer, Governo Golpista eram comuns. O radicalismo de manifestantes era tão grande que no final da manifestação, no Largo da Batata, foi queimado um caixão representando o enterro do governo Temer.

Temer não tem nem uma semana de governo efetivo e menos de cem dias de governo interino e todos estão pedindo nas ruas a sua saída, acusando o governo de ser ilegítimo.

Porém, o que o PT, o PC do B não podem esquecer é de que Dilma Rousseff quebrou o Brasil e boa parte das medidas que estão sendo cogitadas pela equipe econômica de Temer são decorrentes da necessidade de consertar os erros de política econômica de Dilma ou de fazer as reformas estruturais e, portanto impopulares que ela deveria ter feito, mas não o fez.

O cenário que Dilma deixou é de terra arrasada. A queda na atividade econômica só encontra paralelo nas maiores crises dos últimos 80 anos. O desemprego bate recorde todo mês e já chega a 12 em cada 100 brasileiros da força produtiva.

A inflação corrói o poder de compra, sobretudo da população mais pobre e a perda acumulada da renda per capita é de quase 10%.

A dívida pública estourou, consumindo 17 pontos do PIB em três anos e a conta vai punir os brasileiros por longos anos à frente.

A corrupção, entranhada na máquina pública, chegou a um nível que nunca se viu antes no país.

A política econômica equivocada, centrada no papel intervencionista do Estado, iniciada no segundo mandato de Lula a aprofundada por Dilma, com três anos de recessão, levou o país a deixar de produzir R$ 1,5 trilhão em riquezas desde 2014 e mais de R$ 670 bilhões deixaram de ser investidos na construção, em equipamentos e na modernização de empresas. O cenário que fica é de uma economia em ruínas.

A gastança correu solta. No Ministério da Educação, desde 2007 foram admitidos 106.000 servidores – 26 vezes o aumento registrado de 1997 a 2006. Com isso a despesa da pasta aumentou 300% acima da inflação de 2004 a 2014.

Na Previdência nada foi feito e no caso dos trabalhadores rurais, o escândalo é brutal. Contribuem com 2% do total arrecadado e consomem 26% dos benefícios. A fraude na previdência rural é de 30%.

Nos últimos 18 meses, 6 milhões de pessoas engrossaram o contingente de desempregados no país. Mais de 1.000 empresas entraram em recuperação judicial de janeiro a julho.

O PIB caiu 0,1% em 2014, 3,8% em 2015 e deve cair 3% em 2016. A taxa de investimento caiu de 20,2% do PIB em 2014, para 16,7% em 2016.

Graças ao atraso, o rendimento per capita do Brasil passou de US$ 4.660 em 1970, para US$ 11.200 em 2015. Mas, no mesmo período, a Coréia do Sul, avançou 12 vezes, de US$ 1.960 para US$ 25 mil.

O comunista Guilherme Boulos, líder do MTST e o petista Lindbergh Farias, em artigo na Folha de São Paulo deixam claro o que é esquerda raivosa.

Primeiro, por definição afirmam que toda ação da Polícia Militar para controlar as manifestações é truculenta: “Como reação à manifestação pacífica, a PM paulista protagonizou cenas de selvageria após o encerramento do ato. Policiais provocaram e atacaram os manifestantes de forma gratuita, quando estes já se dispersavam. Ficou evidente a premeditação e determinação política da ação policial”.

Segundo, o reconhecimento de que não se aceita a derrota no impeachment de jeito nenhum: “Já atacaram a soberania do voto popular e derrubaram uma presidente da República que não cometeu crime”.

Terceiro, fica claro que o estelionato eleitoral é uma prática generalizada na esquerda, ao espalhar mentiras: “Pretendem ainda aplicar um programa de ataque aos direitos sociais que jamais seria eleito pelo povo brasileiro”. (F S P, 8.9.2016, p. A-3).

Mas, mentiras não é um atributo apenas de políticos e ativistas de esquerda. Também é de articulistas. Vladimir Safatle escreveu na Folha de São Paulo: “Agora, 62% da população quer que o Sr. Michel Temer devolva ao povo o cargo que ele usurpou e convoque eleições gerais”.

De qual pesquisa o Sr. Safatle tirou esses 62%? Por acaso por um passe de mágica 10% virou 62%?  Os grupos de esquerda e movimentos sociais são minoria na população, mas são muito ativos e por isso parecem em muito maior número do que realmente são.

O Sr. Safatle também comunga da ideia de que a PM por definição é truculenta: “Michel Temer, ao tomar de assalto a República, prometeu ao país a ‘pacificação’. Na sua novilíngua isto significa: bomba, bala e cadeia preventiva”. (F S P, 9.9.2016, p. C-8)

No feriado do Sete de Setembro as vaias contra Michel Temer se alastraram por 25 Estados e mais o Distrito Federal, e reuniram cerca de 230.000 pessoas, mas eram sindicalistas, militantes da UNE e de movimentos sociais ligados ao PT, PC do B e PSOL.

Segundo avaliação da ABIN, os protestos são localizados, “partidários”, protagonizados por petistas e simpatizantes e movimentos sociais que estão na órbita do ex-presidente Lula. “É a turma que perdeu a boquinha”.

Manifestantes contrários ao presidente Michel Temer voltaram a se reunir na Avenida Paulista no domingo dia 11 e marcharam até o Parque Ibirapuera.

Eram em número menor do que no ato do final de semana anterior e contaram com a previsível presença de Fernando Haddad e Luiz Erundina que por atitudes como essa não vão passar de 20% no total de votos. Também Lindbergh Farias estava lá, dando o tom petista à manifestação.

O que é comum às manifestações com este tipo de gente é que sempre terminam em encrenca, ou seja, buscam o confronto com a Polícia Militar propositalmente para dizer que estão sendo objeto de violência policial.

Mas, neste caso, a máscara caiu, ou melhor, as máscaras caíram. No final três pessoas foram detidas pela PM durante uma confusão antes da passeata e levadas para o 78º Distrito Policial.

Eram mascarados, portavam pedras, um soco inglês, bola de gude, uma faca e um triturador de maconha.

Ou seja, quem é a pessoa que pode dizer que vai pacificamente a uma manifestação portando máscaras, pedras, bolas de gude que funcionam como pedras, faca e soco inglês?

Rui Falcão, que estava no ato discursou “Temos que derrota-los nas ruas e também nas urnas”.  É só aguardar a votação do PT em outubro, para vermos a realidade atual do partido.

O secretário de comunicação de Michel Temer, Márcio Freitas, afirma não ser verdade que, com base em pesquisas, o governo tenha concluído que perdeu o “timing” para rebater o xingamento de “golpista”. A questão do golpe só pegou nos segmentos já convertidos.” Funciona como discurso de aglutinação de setores da esquerda”, “É um segmento importante, mas isso não se expandiu para toda a sociedade”. Mas, para isso Temer tem que mostrar que seu governo é realmente eficiente.

 

 

Edson Leal
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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