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ECONOMIA BRASILEIRA – O DESASTRE CONFIRMADO

Pior recessão da história

Os dados divulgados pelo IBGE mostram o tamanho do desastre causado pela administração Dilma Rousseff ao Brasil.

Desde 2014, ano de início da crise, o PIB per capita (o valor total do PIB dividido pela população) caiu 9,1%, de acordo com o IBGE. É o maior tombo no indicador desde 2000, que chegou a R$ 30.407 no ano passado.  São 11 trimestres de recessão.

Segundo Clóvis Rossi, não é recessão, é um crime. Um crime de lesa pátria praticado por Dilma Rousseff.

Na história econômica brasileira, o país teve outros 11 trimestres de recessão no terceiro trimestre de 1989 ao primeiro trimestre de 1992, mas a queda no PIB foi um pouco menor, de 7,7%. Portanto a de 2014/2016 é a maior da história.

Ou seja, a situação era tão grave que Michel Temer não conseguiu reverter o tamanho do desastre, mesmo com uma equipe econômica competente e o PIB em 2016, ainda teve contração de 3,6%.

Enquanto isso, o PIB total cresceu 0,5% em 2014 e caiu 7,2% no acumulado de 2015 e 2016.

De modo semelhante, o consumo das famílias caiu 4,2% em 2016, queda ainda maior do que a contração de 3,9% já registrada em 2015.

Acompanhou a queda do PIB o aumento do desemprego que chegou a 13 milhões e com o desemprego aumentou o endividamento das famílias. Com a queda na renda, caiu o nível de consumo e despencou a produção industrial.

O consumo teve queda de 3,9% em 2015 e 4,2% em 2016. O setor de serviços que mais emprega e representa 73% das riquezas produzidas no país teve contração de 2,7% em 2016, completando oito trimestres consecutivos em queda.

Pela primeira vez desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 1996, todos os principais indicadores do PIB tiveram recuo. Houve queda no investimento (10,2%), na agropecuária (6,6%), no consumo das famílias (4,2%) e na indústria (3,8%).

Dadas as atuais estimativas de crescimento, o Brasil só vai retomar o mesmo nível de renda média de 2013, em 2023, ou seja, vai alcançar uma década inteira de estagnação. Ou seja, são dez anos perdidos.

A profundidade da recessão brasileira nos últimos dois anos só perdeu para contrações registradas por países que vivem situações históricas excepcionais.

Uma das maiores mentiras faladas por Dilma Rousseff é que culpa da crise que ela criou era da economia internacional, mas os números mostram o total equícovo.

Levantamento com dados de 52 nações mostra que apenas Venezuela (-12,8%) e Ucrânia (-8,9%) registraram retrações maiores que a acumulada pelo Brasil (7,2%) entre 2015 e 2016.

A Venezuela detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, com o bolivarismo de Hugo Chávez, que vem sendo mantido por Nicolás Maduro conseguiu destruir a economia, mergulhando o país em uma crise histórica e que continua, com o povo passando fome e com falta de remédios.

A situação da Venezuela é muito mais grave que a do Brasil porque o chavismo, diferentemente do petismo, conseguiu assumir o controle de todas as instâncias do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.

A realização de eleições que levaram à perda de controle da Assembleia Legislativa mostrou-se totalmente ineficaz face ao controle total do Poder Judiciário e com isso o regime se mantém de forma ditatorial com um verniz democrático.

O Poder Judiciário, dominado pelo chavismo, está anulando todas as iniciativas da Assembleia.

Desde 2014, os venezuelanos já viram a economia encolher 18,8% e já são cinco recessões entre as maiores registradas em quarenta países desde 1989.

No Brasil, felizmente o petismo, apesar de ter um plano de controle do poder por 20 anos e que levou ao uso generalizado de propina para fins eleitorais, não conseguiu controlar o Poder Judiciário e nem o Poder Legislativo e por isso é que o impeachment foi vitorioso.

No caso da Venezuela, como Nicolás Maduro continua no poder e continua mantendo as políticas chavistas, a cada dia a crise no país fica mais grave porque o modelo chavista é totalmente incompatível com crescimento econômico. Por esta razão, muitos venezuelanos já perderam a esperança e começam a migrar para outros países como o Brasil.

Já a Ucrânia, apesar de sinais recentes de estabilização, foi profundamente afetada pelo conflito com a Rússia iniciado três anos atrás. Ou seja, a Ucrânia enfrentou uma guerra civil, um regime de exceção que explica o mau desempenho econômico.

Por isso, a queda na Ucrânia foi muito mais grave, de 50,6% de 1992 a 1999, a maior dos últimos 30 anos.

Mas, na América Latina, a Colômbia cresceu 49% desde 2007, e o Chile, 40%.

Nos últimos dez anos, o PIB da China e o da Índia mais que dobraram, e o da Indonésia teve expansão de 75%. Já o do Brasil cresceu somente 22%. A Índia é um país com tamanho semelhante ao do Brasil e apresentou crescimento de 7,2% em 2015 e de 7,1% em 2016 e deve continuar nesta toada nos próximos anos.

Então a crise brasileira foi doméstica, produzida pelos sucessivos erros de política econômica de Dilma Rousseff e sua equipe.

Mesmo com Michel Temer nomeando uma equipe econômica competente, a economia brasileira encolheu 0,9% no último trimestre de 2016. Pode-se imaginar o que iria acontecer se Dilma não tivesse saído da presidência.

Há consenso no mercado de que a retomada deve começar até o segundo semestre, com o PIB fechando o ano com alta entre 0,5% e 1%.

A dúvida que resta ainda, contudo, é quanto à velocidade com que essa retomada poderá ocorrer.

Em 2017, dizem os economistas, o país parece mais previsível: a inflação tem desacelerado, os juros estão caindo, a agricultura voltou aos trilhos e o governo de Michel Temer parece que conseguirá passar no Parlamento as reformas prometidas. Ou seja, como dizem alguns, já passou a sensação de que a economia brasileira era um trem desgovernado. As políticas irresponsáveis foram deixadas para trás.

A injeção de recursos na economia com a possibilidade de saque das contas inativas do FGTS e novas concessões de serviços públicos são fatores que alimentam expectativas.

A queda na Selic dará impulso a projetos com retornos que antes pareciam inviáveis frente aos juros altos, e vai produzir uma queda considerável no custo das empresas endividadas.

Isso trará de volta os lucros das empresas e com eles os investimentos.

A agricultura e a indústria são os setores com maiores possibilidades de retomada no curto prazo, segundo economistas. Esses segmentos poderão puxar investimentos em máquinas e equipamentos, os chamados bens de capital.

A indústria tem reduzido os estoques e chegará o momento em que será necessário investimento em pessoal ou produção. Em dezembro passado, a produção industrial teve alta de 2,3% em relação a novembro, o que já pode ser interpretado como um indicador de retomada econômica.

A aprovação do teto de gastos, sinalizando responsabilidade nos gastos públicos, e a aprovação da reforma da previdência ainda que com mudanças no texto base, pois é muito radical, também terão impacto positivo.

A redução da taxa Selic terá um fenomenal impacto na diminuição do custo da dívida pública.

Portanto, o estrago está feito e felizmente a causa do mal foi removida. Agora segue o duro trabalho para recolocar a economia nos trilhos depois de cinco anos de incompetência.

Não há receitas superestimadas e não há despesas subestimadas. Estamos livres das pedaladas fiscais e da contabilidade criativa.

Estamos livres de um governo que instituiu a propina como modo de contratação de obras públicas, que encheu os altos escalões da administração e das empresas públicas de militantes e sindicalistas, sem nenhuma competência e qualificação e que nos legou como resultado a maior dívida pública da história do país.

Destruiu a Petrobrás e a Eletrobrás e desvirtuou completamente as agências reguladoras e acabou com o superávit primário, chegando a um déficit público que beirou os R$ 200 bilhões.

Gastos absurdos do governo federal no Fies, na Previdência e seguro desemprego estão sendo equacionados.

Há espaço ainda para redução de subsídios que não foi feita, mas deveria ter ocorrido.

A Operação Lava Jato segue seu curso no imenso trabalho para limpar o Brasil.

Temos que ficar vigilantes porque nesse processo, os políticos tudo farão para salvar sua pele como mostram as tentativas de acabar com o crime de caixa dois eleitoral e manter sua impunidade. E pior, o maior responsável por este desastre ameaça voltar, colocando-se como salvador da pátria.  E pior ainda, tem gente que acredita nele. E ela também quer voltar. Será que vai conseguir sair na rua depois deste desastre?

 

 

 

Edson Leal
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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