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Capacidade gerencial e conhecimento técnico

Gerir um negócio, uma Organização sem fins lucrativos, um hospital, uma igreja, uma fundação pública, etc, não é garantia de sucesso. Em contrapartida, a falta de uma gestão adequada e orientada à sustentabilidade organizacional é certeza de desempenho pobre. Mas o ato de gerir qualquer espécie de empresa necessita de um conjunto de habilidades que nenhuma instituição de ensino poderá “garantir” aos seus formandos. Em outras palavras, a capacidade gerencial é desenvolvida através da prática cotidiana do profissional e que se manifesta através de sua experiência empírica em conjunto com seus conhecimentos técnicos.

Entretanto, embora a capacidade gerencial seja passível de aprendizado por qualquer tipo de profissional – médico, engenheiro, publicitário, advogado, etc, – uma vez que se configura em “prática” associada a um conjunto de conhecimentos técnicos bem específicos, a gestão organizacional também exigirá outras habilidades e competências mais abrangentes que permitam que haja “a ligação dos demais elos da corrente” para que a coisa funcione de forma adequada. Em outras palavras, na ausência de um Administrador, a gestão seguirá para uma estrutura departamentalizada, rígida, burocrática, que em algum momento do percurso “derrapará na curva” pelo conflito interno de interesses, pelo individualismo e outras mazelas.

Obviamente que ter um Administrador à frente da Organização não é garantia de sucesso. Da mesma forma, assim como a gestão, a ausência deste profissional em posições-chave da empresa é certeza de desempenho abaixo do razoável. Pode até ser que durante algum tempo o negócio consiga se manter competitivo nas mãos de seus fundadores, empreendedores e profissionais de outras áreas. Porém, caso a Organização atinja certo “porte”, ela exigirá novas abordagens e novas práticas gerenciais para que o negócio siga crescendo e se mantenha sustentável. Independentemente de a empresa ser pública ou privada, ela chegará num ponto que poderá ser de interesse público legítimo e, dada a sua importância, exigirá uma gestão profissional que seja sustentável. Daí, a essencialidade do Administrador como profissional competente e hábil para exercer essas atividades.

Nesse sentido, embora um profissional específico que tenha todas as características de um empreendedor pode, ainda assim, não possuir as competências e as habilidades administrativas necessárias para gerenciar uma Organização bem-sucedida. De modo geral, empreendedores precisam de conhecimentos universais básicos e certa técnica para executar suas ideias e ideais e capacidade gerencial para “tocar” seu negócio. Boas habilidades interpessoais, liderança, boa comunicação, inteligência emocional apurada, experiência operacional, etc, são importantes para lidar com funcionários, clientes, parceiros de negócio. Mas isso não é tudo. É preciso profissionalizar o negócio, sair do empirismo. Por isso o Administrador é vital para a empresa.

Portanto, capacidade gerencial e conhecimento técnico são coisas diferentes, mas que exigem “complementação” para que a Organização flua. É preciso de  profissionais específicos para funções específicas que exigem competências e habilidades, também, específicas. É preciso que haja “liderança autêntica” que só se manifesta através de “características perfeitas” alinhadas à práticas autênticas recorrentes. E, também, é preciso de Administradores para que a Organização seja passível de sustentabilidade, responsabilidade e responsabilização por desempenho.

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Diego Felipe Borges de Amorim
Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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