Alguns paradigmas sobre o ensino colaborativo e disruptivo

Que o mercado vem sofrendo grandes transformações não é nenhuma novidade. Mudanças atingem a economia, as formas de trabalho, as legislações, as engenharias, os processos e as estruturas, as tecnologias, as relações interpessoais, as sociedades, a educação. Todos esses elementos que constituem o “senhor mercado” vêm adquirindo novas formas, novas abordagens, novos paradigmas e novos desafios. Termos que tratam sobre os temas da sustentabilidade e de ambientes colaborativos emergem em uma velocidade que desafia a própria capacidade humana de absorver tantas informações em curto espaço de tempo.

E dentre todos os elementos que constituem o mercado, um deles parece soar como ator principal: a educação. Não por acaso, é através dela que os seres humanos podem atingir o desenvolvimento necessário para vislumbrar as várias facetas do progresso, as inovações. E há muito tempo sabemos que o ainda “atual modelo de ensino” utilizado pelas instituições de educação, tanto de nível básico e regular, como de nível superior, já não é mais eficiente para a era do conhecimento que, inclusive, já estamos superando.

Sabemos que professores, alunos e instituições de ensino precisam se adequar as iminentes necessidades que batem à porta da aprendizagem, essa já há muito integrada aos aparatos tecnológicos e às redes colaborativas. Os paradigmas sobre o EAD, sobre as plataformas de ensino livres (abertas), sobre as redes colaborativas e sobre o uso de TICs integrados ao processo de aprendizagem, já provaram suas validades, embora ainda haja forte resistência na adoção deles por boa parte da sociedade tradicional. Entre os “resistentes” mais óbvios encontram-se as instituições de ensino e os governos.

Entretanto, essa “resistência” parece ser um efeito das dificuldades estruturais, inclusive, àquelas relacionadas as matrizes de ensino. Estas, obsoletas há mais de quatro décadas, de forma que não se adéquam há muito tempo às reais necessidades de um ensino prático orientado ao pensamento crítico. A rigidez dos modelos de ensinos tradicionais associada à falta de incentivo para uma educação continuada dos docentes por parte dos Governos, ainda, aliada a desafios estruturais e de processos, acaba inibindo qualquer tentativa de mudança. O resultado é um nítido desempenho pobre.



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Mas a mudança é inevitável. E ela está ocorrendo a passos largos em direção a um futuro cada vez mais integrado com as tecnologias. Os MOOCS – cursos online abertos e massivos – são os exemplos inovativos de aprendizagem mais atuais. Eles permitem que o conhecimento chegue a um número cada vez maior de indivíduos nos quatro cantos do planeta. Plataformas de aprendizagem livres e abertas como o Coursera, o Veduca e a Khan Academy, demonstram que o ambiente colaborativo pode ser um grande aliado nas salas de aula. E as salas de aula podem ser em qualquer lugar, na instituição de ensino, no trabalho, em casa.  É a força do conhecimento compartilhado para vencer os muitos desafios do século XXI.


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Diego Felipe Borges de Amorim

Bacharel em Administração - Faculdade Equipe (FAE - Sapucaia do Sul RS). Especialista em Gestão de Negócios - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA - Canoas RS), Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Pós graduando em Planejamento Empresarial e Finanças pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Atualmente é técnico administrativo da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Colunista da Revista N&C e do portal Administradores.com. Profissional com experiência na iniciativa pública e privada. Acredita no poder das novas tecnologias para o avanço do conhecimento e na ruptura da forma tradicional de aprendizagem. Também acredita no poder das tecnologias livres para maior liberdade, inclusão e progresso humanos e na extrema importância da disseminação do conhecimento através de plataformas de ensino livres.

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