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As origens da técnica de construção de cenários e sua importância

A técnica de cenários tem origem a partir da década de 60, sendo utilizada e desenvolvida por corporações multinacionais em alinhamento a seus planos estratégicos. Inicialmente de forma rudimentar e com processos tradicionais de projeção de tendências e de cálculo de probabilidades, os cenários foram ganhando espaço experimental ao mesmo tempo em que adquiriram novas concepções e recursos técnicos mais amplos e rigorosos. Mas é a partir dos anos 80 e 90, com o processo de globalização mais difundido, que a técnica de cenários surge com maior vigor em um ambiente tomado por riscos e incertezas.

Desde então, vários cenários mundiais vêm sendo construídos por diversos autores e profissionais. O caso mais difundido foi o da companhia Schell que durante a década de 80, com a crise do petróleo mundial, conseguiu sobreviver em um período em que muitas de suas concorrentes faliram. O que salvou a companhia foi o planejamento alinhado a técnica de cenários.

Nas últimas décadas, multiplicaram-se os estudos e difundiu-se o uso das técnicas de cenários nas empresas e nas nações, surgindo, com isso, na Europa, no Japão, na África do Sul e mesmo na América Latina, importantes experiências globais e setoriais. A partir da década de 90, a técnica de cenários atingiu seu ápice no meio empresarial através de estudos de empresas de consultoria como a GBN (Global Business Network) e profissionais do ramo oriundos de empresas como a própria Schell. Muitos modelos e teorias de cenários foram criados e estudos de casos disseminados para tratar do assunto.

Sendo o futuro coberto por imprevisibilidade, o único caminho razoável ao planejamento é, primeiramente, pensar o futuro, ou seja, criar “possibilidades” de ocorrências baseadas em diferentes suposições sobre condições diversas que podem ocorrer à frente, e, então, desenvolver alternativas através de planos detalhados que orientem o comportamento de uma empresa frente aos mais diversos cenários possíveis.

Desse modo, o planejamento por cenários é uma ferramenta de aprendizagem vital que eleva a qualidade do processo decisório e edifica o próprio processo de planejamento, trazendo consigo benefícios múltiplos e reais para toda a organização, pequena ou grande, com ou sem fins lucrativos. Seu principal benefício reside em antecipar o futuro que é incerto, em um exercício prático e de caráter contínuo que promove à busca aprofundada de questões não sanadas, educando gestores a pensar mais criticamente, ou seja, a pensar estrategicamente.

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Diego Felipe Borges de Amorim
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Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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