E aí Geração Y topa mudar?

São considerados da Geração Y todos aqueles profissionais que nasceram entre as décadas de 80 e 90, estes indivíduos cresceram na era do rápido desenvolvimento de novas tecnologias e quase não se recordam do mundo sem a Internet, celular, computador e etc.

Trata-se de uma geração em que quase todos querem ser auto dependentes, pois a maioria viram seus pais saindo de casa cedo, trabalhando duro, tendo uma vida basicamente da casa para o trabalho e do trabalho para a casa.

Essa geração prioriza a diversão no ambiente de trabalho, o grau de conversação no ambiente profissional também é maior quando comparado ao das outras gerações, algo como: “Trabalhar aqui é legal, só quero deixar claro que se precisar ficar até mais tarde para cumprir as minhas metas, precisarei de horas extras”.

Quando os pais dos integrantes da Geração Y chegavam em casa, isso significava que realmente estavam em casa, não importava o quão difícil tenha sido o dia, depois de horas de trabalho se sentavam no sofá, abriam uma cerveja, brincavam com os filhos  e assistiam a uma partida de futebol.

Já a Geração Y não fica realmente desconectada do seu trabalho, sempre com uma mensagem do WhatsApp ou pior: e-mails e mais e-mails respondidos após o horário de trabalho ou aos finais de semana.

Provavelmente muitos dos que estejam lendo este texto já caíram no trabalho “home-office sem fim”, e algum tempo depois percebeu que na verdade trata-se da falta de se liberar do trabalho. “Ah, mas eu preciso trabalhar em casa para o trabalho render”. Será que precisa mesmo? Já se fez a pergunta: “e se eu responder esta mensagem amanhã, algo mudará?” Muitas vezes estamos no “automático” e respondemos mensagens ou atuamos em algo que se ficar para o outro dia não mudará nada.

Provavelmente você não tenha notado, mas agora as pessoas têm muito mais opções para serem produtivas do que seus pais ou tios, mas isso não significa que seu momento de lazer ou de descontração com a família tenha de ser prejudicado.

Antes de atender um cliente no seu momento de descanso leve em consideração a urgência, e se pergunte: “é realmente imprescindível?” “Isso afetará meu relacionamento com o cliente?” Estes modelos de perguntas apoiam uma decisão mais assertiva.

E o que ganhamos com esta decisão mais assertiva? Mais sorrisos, alegrias, tempo com a família, e estes certamente influenciarão no seu rendimento profissional, estando descansado e feliz o seu trabalho tende ter uma fluidez maior e melhor.

Nós da Geração Y (nem todos) estamos nos tornando uma geração dos quase trinta cujos interesses são de diversão, viagens, baladas e brincadeiras. Uma geração sem filhos fugindo de responsabilidades, que algumas vezes se iludem com a ideia de que o chefe é um amigo, porque “ele quebra algumas regras para isso.”

Os grandes especialistas em Geração Y destacam sempre que este grupo trata-se de pessoas que apreciam a flexibilidade e a qualidade no trabalho. Mas, por algum motivo estranho esta geração trata de trabalho às 8 da noite enquanto janta com a esposa ou brinca com o filho.  E ainda fala: “Oh, que saco! Meu chefe não vai me deixar em paz! Será mesmo que a culpa é do seu chefe?

Quando vemos nossos pais, tios e avós simplesmente pensamos que eles eram escravos da família e do trabalho, que tinham muitos filhos e que de alguma forma eles estavam “obrigados” a ter uma vida cheia de limitações e tarefas. Mas pense nisso: quem trabalha mais horas, você hoje ou seus familiares e amigos mais velhos no passado?

Hoje não estamos estabelecendo relações saudáveis na vida pessoal, tornara-se um “mix” de companheirismo e parceria, uma pessoa de um lado mexendo ao celular e a outra assistindo séries na televisão. Se você não estiver disposto a mudar, certamente não aproveitará muito da vida.

Com a facilidade da tecnologia e da conectividade, às vezes não percebemos que estamos conectados com milhares de amigos, mas a verdade é que estamos sozinhos no sofá da sala.

Contraímos a cultura de constante autossatisfação, na qual as pessoas ficam em segundo plano, o que vale mais, uma conversa com um colega que não vê há anos por uma rede social ou uma caminhada no quarteirão do bairro com direito a um sorvete com um amigo ou namorado?

As pessoas se acostumaram a comandar a vida com a tecnologia, uma vez que sempre estão conectadas, mas será que desligar o celular e o computador durante algum período do dia não te faria bem? A tecnologia cria alguns “monstros”, prejudicando a saúde física e emocional de milhões de pessoas.

A melhor opção é ter uma vida profissional onde o cliente ou superior possa te enviar mensagens e você possa ter o direito de escolha de responder no momento ou depois.

Concluindo… É por isso que surge a pergunta: E aí Geração “Y” topa mudar e buscar os pontos positivos das outras gerações?

Adalton França de Oliveira
Adalton França de Oliveira
Adalton França de Oliveira atua na área de Desenvolvimento de Negócios da TecBan, empresa proprietária do Banco24Horas. É graduado em Administração (UNISA), pós-graduado em Economia (UFPR) e em Gestão de Negócios (SENAC), além disso, tem certificações em Empreendedorismo (FIAP), Gestão Estratégica (FGV) e Gestão de PME’s (PUC Chile). É também conteudista de cursos voltados a Gestão e tem experiência como professor de Administração de Empresas.

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