ENSINO PÚBLICO NO BRASIL- UM DOS PIORES DO MUNDO

 

A edição 2015 do Pisa, a principal avaliação de educação básica do mundo, organizada pela OCDE, mostrou a realidade, ou seja, que a educação brasileira é uma das piores do mundo. E com a ocupação de escolas em 2016, por um numeroso bando de desocupados que não gosta de estudar, os dados vão piorar ainda mais.

Pela segunda edição consecutiva, o país não avança nas três áreas avaliadas: matemática, leitura e ciências. O Pisa avalia jovens de 15 e 16 anos a cada três anos.

O Brasil estagnou e segue nas piores colocações em uma comparação com outros 69 países e territórios.



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Em Leitura, a média dos países ricos é 493, o primeiro Cingapura tem 535 e o Brasil está em 59º lugar com 407.

Em Ciências, a média dos países ricos é 493, o primeiro Cingapura tem 556 e o Brasil amarga o 63º lugar com 401.

Em Matemática, a média dos países ricos é 490, o primeiro, mais uma vez, Cingapura tem 564 e o Brasil está n distante 44º lugar com 377.

A situação é tão catastrófica que mais de 70% dos alunos não chegaram ao nível 2 da avaliação, considerado básico e o mínimo para exercer a cidadania.

O ensino público de São Paulo, com as reformas que fez implantando ciclos, e substituindo notas por conceitos é um fracasso total.  São Paulo estagnou em leitura, matemática e ciências. Entre os Estados ficou em 5º em matemática e leitura e em 6º em Ciências. Considerando sua maior média de avaliação, 417 em leitura, o Estado estaria na 59ª posição se fosse um país.

Além de ficar longe do topo, o Brasil também é superado por nações com contextos parecidos. Colômbia e México têm proporções de alunos pobres similares (mais de 40% do total), investimento por aluno inferior, mas tiveram resultados melhores.

Fizeram o teste 23 mil estudantes de 841 escolas, 78% do ensino médio e 74% de redes estaduais. Por incrível que possa parecer, considerando só a rede particular, as notas também ficaram abaixo da média de países ricos em matemática e ciências.  Em leitura, é a mesma da média OCDE, mas distante dos primeiros lugares.

Ou seja, os alunos da elite brasileira ficam lado a lado com os apenas medianos dos países da OCDE. Os alunos brasileiros que estão entre os 10% melhores têm desempenho semelhante ao do grupo dos 10% piores de Xangai.

Aos 16 anos a maioria não consegue depreender o significado de um texto de jornal, não relaciona as informações em uma redação simples, tropeça em problemas matemáticos de baixa complexidade, não sabe calcular a área de um quadrado e ignora o funcionamento de um neurônio.



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Portanto o que o PISA mostra é o que já sabemos, O ensino público no Brasil é uma porcaria.

É inadmissível que alunos permaneçam 11 anos de sua vida em escolas, do ensino básico ao médio e saiam desqualificados.

Há exceções, mas são minoria. Essas escolas com bom desempenho, que são poucas, devem ser identificadas, valorizadas e o que fazem replicado para todas as outras.

Mas, o ensino é ruim no Brasil e sabemos o por que.  Infelizmente, predominaram entre uma maioria de pedagogos, teorias de intelectuais coais como Jean Piaget e Paulo Freire.

Com base nestas teorias o professor foi desqualificado e tornou-se apenas um “facilitador de aprendizagem”, ou seja, o professor não deveria ensinar nada, apenas ajudar os alunos a aprender.

Na esteira dessas ideias equivocadas, sedimentou-se a noção de que o aluno era um coitadinho e que a escola não poderia ser um instrumento de frustração para o mesmo. Então era a escola que deveria se adaptar ao aluno e não o contrário.

O problema da repetência tornou-se drástico e foi resolvido através de expedientes para facilitar a aprovação do aluno.

Tudo errado. Não é a escola que deve se adaptar ao aluno, mas o contrário.  Escolas tem a missão de treinar crianças e jovens para o mundo e a realidade não de adapta às pessoas, mas as pessoas é que se adaptam a realidade.

Por isso, para evitar a reprovação por série, criaram-se ciclos. Então, ao invés de ser avaliado ano a ano, desapareceu o conceito de avaliação e o aluno passou apenas a ser avaliado ao final de ciclos, com quatro ou cinco anos entre eles.

Para evitar o trauma de notas de zero a quatro, criaram-se conceitos, A, C, C, D e E, sendo E significando de zero a quatro, ou seja, nada.

E mesmo que, se com ciclos, conceitos e tudo, o aluno ainda assim não tivesse aprovação em uma determinada disciplina, criaram-se conselhos de classe no final do ano, onde em muitas escolas este conselho pode mudar a nota e aprovar o aluno.

Ou seja, precisamos de uma mudança no ensino, não apenas em questões de disciplinas, carga horária, mas de filosofia de ensino. Precisamos uma transformação radical que signifique voltar tudo aquilo que existia antes e que não deveria ter sido alterado.

Isso significa notas de zero a dez, ensino em séries e não em ciclos e reprovação sem dó, daquele aluno que não consegue nota igual ou superior a cinco, aceitando-se até duas dependências por ano.

È preciso valorizar o trabalho do professor e exigir que ele seja extremamente rigoroso em suas avaliações. Se o aluno não está gostando e vai sair da escola. Azar dele. Para uma pessoa ser bem sucedida na sociedade, para ter um salário melhor, é preciso escolaridade de no mínimo o segundo grau completo e, portanto, se o aluno quer garantir um futuro melhor, então que se dedique mais à escola e estude, pois é isso o que poucos estão fazendo.

O sistema educacional brasileiro é tão ruim que João Batista Oliveira do Instituto Alfa e Beto afirma: “Não parece razoável colocar mais e mais verbas em um sistema que não funciona”.

Singapura e Finlândia pagando melhor os professores conseguiram levar os 30% melhores alunos do colégio para as faculdades de pedagogia. No Brasil são os 30% piores que tomam este rumo.

O físico alemão Andreas Schleicher, 52, comparou o currículo de matemática do Brasil ao do de Singapura. O do Brasil é o triplo, mas os alunos de Singapura estão no topo e os do Brasil entre os últimos.

Ele alerta que Pedagogia é terreno fértil para crenças e ideologias de todo tipo, algo que deveria ser evitado, mas que no Brasil isso ocorreu à farta com a esquerdização do ensino. Esqueceu-se que “Educação também é ciência”.


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Edson Leal

Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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