CORÉIA DO NORTE E A DIPLOMACIA DO MÍSSIL

A Coréia do Norte é uma ditadura comunista comandada por uma dinastia familiar que vai comemorar 105 anos e Kim Il-sung, fundador do país é avô do ditador atual Kim Il-sung,

Comparada com seu vizinho capitalista Coréia do Sul o país é pobre e grande parte da população vive na miséria.

Mesmo assim, o país conseguiu desenvolver armas nucleares, mas não possuí mísseis confiáveis para enviá-las a longas distâncias.

Durante o governo de Barak Obama, Kim il-sung , soltou inúmeras ameaças de que iria provocar uma guerra nuclear, mas não passou da  ameaça e nada aconteceu.

Mas, agora os tempos mudaram, os EUA tem  Donald Trump na presidência e por esta razão aumenta exponencialmente  a possibilidade de um bombardeio americano na Coréia do Norte, como ocorreu na Síria.

E Trump já mostrou que não vai economizar em mísseis e bombas.

Os EUA lançaram no Afeganistão na quinta (13 de maio sua mais potente bomba não nuclear, a GBU-43/B anunciou o Pentágono.

A operação ocorre em meio a um escalonamento da retórica militar americana e de ações em campo.

Os americanos lançaram no Afeganistão , na província de Nangarhar,   a   GBU-43/B –conhecida como “mãe de todas as bombas” em um trocadilho com a sigla “moab” (que pode representar a expressão “mother of all bombs” ou o acrônimo em inglês para munição maciça para explosão no ar)– de um avião MC-130 na província de Nangarhar, numa área onde estariam túneis usados milícia radical Estado Islâmico.

Foi a primeira vez que o armamento foi usado em combate. Segundo o jornal britânico “Independent”, o artefato, projetado pela Força Aérea dos EUA em 2002, pesa mais de dez toneladas, com 8.164 quilos de explosivos.

A “superbomba matou 82 extremistas e três grandes túneis foram destruídos. Uma base do EI também foi destruída no ataque. Uma vila localizada a 5 km do local da explosão sofreu seus efeitos.

 

Na terça , dia 11 de março, o presidente Donald Trump disse no Twitter que os EUA “resolverão o problema” da Coreia do Norte sozinhos caso a China, aliada do regime de Pyongyang, não colabore.

“A Coreia do Norte está querendo confusão. Se a China quiser ajudar, seria ótimo. Se não, nós resolveremos o problema sozinhos!”, disse o republicano, que se reuniu na  Flórida com seu colega chinês, Xi Jinping. “Eu expliquei para o presidente da China que um acordo comercial com os EUA será muito melhor se eles resolverem o problema da Coreia do Norte!”

Trump afirmou que isso não fazia diferença. “A Coreia do Norte é um problema, um problema que nós resolveremos.”

Há quatro dias, o governo norte-americano enviou um porta-aviões para a península coreana após Pyongyang disparar um míssil no Mar do Japão.

A Coreia do Norte tem realizado sucessivos testes com mísseis balísticos e, no ano passado, anunciou ter alcançado tecnologia para miniaturizar ogivas nucleares, etapa necessária para conduzir um ataque.

E as bravatas norte-coreanas continuam O Exército da Coreia do Norte ameaçou “devastar impiedosamente” os EUA caso o país realize um ataque. “Nossa ação mais dura contra os EUA e suas forças vassalas será tomada de forma tão impiedosa que os agressores não sobreviverão.”

O Exército norte-coreano afirma que poderia aniquilar “em minutos” alvos como as bases norte-americanas na Coreia do Sul, bem como a residência do chefe de Estado desse país, conhecida como Casa Azul.

Mostrando que são mais do que bravatas, a Coreia do Norte tentou sem sucesso lançar um novo míssil, informaram no sábado dia 14 de abril autoridades dos EUA e da Coreia do Sul.

“A Coreia do Norte tentou testar um novo tipo de míssil não identificado na área de Simpo, na província de Hamkyong do Sul, mas suspeitamos que o lançamento fracassou”, disse o Ministério da Defesa sul-coreano em comunicado, acrescentando que o teste está sendo analisado mais detalhadamente.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também confirmou que a Coreia do Norte lançou o que parecia ser um míssil e também disse que o lançamento falhou “quase que imediatamente”.

Portanto, uma ação militar americana face ao que  o governo americano já  mostrou na Síria é iminente e inevitável. A Coréia do Norte não é um país muçulmano e não vai ter apoio dos países árabes o que significa que nessa confusão o ditador norte-coreano vai ficar sozinho.

Edson Leal
Graduado em Ciências Sociais, Administração de Empresas, Pedagogia e Direito. Mestre em História Social pela UNESP de Assis. Atualmente Agente Fiscal de Rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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