Componentes estratégicos da cadeia de abastecimento

 



Curso de Constelação Familiar e Sistêmica

No artigo anterior intitulado “A importância do alinhamento estratégico” verificou-se a necessidade básica de promover um ambiente organizacional coeso com metas, objetivos e estratégias integradas e focadas em resultados comuns, através de esforços sinérgicos e dentro de um escopo de planejamento medido e sustentável. Observou-se, então, que os gestores são peças fundamentais nesses processos, uma vez que  possuem as ferramentas e as técnicas necessárias para colocar em prática tal filosofia.

Sabendo que a cadeia de abastecimento pode ser identificada como um conjunto de processos ambientais, internos e externos, com o intuito de movimentar materiais considerando, entre outros termos, tempo, quantidade, valores e localidade, podemos sugerir que sua essência é agregar valor dentro dessa cadeia. Também, podemos identificar seus componentes estratégicos básicos como sendo: fornecedores, fabricantes, distribuidores, varejistas e clientes. São esses os principais atores e a figura 1 demonstra os seus comportamentos dentro do macroambiente.

Figura 1: fluxograma da cadeia de abastecimento.

Fonte: www.blogdaqualidade.com.br

 

A gestão adequada da cadeia logística permite, sem dúvidas, a obtenção de vantagens competitivas. O seu gerenciamento eficaz, com estratégias alinhadas por entre seus parceiros de negócios – fornecedores, montadores, empresas de logística, canais de vendas/marketing e outros parceiros de negócios ligados principalmente por meio de redes de informação e relações contratuais – permite uma melhor integração e uma melhor gestão de todos os componentes de sua cadeia ao proporcionar ao cliente final uma dinâmica de entrega de produto/serviço em menor tempo, preço justo e quantidade certa. Em contrapartida, a organização integrada e alinhada consegue obter vantagens baseadas em custos, uma vez que otimiza seus recursos em processos medidos dentro da cadeia de valor.

Parece fácil até agora. Mas a realidade de nossas gestões e de nossas infraestruturas básicas criam dificuldades para pôr em prática tal filosofia. São muitos os exemplos de ineficiências organizacionais que vão desde a concepção errada de um produto/serviço à inexistência de um plano de negócios; da falta de um planejamento adequado à previsões descabidas; de infraestruturas viárias, ferroviárias e aquaviárias precárias à leis fiscais/tributárias elevadas e ultrapassadas. Terceirização e concorrência externa também criam dificuldades para os empresários locais. A primeira, pode ser ainda mais danosa quando a empresa deixa de ter o controle sobre uma parte importante de seu processo de negócio. A segunda, é motivo de muitas falências de pequenas e médias empresas que não contam com os incentivos de seus Governos.

Como a dinâmica competitiva é muito acelerada, produtos e serviços devem ser vistos e revistos continuamente para que não hajam surpresas desagradáveis. Do mesmo modo, melhorias nos processos de logística devem ser apuradas constantemente frente a dinâmica de preços que o mercado emerge e que modifica os custos da cadeia de valor.  Portanto, a cadeia de abastecimento deve ser vista pelas organizações como um processo integrado que permite obter vantagem competitiva no fornecimento de serviços ou produtos para clientes e consumidores, independente do lugar onde eles estejam.

Nesse sentido, é necessário haver sincronismo nos processos de manufatura, distribuição, gerenciamento de transportes, administração de estoques e tecnologias. O alinhamento dessas atividades proporciona maior valor agregado nos produtos e operações da empresa, reduzindo custos e aumentando receitas. Dentre os processos listados acima, o gerenciamento de transportes é o principal elemento logístico, pois representa cerca de dois terços dos custos logísticos.



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Assim, os processos e as atividades de entrega do produto incluindo pedidos, armazéns, transportadores, logística reversa e faturamento, são críticos para o sucesso de qualquer empresa. A infraestrutura de transporte precisa ser analisada com muito cuidado para suportar o escoamento adequado dos produtos e serviços que a empresa oferece ou poderá oferecer para que não hajam inconformidades. Atualmente, as ferramentas da qualidade como produção enxuta e just-in-time, além de características como velocidade de entrega e serviços pós-vendas efetivos podem ser cruciais para que qualquer empresa possa se manter competitiva nos mercados em que atua.


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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