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Acredite na poupança (ela acredita em você)

Fico impressionado com a quantidade de pessoas que gostam de falar mal da poupança.

  • “Poupança não serve para nada”
  • “Não ganho nada nela”
  • “Eu perco dinheiro deixando lá”

Mas por que existe essa falta de suporte a poupança?

Seria descaso?

Negligência?

Confira a seguir sobre as dificuldades de aceitação da poupança e o que você pode fazer a respeito.

POUPANÇA: UMA POBRE VÍTIMA

Não me lembro de algum momento da história em que a poupança era tão desvalorizada pelas pessoas. Não no sentido financeiro, mas na falta de consideração com ela.

Poderia até dizer que existe um certo preconceito.

É como o racismo; alguns olham para o negro e já viram a cara.

Não querem saber da sua história, para quem ela serve, as suas vantagens….Nada!

Não fazem a menor questão de saber.

Mais impressionante ainda é ouvir o mesmo de profissionais da área.

“Você está perdendo dinheiro por causa da inflação, que diminui o poder de compra do seu dinheiro”

Apesar de ser verdade, aquele que informa (ou quem tem o dever de informar), esquece de um detalhe importante:

Ele não leva em conta as diferenças de prioridade, objetivos, orçamento e aportes financeiros de quem lê/escuta!

Imagina um assalariado vivendo de mínimo, com 2 filhos para criar e que tem dívidas na cabeça escutando algo como o mencionado anteriormente.

O que você acha que ele irá fazer?

Ele não dirá: “bem, já que é assim, vou mergulhar nos livros!”

Você que está lendo esse post, irá concordar que ele não possuirá conhecimento para isso.

Sinceramente falando, ele está pensando se as contas vão ser pagas em dia. Ou então, se ele vai botar a comida em casa para a família.

Ao analista/ profissional que está lendo, te pergunto: você está de brincadeira comigo?

Já imaginou o prejuízo que alguém teria ao receber essa mensagem?

A POUPANÇA E O ENSINO BÁSICO

A regra número 1 para quem quer dar informação sobre finanças é: conheça seu cliente/ouvinte!

Durante o tempo em que presto consultoria, me deparo com diversas pessoas que, apesar de conhecerem os investimentos, não possuem qualquer disciplina quanto a poupar/guardar/economizar dinheiro.

Essas mesmas não está preparadas para irem ao próximo passo.

Acredite no que falo:

A poupança é e sempre será a melhor professora de finanças pessoais que você terá na sua vida!

Não entendeu?

Explico: você lembra da sua professora no primário? Aquela que marcou você lá atrás?

Professores vem e vão na sua vida, mas nunca esquecerá à do ensino fundamental.

Não pelo seu rosto…

Não pelos sermões…

Mas por ter te ensinado o essencial que moldará toda a sua vida a partir daquela época.

É como ser alfabetizado; você não lembra mais como foi o processo, entretanto foi de grande valia para o desenrolar da sua vida adulta.

Sem ela, vai saber como você iria aprender a ler, escrever ou até interpretar textos.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Católica de Brasília, a partir da análise de 800 alunos, em 6 cursos de 4 faculdades, 50% dos estudantes do ensino superior são analfabetos funcionais, ou seja, não entendem o que leem. (Fonte: www.pco.com.br)

Esta pesquisa não foi a primeira a indicar o problema. O último Inaf (Indicador de Analfabetismo Funcional), feito em 2012, apontou que 38% dos estudantes universitários seriam analfabetos funcionais, através de pesquisa com 2 mil pessoas.

Ora, por que estou mostrando esse estudo sobre analfabetismo funcional?

Por que ele tem tudo a ver com a poupança: o ensino básico está para a poupança assim como o ensino superior está para os investimentos.

Se você não foi alfabetizado corretamente enquanto jovem, dificilmente entenderá ou compreenderá textos. Com o dinheiro não é diferente: se você não passou pelo aprendizado da poupança, você não terá sucesso nos investimentos, não importando qual seja.

Outro exemplo?

Quando você trabalha em uma empresa, você começa na presidência? Ou você entra como estagiário ou alguma posição hierárquica correspondente?

Você inicia a sua jornada na poupança, principalemte se você não possui a disciplina necessária para poupar dinheiro. Com o tempo, depois de mostrar a sua competência com a administração do dinheiro enquanto iniciante, você passa para a segunda fase, que seriam investimentos com prazos/retornos/riscos maiores.

Com isso em mente, a primeira questão é: você sabe poupar dinheiro?

COMO USAR A POUPANÇA NA PRÁTICA

Não importa quanto seja, se não responder sim a primeira pergunta, você já estará fadado ao fracasso antes mesmo de começar.

Os iniciantes possuem uma tremenda dificuldade em assimilar que precisam ser poupadores primeiro, depois investidores.

Mesmo com 1 real ou 10 reais ou 100 reais ou 1000 reais, você começará em algum lugar.

Tem circulado pela internet uma planilha que serve para poupar um determinado valor por semana. Você começa com 1 real na primeira semana, depois 2 reais na segunda, 3 na terceira, aumentando sempre 1 real a mais nas semanas seguintes.

De acordo com a planilha, no final de 52 semanas, você terá mais de R$ 1378,00.

Para você, pode parecer pouco.

Mas para muitos outros, um valor inimaginável. Ainda mais se você levar em consideração que o indivíduo vivia com a corda no pescoço em dívidas e que juntar dinheiro era coisa de “gente desocupada e sem ter o que fazer”.

No fundo, quem usa dessa desculpa já está admitindo a sua derrota antes mesmo de pensar a respeito.

Não serão dessas a quem você pedirá conselhos!!

Dãããããããã!!!! Não é óbvio?

Se a disciplina para guardar não for motivo suficiente para iniciar, faço outra pergunta:

E se houver imprevistos na sua vida? O que irá fazer?

Vai se endividar novamente?

Pois é, essa é uma das vantagens escondidas da poupança: a capacidade de você ter um salva-vidas pronto para auxiliá-lo.

Não só você poupa mas usa o dinheiro dela para casos emergenciais, como:

  • Uma obra inesperada
  • Um tratamento
  • Remédios
  • Demissão
  • A morte de um ente querido (batendo na madeira aqui….toc toc)

Sim, creio ser o portador das más notícias mas você terá pelo menos um imprevisto na sua vida.

Uma delas é certa: seus pais não estarão mais aqui!

Segue algumas perguntas para você refletir:

  • Vai enterrá-los onde?
  • Vai ter cerimônia?
  • Funeral?
  • Exumação?
  • Manutenção do jazido?

Além de ser um momento sensível e, muitas vezes devastador, as empresas responsáveis vão querer saber.

Já pensou como seria o seu caso?

Reflita…..

FINALIZANDO

Chego ao final. Não quero ser um estraga prazeres ou ainda desejar o mal. Só quero que abra os olhos para outras possibilidades que a poupança pode trazer para você.

Desde ensiná-lo a poupar como também sair de enrascadas que pegam você desprevinido.

Já sabe poupar? Como é/será a sua estratégia?

Deixe nos comentários a sua tática para tal. Aproveite e acesse o blog O Dinheirista, onde escrevo sobre finanças pessoais de uma forma humanizada e sem complicações.

Um grande abraço e boas finanças pessoais.

Felipe Cardoso
Um maluco que resolveu lidar com o mundo do dinheiro para resolver suas dúvidas e alcançar seus sonhos. Autor do blog de finanças pessoais O Dinheirista com presença no Facebook, Twitter e Instagram.
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