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ECONOMIA BRASILEIRA – FELIZ 2017

No começo de 2016, estávamos desejando Feliz  2017, porque estava claro que o Brasil não tinha governo.

Escrevi aqui em janeiro de 2016: “Infelizmente teremos um ano com mais desemprego , mais inflação, mais dívida e temos que torcer para que a situação melhore em 2017, pois 2016 está perdido”.

E as perspectivas negativas acabaram se consolidando, com recessão de 3,6%, inflação de 6,5%, dívida pública em crescimento, déficit público de quase R$ 170 bilhões e 12 milhões de desempregados.

Felizmente , Dilma Rousseff saiu em maio de 2016 e o país, com Michel  Temer pelo menos saiu da rota do abismo e por esta razão, agora podemos com mais segurança desejar Feliz 2017 e esperar que realmente seja um ano melhor.

O país agora tem presidente, apesar de todo o esforço para sabotar o seu trabalho do PT e da esquerda em geral.

Mas, a recuperação da economia ao longo do ano foi mais lenta do que se esperava, porque, sabe-se agora, o buraco cavado por Dilma Rousseff era mais fundo.

Mas, o presidente Michel Temer, apesar de toda a incerteza sobre a possibilidade de que  consiga comandar o país, já conseguiu vitórias significativas:

Aprovou a PEC dos gastos. Essa PEC foi muito criticada pela oposição, alegando que iria afetar gastos com saúde e educação , mas é indispensável e  quando menos, impedirá o Brasil de virar um Rio de Janeiro de dimensões continentais

Aprovou  na Câmara a MP do ensino médio , depois de muitos protesto e ocupação de centenas de escolas, também por parte de adolescentes manipulados por lideranças de esquerda.

Aprovou a MP do setor elétrico, área especialmente devastada pela especialista Dilma Rousseff.

Aprovou o projeto que desobriga a Petrobrás de participar da exploração do pré-sal, livrando essa empresa de um encargo de investimento que face ao seu atual endividamento, a empresa não tinha capacidade de suportar. Acabou a interferência política na Petrobrás e só isso já é muito.

Aprovou a Lei de Governança das Estatais, que vai contribuir para diminuir o altíssimo grau de corrupção nestas empresas que caracterizou todo o governo petista.

Apresentou a proposta de Reforma da Previdência. Embora, o assunto vá demandar muita discussão ao longo do ano e tenha propostas radicais como 50 anos de tempo de serviço, o que passar será indispensável para conter a escalada do rombo da Previdência que pode inviabilizar as contas públicas.

No sentido negativo , apresentou ao Congresso plano para resgatar os Estados em dificuldades, e foi derrotado com a aprovação do mesmo sem as contrapartidas defendidas pela equipe econômica o que pode estimular a continuidade da irresponsabilidade nas contas públicas por estes Estados.

Agora permitiu o saque integral das contas inativas do FGTS que pode elevar o poder de compra conjunto dos trabalhadores em até R$ 30 bilhões, vai estimular o comércio e reduzir o endividamento de milhares.

Medidas foram tomadas para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito, responsável pelas mais altas taxas  do mercado e que precisam diminuir para evitar a insolvência de muitos.  Saiu agora a notícia de que os juros do rotativo do cartão em novembro, atingiram 482% ao ano, que é uma taxa proibitiva e que mostra como foi oportuna a ação da equipe econômica no sentido de trabalhar para que isso seja revertido.

As duas maiores estatais Petrobrás e Eletrobrás estão finalmente sendo administradas de forma competente , aliviando um enorme peso negativo na economia brasileira.

Muita coisa ainda terá que ser feita , mas o que já foi proposto deixa claro que a racionalidade voltou ao governo federal , que o país tem comando e por essa razão , agora é possível esperar um ano melhor. Ou seja, está claro que não serão repetidos erros do passado, com pedaladas, intervenções desastradas e políticas de curto prazo.

As perspectivas econômicas dão conta de um ano em que o país deve sair da recessão e apresentar tímido crescimento de 0,5%, a inflação deve ficar abaixo em 4,4% , e neste sentido ela não apenas volta ao centro da meta, mas desaparece a tendência de crescimento e o risco de voltar a níveis elevados que tanto mal fizeram à economia do país.

A taxa de juros Selic continuará em trajetória de queda, já de 13,75 para 13,25 em janeiro,  aliviando, ainda que pouco, o custo da dívida pública, que está  hoje em 70,3% do PIB, cerca de R$ 4,3 trilhões.

A expectativa é de que haja uma boa safra agrícola e um aumento no preço das commodities, revertendo a queda dos últimos anos, ajudando a fortalecer o superávit comercial que já é uma realidade.

O programa de concessões, com alguns ajustes necessários que estão sendo feitos , poderá melhorar a infraestrutura e atrair capital estrangeiro, contribuindo para o aquecimento da atividade econômica e a queda no desemprego.

A incerteza vai continuar com o efeito da delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. Mas, se os envolvidos em corrupção continuarem sendo efetivamente punidos, como efetivamente estão, este é mais um aspecto positivo no sentido de passar o Brasil a limpo.  Por isso , todos temos que acompanhar a Operação Lava Jato no sentido de evitar que tentativas de sabotá-la no Congresso Nacional não prosperem.

Para desilusão do PT, Temer disse que não vai renunciar, mas se a chapa Dilma/Temer  for cassada, certamente teremos turbulência por conta  convocação de novas eleições.

Mas, se Temer continuar, mesmo com as prováveis baixas por conta da Operação Lava Jato, vai conseguir substitutos à altura para conduzir o país por uma rota segura.

Por tudo isso, com certeza 2017 será melhor do que 2016 e 2018 será melhor do que 2017 e aos poucos  o Brasil voltará  a ser um país viável.

Edson Leal
em
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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